Aqui vai a resposta:
Uma colega estava a ajudar uma vizinha, mais nova, que tinha muito bons resultados escolares a todas as disciplinas menos a Matemática. Ela abria-lhe o computador, abria a Folha de Cálculo e lá iam as duas fazendo diversas explorações e descobrindo padrões numéricos. Um dia a minha amiga atrasou-se um pouco e quando chegou a casa, a vizinha mais nova já estava sentada frente ao computador, com o Excell aberto... ao chegar lá a casa, pediu à filha da minha amiga para lhe abrir o computador e para o pôr no «X grande verde» ... :-) ... Linda!! Não é?!!
sábado, outubro 31, 2009
quinta-feira, outubro 29, 2009
Uma adivinha para amigos das tecnologias ...
Alguém sabe o que é o «x grande verde»? ...
;-)
Fico à espera das vossas respostas ... depois venho aqui dizer quem acertou ...
;-)
Fico à espera das vossas respostas ... depois venho aqui dizer quem acertou ...
terça-feira, outubro 27, 2009
CUIDADO!!!! Mais um Virus sob a forma de «CONVITE»
Aqui vai tal como me chegou...
PARA TODOS OS INTERNAUTAS........ABRAM O OLHO E FIQUEM ESPERTOS!!!!
Fiquem atentos nos próximos dias!
Não abram nenhuma mensagem com um
Arquivo chamado
" C (convite de Formatura)"
Independente de quem a enviou.
- É um vírus que 'abre' uma tocha olímpica que 'queima' todo o Disco
rígido do computador.
Este vírus virá de uma pessoa conhecida
que tem seu nome em sua Lista ·
de endereços, por isso você deve enviar esta mensagem a
todos Os seus contactos.·
É preferível receber 25 vezes esta
mensagem, do que receber o vírus e abrí-lo..·
Se receber a
mensagem chamada 'Invitation' não a abra e apague do seu
computador imediatamente!·
É o pior vírus Anunciado pela CNN e
classificado pela Microsoft Como o mais destrutivo que já
existiu .
Ele foi
descoberto ontem à tarde pela McKafee e não existe Anti-vírus
para ele.·
O vírus destrói o Sector Zero do Disco Rígido,
onde as informações Vitais de seu funcionamento são guardadas.·
ENVIE ESTA MENSAGEM A TODOS QUE VOCÊ
CONHECE
PARA TODOS OS INTERNAUTAS........ABRAM O OLHO E FIQUEM ESPERTOS!!!!
Fiquem atentos nos próximos dias!
Não abram nenhuma mensagem com um
Arquivo chamado
" C (convite de Formatura)"
Independente de quem a enviou.
- É um vírus que 'abre' uma tocha olímpica que 'queima' todo o Disco
rígido do computador.
Este vírus virá de uma pessoa conhecida
que tem seu nome em sua Lista ·
de endereços, por isso você deve enviar esta mensagem a
todos Os seus contactos.·
É preferível receber 25 vezes esta
mensagem, do que receber o vírus e abrí-lo..·
Se receber a
mensagem chamada 'Invitation' não a abra e apague do seu
computador imediatamente!·
É o pior vírus Anunciado pela CNN e
classificado pela Microsoft Como o mais destrutivo que já
existiu .
Ele foi
descoberto ontem à tarde pela McKafee e não existe Anti-vírus
para ele.·
O vírus destrói o Sector Zero do Disco Rígido,
onde as informações Vitais de seu funcionamento são guardadas.·
ENVIE ESTA MENSAGEM A TODOS QUE VOCÊ
CONHECE
segunda-feira, outubro 26, 2009
sexta-feira, outubro 23, 2009
A inclusividade do tempo
Sabiam que o tempo é mesmo muito inclusivo? ... ora vejam:
http://ninguemle.org/2009/10/23/bom-dia-70/
http://ninguemle.org/2009/10/23/bom-dia-70/
domingo, outubro 18, 2009
Festas e Amigos ...



Que melhor poderá haver na vida do que festejar com amigos?
:-)
http://ninguemle.org/2009/10/18/a-foto-tremida/
http://ninguemle.org/2009/10/18/parabens-3/
quinta-feira, outubro 15, 2009
terça-feira, outubro 13, 2009
Formação: «Aprender, TIC e Educação para a Paz - Que Desafios?»
Acaba de ser divulgada esta acção de formação. Todos e todas interessados/as podem saber mais em:
http://educacaopelapaz.googlepages.com/home3
http://educacaopelapaz.googlepages.com/home32
Para qualquer esclarecimento que seja necessário o mail de contacto é: educacao.paz@gmail.com
Links relacionados:
http://educacaopelapaz.googlepages.com/
http://educacao-para-paz.ning.com/
Agradeço a divulgação por todos e todas que possam estar interessados.
http://educacaopelapaz.googlepages.com/home3
http://educacaopelapaz.googlepages.com/home32
Para qualquer esclarecimento que seja necessário o mail de contacto é: educacao.paz@gmail.com
Links relacionados:
http://educacaopelapaz.googlepages.com/
http://educacao-para-paz.ning.com/
Agradeço a divulgação por todos e todas que possam estar interessados.
sábado, outubro 10, 2009
OBAMA, Nobel da PAZ: Editorial PÚBLICO
PÚBLICO
Editorial: O Nobel surpresa, os desafios e os riscos
10.10.2009 - 15h01 José Manuel Fernandes
Obama aceitou o Nobel da Paz, que reconheceu ainda não merecer, como um desafio para prosseguir e projectar a sua agenda internacional. Mas isso não chegou para acalmar uma polémica que está a dividir tanto apoiantes como adversários sobre a oportunidade do prémio
Talvez tenha sido Lech Walesa, também ele um antigo Prémio Nobel da Paz, quem tenha reagido com mais genuinidade ao anúncio da escolha de Barack Obama: “Quem? O quê? Tão depressa?”
Sem preocupações diplomáticas ou especiais estados de alma, o antigo operário dos estaleiros navais de Gdansk que dirigiu as greves que muito contribuiriam para o fim dos regimes comunistas e da Guerra Fria, colocou abertamente a questão: “não há dúvida que tem proposto coisas, que tem tido boas iniciativas, mas o que é que já conseguiu?”
Esta pergunta atravessou ontem tanto o campo dos fervorosos apoiantes de Obama, como o dos seus detractores. Tanto no inglês Guardian (esquerda) como no nova-iorquino Wall Street Journal (conservador), os inquéritos on-line, mesmo sem qualquer valor científico, apontavam para uma maioria esmagadora de respostas que ou consideravam que o prémio chegava “demasiado cedo”, ou “não era merecido”.
Na verdade Obama não teve tempo para fazer muito pela Paz – a não ser, o que não é pouco, trazer mais esperança ao mundo de que ela é alcançável. Mesmo os seus gestos até ao momento não são consensuais.
Numa das primeiras reacções da esquerda americana, publicada ontem no site da revista Nation, recordava-se o que ele ainda não tinha conseguido fazer, ou não fizera, e que essa área política esperava que tivesse feito: Guantánamo não fechou, as tropas americanas não saíram do Iraque, nada de substancial mudou na relação com Israel e os palestinianos, enviou mais tropas para o Afeganistão, nada conseguiu no que se refere ao Darfur. Estes sectores políticos não escondiam alguma desilusão com Obama, ontem claramente expressa na sequência da escolha para o Nobel da Paz.
Já a imprensa e os comentadores conservadores, para além dos que nunca acreditaram, ou mesmo sempre detestaram Obama, sublinhavam gestos do Presidente que os preocupam, como as hesitações relativamente ao grau de empenhamento no Afeganistão, as dúvidas sobre o caminho seguido nas negociações com o Irão ou na relação com a Rússia, a desilusão causada pelo abandono dos sistemas anti-míssil na Europa de Leste.
A verdade é que o Nobel não foi dado pelo que fez, mas pelo que pode fazer. É inédito, porventura viola o princípio de que só se é premiado depois de se conseguir o que é difícil, mas traduz a visão dos que acreditam que o Presidente dos Estados Unidos, ao ter alterado a forma como a grande potência se relaciona com o resto do Mundo já criou condições para a Paz.
O próprio Obama, na declaração que ontem proferiu, mesmo assumindo que “não merece estar na companhia de tantas figuras que mudaram o mundo”, acrescenta que o recebe não como uma honra que lhe é prestada pelo que fez, antes como uma “apelo à acção”, um apelo “a todas as nações para enfrentarem os desafios do século XXI”. Desafio tão grandioso que, recordou, não só o ultrapassa como ultrapassa o poder da sua administração e do seu país. “Mas podem ser alcançados”, acrescentou.
Mais complicado é saber se, com este prémio, o trabalho e as missões de Obama ficam mais fáceis ou mais difíceis. O comité norueguês entendeu que a mensagem que enviou ao mundo ao escolhê-lo fortalecia-o. Alguns analistas temem, porém, que o condicione.
Nos próximos dias poderemos ter os primeiros sinais do que acontecerá. A administração Obama vai ter de decidir se acede aos pedidos de reforço do contingente militar no Afeganistão, como pedem os comandantes militares, ou se opta por uma estratégia em que se focaria mais na Al-Qaeda e deixaria o terreno mais livre aos talibã. Naturalmente que haverá várias leituras para a decisão que vier a tomar, em especial saber se foi a mais acertada para a Paz. E, da mesma forma, se tentará ver até que ponto o sinal que lhe foi enviado de Oslo e escutado por todo o mundo o influencia, e em que sentido, nessa delicada decisão.
Editorial: O Nobel surpresa, os desafios e os riscos
10.10.2009 - 15h01 José Manuel Fernandes
Obama aceitou o Nobel da Paz, que reconheceu ainda não merecer, como um desafio para prosseguir e projectar a sua agenda internacional. Mas isso não chegou para acalmar uma polémica que está a dividir tanto apoiantes como adversários sobre a oportunidade do prémio
Talvez tenha sido Lech Walesa, também ele um antigo Prémio Nobel da Paz, quem tenha reagido com mais genuinidade ao anúncio da escolha de Barack Obama: “Quem? O quê? Tão depressa?”
Sem preocupações diplomáticas ou especiais estados de alma, o antigo operário dos estaleiros navais de Gdansk que dirigiu as greves que muito contribuiriam para o fim dos regimes comunistas e da Guerra Fria, colocou abertamente a questão: “não há dúvida que tem proposto coisas, que tem tido boas iniciativas, mas o que é que já conseguiu?”
Esta pergunta atravessou ontem tanto o campo dos fervorosos apoiantes de Obama, como o dos seus detractores. Tanto no inglês Guardian (esquerda) como no nova-iorquino Wall Street Journal (conservador), os inquéritos on-line, mesmo sem qualquer valor científico, apontavam para uma maioria esmagadora de respostas que ou consideravam que o prémio chegava “demasiado cedo”, ou “não era merecido”.
Na verdade Obama não teve tempo para fazer muito pela Paz – a não ser, o que não é pouco, trazer mais esperança ao mundo de que ela é alcançável. Mesmo os seus gestos até ao momento não são consensuais.
Numa das primeiras reacções da esquerda americana, publicada ontem no site da revista Nation, recordava-se o que ele ainda não tinha conseguido fazer, ou não fizera, e que essa área política esperava que tivesse feito: Guantánamo não fechou, as tropas americanas não saíram do Iraque, nada de substancial mudou na relação com Israel e os palestinianos, enviou mais tropas para o Afeganistão, nada conseguiu no que se refere ao Darfur. Estes sectores políticos não escondiam alguma desilusão com Obama, ontem claramente expressa na sequência da escolha para o Nobel da Paz.
Já a imprensa e os comentadores conservadores, para além dos que nunca acreditaram, ou mesmo sempre detestaram Obama, sublinhavam gestos do Presidente que os preocupam, como as hesitações relativamente ao grau de empenhamento no Afeganistão, as dúvidas sobre o caminho seguido nas negociações com o Irão ou na relação com a Rússia, a desilusão causada pelo abandono dos sistemas anti-míssil na Europa de Leste.
A verdade é que o Nobel não foi dado pelo que fez, mas pelo que pode fazer. É inédito, porventura viola o princípio de que só se é premiado depois de se conseguir o que é difícil, mas traduz a visão dos que acreditam que o Presidente dos Estados Unidos, ao ter alterado a forma como a grande potência se relaciona com o resto do Mundo já criou condições para a Paz.
O próprio Obama, na declaração que ontem proferiu, mesmo assumindo que “não merece estar na companhia de tantas figuras que mudaram o mundo”, acrescenta que o recebe não como uma honra que lhe é prestada pelo que fez, antes como uma “apelo à acção”, um apelo “a todas as nações para enfrentarem os desafios do século XXI”. Desafio tão grandioso que, recordou, não só o ultrapassa como ultrapassa o poder da sua administração e do seu país. “Mas podem ser alcançados”, acrescentou.
Mais complicado é saber se, com este prémio, o trabalho e as missões de Obama ficam mais fáceis ou mais difíceis. O comité norueguês entendeu que a mensagem que enviou ao mundo ao escolhê-lo fortalecia-o. Alguns analistas temem, porém, que o condicione.
Nos próximos dias poderemos ter os primeiros sinais do que acontecerá. A administração Obama vai ter de decidir se acede aos pedidos de reforço do contingente militar no Afeganistão, como pedem os comandantes militares, ou se opta por uma estratégia em que se focaria mais na Al-Qaeda e deixaria o terreno mais livre aos talibã. Naturalmente que haverá várias leituras para a decisão que vier a tomar, em especial saber se foi a mais acertada para a Paz. E, da mesma forma, se tentará ver até que ponto o sinal que lhe foi enviado de Oslo e escutado por todo o mundo o influencia, e em que sentido, nessa delicada decisão.
Nobel da PAZ - PÚBLICO: Os excluídos
PÚBLICO, 10/10/2009
Os excluídos
"Conceito mais clássico de paz" não vingou
Nenhum nome, na lista-recorde dos 205 propostos que o Comité do Nobel de Oslo recebeu este ano para receber o prémio, se destacava como grande favorito. Havia, sim, um conjunto de personalidades com alguns ou todos os traços do perfil procurado: uma pessoa que trabalha em prol da paz ou um activista de direitos humanos envolvido num conflito actual e cuja influência beneficiaria em muito da conquista do prémio.
E os seus nomes eram falados como favoritos, embora não grandes ou evidentes para todos. Foi muito falado o nome de Morgan Tsvangirai, que durante anos ousou desafiar o regime de Robert Mugabe no Zimbabwe. Também a mediadora colombiana Piedad Córdoba, que teve um papel activo na libertação dos reféns da FARC, no ano passado, e a própria Ingrid Betancourt eram dadas como possíveis vencedoras. Do Afeganistão, havia a médica e activista Sima Samar, reconhecida pelo seu trabalho na defesa dos direitos das mulheres afegãs. Não menos falados foram também o príncipe jordano Ghazi bin Muhammad, por promover o diálogo entre religiões, ou o dissidente chinês Hu Jia.
Os excluídos
"Conceito mais clássico de paz" não vingou
Nenhum nome, na lista-recorde dos 205 propostos que o Comité do Nobel de Oslo recebeu este ano para receber o prémio, se destacava como grande favorito. Havia, sim, um conjunto de personalidades com alguns ou todos os traços do perfil procurado: uma pessoa que trabalha em prol da paz ou um activista de direitos humanos envolvido num conflito actual e cuja influência beneficiaria em muito da conquista do prémio.
E os seus nomes eram falados como favoritos, embora não grandes ou evidentes para todos. Foi muito falado o nome de Morgan Tsvangirai, que durante anos ousou desafiar o regime de Robert Mugabe no Zimbabwe. Também a mediadora colombiana Piedad Córdoba, que teve um papel activo na libertação dos reféns da FARC, no ano passado, e a própria Ingrid Betancourt eram dadas como possíveis vencedoras. Do Afeganistão, havia a médica e activista Sima Samar, reconhecida pelo seu trabalho na defesa dos direitos das mulheres afegãs. Não menos falados foram também o príncipe jordano Ghazi bin Muhammad, por promover o diálogo entre religiões, ou o dissidente chinês Hu Jia.
Obama: Planos para um mundo sem armas nucleares
PÚBLICO, 10/09/2009
Os planos de Obama para um mundo sem armas atómicas
Por Francisca Gorjão Henriques
Os esforços para "estimular o desarmamento nuclear" foram um dos motivos que o Comité Nobel escolheu para premiar o Presidente norte-americano. A estratégia de Barack Obama é aparentemente simples: "Países com armas nucleares devem caminhar para o desarmamento, países sem armas nucleares não irão adquiri-las e todos os países poderão ter acesso a energia nuclear com fins pacíficos".
Este foi o plano apresentado pelo Presidente em Abril passado, em Praga. Obama foi então claro quanto à necessidade de começar a pôr fim à produção de material susceptível de ser usado em arsenais atómicos. E, para combater a proliferação, propôs que nos próximos quatro anos o material radioactivo existente tenha de estar sob controlo, através de melhor detecção do tráfico e de "ferramentas financeiras".
O Presidente sugeriu então algumas medidas concretas, como a criação de um banco internacional de combustível, para que os países o possam adquirir sem recorrer ao enriquecimento de urânio - um caminho que pode conduzir à produção de arsenal nuclear.
Na altura, a BBC online comentou que os projectos nucleares de Obama tinham dois obstáculos: o primeiro era a admissão, por parte do próprio Presidente, que poderia não viver o suficiente para ver estes objectivos atingidos, remetendo a sua concretização para pelo menos três décadas. O segundo foi a sua afirmação de que, enquanto houver armas nucleares, os EUA irão manter um arsenal "seguro, controlado e eficaz".
Por isso, adiantava a estação britânica, "se apenas um país mantiver armas nucleares, assim o farão os EUA, porque caso contrário esse país dominaria o mundo. E se os EUA o fizerem, também o farão a Rússia e a China. Os franceses não quererão depender dos americanos, e vão manter as suas armas. E os britânicos não quererão que os franceses sejam os únicos europeus com armas nucleares, e por isso ficarão também com as deles".
Um projecto para um mundo sem arsenal atómico nunca poderia ser traçado sem a Rússia. Em Julho, o Presidente norte-americano esteve em Moscovo para assinar com o seu homólogo Dmitri Medvedev um pacto em que ambos os países se comprometem a reduzir o seu arsenal a 1500 ogivas nucleares.
Esse acordo começa por estipular que depois da assinatura de um tratado de redução de armas nucleares, EUA e Rússia têm sete anos para que o seu arsenal fique limitado a 1675 ogivas (os tratados actuais permitem 2200, apesar de se pensar que ambos os lados tenham mais do que isso).
O pacto também prevê que o número de sistemas de transporte de armamento estratégico - que inclui mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares e bombardeiros - passe para entre 1100 e 500 (actualmente permitem-se 1600).
As iniciativas norte-americanas não ficaram circunscritas aos dois antigos rivais da guerra fria. No final de Setembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução preparada pelos Estados Unidos que define como objectivo criar "um mundo sem armas nucleares", e em que se estabelece o compromisso de fortalecer o sistema de prevenção internacional contra a proliferação de arsenal.
Não só ficaram definidos os passos a dar para a redução de armas atómicas por parte dos Estados que já as possuem como se procura dificultar que outros países transformem programas nucleares civis em programas militares.
Alguns diplomatas e especialistas em segurança definiram esta resolução como um dos passos mais significativos dados pela ONU nos últimos anos em matéria de armamento nuclear.
Os planos de Obama para um mundo sem armas atómicas
Por Francisca Gorjão Henriques
Os esforços para "estimular o desarmamento nuclear" foram um dos motivos que o Comité Nobel escolheu para premiar o Presidente norte-americano. A estratégia de Barack Obama é aparentemente simples: "Países com armas nucleares devem caminhar para o desarmamento, países sem armas nucleares não irão adquiri-las e todos os países poderão ter acesso a energia nuclear com fins pacíficos".
Este foi o plano apresentado pelo Presidente em Abril passado, em Praga. Obama foi então claro quanto à necessidade de começar a pôr fim à produção de material susceptível de ser usado em arsenais atómicos. E, para combater a proliferação, propôs que nos próximos quatro anos o material radioactivo existente tenha de estar sob controlo, através de melhor detecção do tráfico e de "ferramentas financeiras".
O Presidente sugeriu então algumas medidas concretas, como a criação de um banco internacional de combustível, para que os países o possam adquirir sem recorrer ao enriquecimento de urânio - um caminho que pode conduzir à produção de arsenal nuclear.
Na altura, a BBC online comentou que os projectos nucleares de Obama tinham dois obstáculos: o primeiro era a admissão, por parte do próprio Presidente, que poderia não viver o suficiente para ver estes objectivos atingidos, remetendo a sua concretização para pelo menos três décadas. O segundo foi a sua afirmação de que, enquanto houver armas nucleares, os EUA irão manter um arsenal "seguro, controlado e eficaz".
Por isso, adiantava a estação britânica, "se apenas um país mantiver armas nucleares, assim o farão os EUA, porque caso contrário esse país dominaria o mundo. E se os EUA o fizerem, também o farão a Rússia e a China. Os franceses não quererão depender dos americanos, e vão manter as suas armas. E os britânicos não quererão que os franceses sejam os únicos europeus com armas nucleares, e por isso ficarão também com as deles".
Um projecto para um mundo sem arsenal atómico nunca poderia ser traçado sem a Rússia. Em Julho, o Presidente norte-americano esteve em Moscovo para assinar com o seu homólogo Dmitri Medvedev um pacto em que ambos os países se comprometem a reduzir o seu arsenal a 1500 ogivas nucleares.
Esse acordo começa por estipular que depois da assinatura de um tratado de redução de armas nucleares, EUA e Rússia têm sete anos para que o seu arsenal fique limitado a 1675 ogivas (os tratados actuais permitem 2200, apesar de se pensar que ambos os lados tenham mais do que isso).
O pacto também prevê que o número de sistemas de transporte de armamento estratégico - que inclui mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares e bombardeiros - passe para entre 1100 e 500 (actualmente permitem-se 1600).
As iniciativas norte-americanas não ficaram circunscritas aos dois antigos rivais da guerra fria. No final de Setembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução preparada pelos Estados Unidos que define como objectivo criar "um mundo sem armas nucleares", e em que se estabelece o compromisso de fortalecer o sistema de prevenção internacional contra a proliferação de arsenal.
Não só ficaram definidos os passos a dar para a redução de armas atómicas por parte dos Estados que já as possuem como se procura dificultar que outros países transformem programas nucleares civis em programas militares.
Alguns diplomatas e especialistas em segurança definiram esta resolução como um dos passos mais significativos dados pela ONU nos últimos anos em matéria de armamento nuclear.
Obama: Planos para um mundo sem armas nucleares
PÚBLICO, 10/09/2009
Os planos de Obama para um mundo sem armas atómicas
Por Francisca Gorjão Henriques
Os esforços para "estimular o desarmamento nuclear" foram um dos motivos que o Comité Nobel escolheu para premiar o Presidente norte-americano. A estratégia de Barack Obama é aparentemente simples: "Países com armas nucleares devem caminhar para o desarmamento, países sem armas nucleares não irão adquiri-las e todos os países poderão ter acesso a energia nuclear com fins pacíficos".
Este foi o plano apresentado pelo Presidente em Abril passado, em Praga. Obama foi então claro quanto à necessidade de começar a pôr fim à produção de material susceptível de ser usado em arsenais atómicos. E, para combater a proliferação, propôs que nos próximos quatro anos o material radioactivo existente tenha de estar sob controlo, através de melhor detecção do tráfico e de "ferramentas financeiras".
O Presidente sugeriu então algumas medidas concretas, como a criação de um banco internacional de combustível, para que os países o possam adquirir sem recorrer ao enriquecimento de urânio - um caminho que pode conduzir à produção de arsenal nuclear.
Na altura, a BBC online comentou que os projectos nucleares de Obama tinham dois obstáculos: o primeiro era a admissão, por parte do próprio Presidente, que poderia não viver o suficiente para ver estes objectivos atingidos, remetendo a sua concretização para pelo menos três décadas. O segundo foi a sua afirmação de que, enquanto houver armas nucleares, os EUA irão manter um arsenal "seguro, controlado e eficaz".
Por isso, adiantava a estação britânica, "se apenas um país mantiver armas nucleares, assim o farão os EUA, porque caso contrário esse país dominaria o mundo. E se os EUA o fizerem, também o farão a Rússia e a China. Os franceses não quererão depender dos americanos, e vão manter as suas armas. E os britânicos não quererão que os franceses sejam os únicos europeus com armas nucleares, e por isso ficarão também com as deles".
Um projecto para um mundo sem arsenal atómico nunca poderia ser traçado sem a Rússia. Em Julho, o Presidente norte-americano esteve em Moscovo para assinar com o seu homólogo Dmitri Medvedev um pacto em que ambos os países se comprometem a reduzir o seu arsenal a 1500 ogivas nucleares.
Esse acordo começa por estipular que depois da assinatura de um tratado de redução de armas nucleares, EUA e Rússia têm sete anos para que o seu arsenal fique limitado a 1675 ogivas (os tratados actuais permitem 2200, apesar de se pensar que ambos os lados tenham mais do que isso).
O pacto também prevê que o número de sistemas de transporte de armamento estratégico - que inclui mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares e bombardeiros - passe para entre 1100 e 500 (actualmente permitem-se 1600).
As iniciativas norte-americanas não ficaram circunscritas aos dois antigos rivais da guerra fria. No final de Setembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução preparada pelos Estados Unidos que define como objectivo criar "um mundo sem armas nucleares", e em que se estabelece o compromisso de fortalecer o sistema de prevenção internacional contra a proliferação de arsenal.
Não só ficaram definidos os passos a dar para a redução de armas atómicas por parte dos Estados que já as possuem como se procura dificultar que outros países transformem programas nucleares civis em programas militares.
Alguns diplomatas e especialistas em segurança definiram esta resolução como um dos passos mais significativos dados pela ONU nos últimos anos em matéria de armamento nuclear.
Os planos de Obama para um mundo sem armas atómicas
Por Francisca Gorjão Henriques
Os esforços para "estimular o desarmamento nuclear" foram um dos motivos que o Comité Nobel escolheu para premiar o Presidente norte-americano. A estratégia de Barack Obama é aparentemente simples: "Países com armas nucleares devem caminhar para o desarmamento, países sem armas nucleares não irão adquiri-las e todos os países poderão ter acesso a energia nuclear com fins pacíficos".
Este foi o plano apresentado pelo Presidente em Abril passado, em Praga. Obama foi então claro quanto à necessidade de começar a pôr fim à produção de material susceptível de ser usado em arsenais atómicos. E, para combater a proliferação, propôs que nos próximos quatro anos o material radioactivo existente tenha de estar sob controlo, através de melhor detecção do tráfico e de "ferramentas financeiras".
O Presidente sugeriu então algumas medidas concretas, como a criação de um banco internacional de combustível, para que os países o possam adquirir sem recorrer ao enriquecimento de urânio - um caminho que pode conduzir à produção de arsenal nuclear.
Na altura, a BBC online comentou que os projectos nucleares de Obama tinham dois obstáculos: o primeiro era a admissão, por parte do próprio Presidente, que poderia não viver o suficiente para ver estes objectivos atingidos, remetendo a sua concretização para pelo menos três décadas. O segundo foi a sua afirmação de que, enquanto houver armas nucleares, os EUA irão manter um arsenal "seguro, controlado e eficaz".
Por isso, adiantava a estação britânica, "se apenas um país mantiver armas nucleares, assim o farão os EUA, porque caso contrário esse país dominaria o mundo. E se os EUA o fizerem, também o farão a Rússia e a China. Os franceses não quererão depender dos americanos, e vão manter as suas armas. E os britânicos não quererão que os franceses sejam os únicos europeus com armas nucleares, e por isso ficarão também com as deles".
Um projecto para um mundo sem arsenal atómico nunca poderia ser traçado sem a Rússia. Em Julho, o Presidente norte-americano esteve em Moscovo para assinar com o seu homólogo Dmitri Medvedev um pacto em que ambos os países se comprometem a reduzir o seu arsenal a 1500 ogivas nucleares.
Esse acordo começa por estipular que depois da assinatura de um tratado de redução de armas nucleares, EUA e Rússia têm sete anos para que o seu arsenal fique limitado a 1675 ogivas (os tratados actuais permitem 2200, apesar de se pensar que ambos os lados tenham mais do que isso).
O pacto também prevê que o número de sistemas de transporte de armamento estratégico - que inclui mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares e bombardeiros - passe para entre 1100 e 500 (actualmente permitem-se 1600).
As iniciativas norte-americanas não ficaram circunscritas aos dois antigos rivais da guerra fria. No final de Setembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução preparada pelos Estados Unidos que define como objectivo criar "um mundo sem armas nucleares", e em que se estabelece o compromisso de fortalecer o sistema de prevenção internacional contra a proliferação de arsenal.
Não só ficaram definidos os passos a dar para a redução de armas atómicas por parte dos Estados que já as possuem como se procura dificultar que outros países transformem programas nucleares civis em programas militares.
Alguns diplomatas e especialistas em segurança definiram esta resolução como um dos passos mais significativos dados pela ONU nos últimos anos em matéria de armamento nuclear.
Nobel, Obama, Um presente envenenado?
PÚBLICO, 10/09/2009
Um presente envenenado?
Por Jorge Almeida Fernandes
Para a América é uma excelente mensagem, para Barack Obama é um embaraço. Ao atribuir o Nobel da Paz ao Presidente americano, o Comité de Oslo não consagra uma "obra feita" no campo da paz: realça a criação de "um novo clima internacional" ou a sua "visão" de um mundo livre da arma nuclear.
A primeira mensagem é óbvia: comprova a dissipação do antiamericanismo que atingiu o auge durante o mandato de Bush. Em pouco tempo, e ainda antes de ser eleito, Obama mudou a imagem da América no mundo.
Surge, no entanto, um problema de percepção que um jornalista do Guardian resume assim: "A realidade é que o prémio parece ter recompensado Obama pelo que ele não é. Por não ser George W. Bush." Do mesmo modo, sujeita-o a remoques como o de Lech Walesa: "Quem? Como? Tão depressa?"
Enquanto Presidente, que ganha Obama com o Nobel? Não precisa de mais homenagens. Foi consagrado como uma espécie de "presidente global". Ao fim de nove meses de mandato, perante um encadeado de crises e duas guerras, chegou a hora dos dilemas e das opções.
É aqui que começa o equívoco. Os noruegueses dão o Nobel da Paz a Obama no momento em que ele é um "presidente de guerra" e quer ser visto como tal - na América e no Afeganistão. A guerra do AfPak condiciona a margem de manobra de Washington em todos os outros teatros de crise.
Por coincidência, Obama tinha agendado para ontem uma reunião decisiva com os conselheiros para formular uma nova estratégia para o Afeganistão. Tem escassas semanas, ou dias, para decidir do envio de mais 40 mil homens.
A direita americana acusa-o de, em vez de "um grande pau", arvorar o "ramo de oliveira". O atributo de Nobel da Paz é a última coisa de que precisa para enfrentar a direita conservadora, os generais e o Congresso se optar por uma revisão drástica da estratégia no AfPak. Também perante o Irão, no momento em que a via diplomática dá os primeiros passos, e exactamente para nela avançar, o Presidente dos EUA necessita de preservar a imagem de força.
O Comité de Oslo quis reforçar a autoridade moral de Barack Obama. Mas, por excesso de zelo, arrisca-se a criar falsas expectativas e a colocá-lo sob maior pressão, quando ele está mais frágil e sob fogo cruzado.
No mínimo, terá sido um extraordinário erro de calendário.
Um presente envenenado?
Por Jorge Almeida Fernandes
Para a América é uma excelente mensagem, para Barack Obama é um embaraço. Ao atribuir o Nobel da Paz ao Presidente americano, o Comité de Oslo não consagra uma "obra feita" no campo da paz: realça a criação de "um novo clima internacional" ou a sua "visão" de um mundo livre da arma nuclear.
A primeira mensagem é óbvia: comprova a dissipação do antiamericanismo que atingiu o auge durante o mandato de Bush. Em pouco tempo, e ainda antes de ser eleito, Obama mudou a imagem da América no mundo.
Surge, no entanto, um problema de percepção que um jornalista do Guardian resume assim: "A realidade é que o prémio parece ter recompensado Obama pelo que ele não é. Por não ser George W. Bush." Do mesmo modo, sujeita-o a remoques como o de Lech Walesa: "Quem? Como? Tão depressa?"
Enquanto Presidente, que ganha Obama com o Nobel? Não precisa de mais homenagens. Foi consagrado como uma espécie de "presidente global". Ao fim de nove meses de mandato, perante um encadeado de crises e duas guerras, chegou a hora dos dilemas e das opções.
É aqui que começa o equívoco. Os noruegueses dão o Nobel da Paz a Obama no momento em que ele é um "presidente de guerra" e quer ser visto como tal - na América e no Afeganistão. A guerra do AfPak condiciona a margem de manobra de Washington em todos os outros teatros de crise.
Por coincidência, Obama tinha agendado para ontem uma reunião decisiva com os conselheiros para formular uma nova estratégia para o Afeganistão. Tem escassas semanas, ou dias, para decidir do envio de mais 40 mil homens.
A direita americana acusa-o de, em vez de "um grande pau", arvorar o "ramo de oliveira". O atributo de Nobel da Paz é a última coisa de que precisa para enfrentar a direita conservadora, os generais e o Congresso se optar por uma revisão drástica da estratégia no AfPak. Também perante o Irão, no momento em que a via diplomática dá os primeiros passos, e exactamente para nela avançar, o Presidente dos EUA necessita de preservar a imagem de força.
O Comité de Oslo quis reforçar a autoridade moral de Barack Obama. Mas, por excesso de zelo, arrisca-se a criar falsas expectativas e a colocá-lo sob maior pressão, quando ele está mais frágil e sob fogo cruzado.
No mínimo, terá sido um extraordinário erro de calendário.
Nobel da Paz - Reacções na América
Faltavam poucos minutos para as 6h quando o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, soube que tinha sido agraciado com o Prémio Nobel da Paz. Deve ter ficado tão perplexo como o resto do mundo: durante horas, a reacção oficial repetida pelo porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, que foi quem deu a notícia ao Presidente, era que Obama se sentia "profundamente tocado e reconhecido" pela escolha.
Quando o Presidente finalmente falou, ao fim da manhã, revelou que a sua filha mais nova, Malia, fora das primeiras a celebrar a honra anunciada em Oslo. "Pai, ganhaste o Nobel! Ainda por cima hoje é o aniversário doBo [o cão da Casa Branca] e vamos ter fim-de-semana grande!", disse a menina - uma declaração que um Obama "ainda em choque" confessou tê-lo ajudado a "melhor perspectivar" o que tinha acabado de acontecer-lhe.
"Sinceramente, sinto que não mereço estar na companhia das figuras antes homenageadas com este prémio, que me inspiraram e ao mundo inteiro com a sua coragem", disse o Presidente, que nem sequer sabia ter sido nomeado. O prazo para a submissão de nomes candidatos ao prémio terminara apenas doze dias depois de Obama tomar posse, a 20 de Janeiro. Mas o Obama aceitou, já que o prémio "reflecte esse mundo que os homens e mulheres - e seguramente todos os americanos - querem construir".
"Hoje são os EUA que estão de parabéns", frisava ao PÚBLICO Mark Nevin, uma das muitas caras que em frente à Casa Branca comentava a atribuição do Nobel da Paz. "Acho que o Comité Nobel quis reconhecer todos os americanos por terem sabido travar o declínio da verdade e da justiça e escolhido uma nova via para o seu país. Esta é mais uma confirmação do extraordinário significado, para a América e para o mundo, da eleição de Obama. Temos muitas razões para festejar", considerou.
"Mas como podemos festejar um país que continua a bombardear populações civis em voos telecomandados, que continua a aceitar a destruição no Iraque e Afeganistão, que não consegue resolver o problema dos prisioneiros de Guantánamo, que não hesita em mandar os seus jovens para morrer em guerras que não pode possivelmente vencer?", questionava Eve Tetaz, que esta semana veio diariamente protestar contra uma eventual escalada militar no Afeganistão. "Para mim, não é uma questão de um determinado indivíduo merecer ou não um prémio e um título. É uma questão de prioridades do país, que continuam a ser militaristas. Estou chocada e triste com a decisão da academia da Noruega", confessou.
A incredulidade também era a emoção dominante entre os opositores republicanos de Barack Obama, que não perderam tempo a criticar e lamentar a escolha do Presidente para Nobel da Paz. "O que é que Obama fez até agora?", perguntou o presidente do Comité Nacional Republicano, Michael Steele. O dirigente insinuou que o comité se deixou ofuscar pelostar power do líder americano e tomou uma "decisão infeliz". "Uma coisa é certa: o Presidente não vai receber nenhum prémio dos americanos em termos de criação de empregos, responsabilidade fiscal ou substanciação da retórica com acção concreta", contrapôs.
Bryna Holland, de San Francisco, ainda não sabia da notícia quando o PÚBLICO a abordou. "Ganhou? Uau!", reagiu. "Isso é muito interessante", comentou, sem esconder a surpresa nem a satisfação. "O Presidente é jovem e inexperiente, mas é um homem que promove a paz e a cooperação internacional. Acho merecido, no sentido em que ele é um símbolo desse mundo mais pacífico que creio todos desejamos. Muito bem!", continuou.
"Acho maravilhoso e estou muito feliz. Aliás, devíamos estar todos e devíamos todos pôr as nossas diferenças de lado e apoiar o Presidente e as suas políticas de pôr fim à proliferação nuclear", concordou Liz Houricane, do Arizona. A visitante considerou que o prémio foi atribuído a Obama "em função das suas palavras e não da sua performance", e elogiou a visão do comité norueguês, que "efectivamente encoraja esta Administração a tomar medidas mais corajosas e inovadoras". "A primeira podia ser já agora, em Copenhaga, com os EUA a assinarem um tratado que reduza as emissões de carbono para a atmosfera", acrescentou.
PÚBLICO, 10/09/2009
América atordoada mas feliz com Nobel do Presidente
Por Rita Siza, Washington
Um pouco como no resto do Mundo, nos Estados Unidos a escolha do Comité Nobel dividiu os americanos e aqueceu o debate sobre Muito pouco impressionada estava Concepcion Thomas, a mulher que desde 1981 mantém uma vigília ininterrupta pelo fim das armas nucleares no Parque Lafayette, em frente à Casa Branca. "Não há nada para festejar enquanto o trabalho não estiver feito. O Nobel não muda nada e Obama só ganhou por não ser Bush", considerou.
Para Aaron David Miller, antigo negociador para o Médio Oriente e autor do livro Can America Have Another Great President?, no prelo, essa é uma boa explicação para o Nobel de Obama. "Este é um prémio que diz mais da visão do comité do que do trabalho de Obama. É como se eles estivessem a comemorar a sua visão de que a América se voltou a encontrar, depois de ter andado perdida durante oito anos", comentou.
O especialista do Council on Foreign Relations, Walter Russel Mead, avisou que o prémio pode ter um efeito perverso e acabar por enfraquecer Obama politicamente e até colocar-lhe problemas no futuro, dadas as "expectativas exageradas e irreais" depositadas na sua Administração.
Quando o Presidente finalmente falou, ao fim da manhã, revelou que a sua filha mais nova, Malia, fora das primeiras a celebrar a honra anunciada em Oslo. "Pai, ganhaste o Nobel! Ainda por cima hoje é o aniversário doBo [o cão da Casa Branca] e vamos ter fim-de-semana grande!", disse a menina - uma declaração que um Obama "ainda em choque" confessou tê-lo ajudado a "melhor perspectivar" o que tinha acabado de acontecer-lhe.
"Sinceramente, sinto que não mereço estar na companhia das figuras antes homenageadas com este prémio, que me inspiraram e ao mundo inteiro com a sua coragem", disse o Presidente, que nem sequer sabia ter sido nomeado. O prazo para a submissão de nomes candidatos ao prémio terminara apenas doze dias depois de Obama tomar posse, a 20 de Janeiro. Mas o Obama aceitou, já que o prémio "reflecte esse mundo que os homens e mulheres - e seguramente todos os americanos - querem construir".
"Hoje são os EUA que estão de parabéns", frisava ao PÚBLICO Mark Nevin, uma das muitas caras que em frente à Casa Branca comentava a atribuição do Nobel da Paz. "Acho que o Comité Nobel quis reconhecer todos os americanos por terem sabido travar o declínio da verdade e da justiça e escolhido uma nova via para o seu país. Esta é mais uma confirmação do extraordinário significado, para a América e para o mundo, da eleição de Obama. Temos muitas razões para festejar", considerou.
"Mas como podemos festejar um país que continua a bombardear populações civis em voos telecomandados, que continua a aceitar a destruição no Iraque e Afeganistão, que não consegue resolver o problema dos prisioneiros de Guantánamo, que não hesita em mandar os seus jovens para morrer em guerras que não pode possivelmente vencer?", questionava Eve Tetaz, que esta semana veio diariamente protestar contra uma eventual escalada militar no Afeganistão. "Para mim, não é uma questão de um determinado indivíduo merecer ou não um prémio e um título. É uma questão de prioridades do país, que continuam a ser militaristas. Estou chocada e triste com a decisão da academia da Noruega", confessou.
A incredulidade também era a emoção dominante entre os opositores republicanos de Barack Obama, que não perderam tempo a criticar e lamentar a escolha do Presidente para Nobel da Paz. "O que é que Obama fez até agora?", perguntou o presidente do Comité Nacional Republicano, Michael Steele. O dirigente insinuou que o comité se deixou ofuscar pelostar power do líder americano e tomou uma "decisão infeliz". "Uma coisa é certa: o Presidente não vai receber nenhum prémio dos americanos em termos de criação de empregos, responsabilidade fiscal ou substanciação da retórica com acção concreta", contrapôs.
Bryna Holland, de San Francisco, ainda não sabia da notícia quando o PÚBLICO a abordou. "Ganhou? Uau!", reagiu. "Isso é muito interessante", comentou, sem esconder a surpresa nem a satisfação. "O Presidente é jovem e inexperiente, mas é um homem que promove a paz e a cooperação internacional. Acho merecido, no sentido em que ele é um símbolo desse mundo mais pacífico que creio todos desejamos. Muito bem!", continuou.
"Acho maravilhoso e estou muito feliz. Aliás, devíamos estar todos e devíamos todos pôr as nossas diferenças de lado e apoiar o Presidente e as suas políticas de pôr fim à proliferação nuclear", concordou Liz Houricane, do Arizona. A visitante considerou que o prémio foi atribuído a Obama "em função das suas palavras e não da sua performance", e elogiou a visão do comité norueguês, que "efectivamente encoraja esta Administração a tomar medidas mais corajosas e inovadoras". "A primeira podia ser já agora, em Copenhaga, com os EUA a assinarem um tratado que reduza as emissões de carbono para a atmosfera", acrescentou.
PÚBLICO, 10/09/2009
América atordoada mas feliz com Nobel do Presidente
Por Rita Siza, Washington
Um pouco como no resto do Mundo, nos Estados Unidos a escolha do Comité Nobel dividiu os americanos e aqueceu o debate sobre Muito pouco impressionada estava Concepcion Thomas, a mulher que desde 1981 mantém uma vigília ininterrupta pelo fim das armas nucleares no Parque Lafayette, em frente à Casa Branca. "Não há nada para festejar enquanto o trabalho não estiver feito. O Nobel não muda nada e Obama só ganhou por não ser Bush", considerou.
Para Aaron David Miller, antigo negociador para o Médio Oriente e autor do livro Can America Have Another Great President?, no prelo, essa é uma boa explicação para o Nobel de Obama. "Este é um prémio que diz mais da visão do comité do que do trabalho de Obama. É como se eles estivessem a comemorar a sua visão de que a América se voltou a encontrar, depois de ter andado perdida durante oito anos", comentou.
O especialista do Council on Foreign Relations, Walter Russel Mead, avisou que o prémio pode ter um efeito perverso e acabar por enfraquecer Obama politicamente e até colocar-lhe problemas no futuro, dadas as "expectativas exageradas e irreais" depositadas na sua Administração.
sexta-feira, outubro 09, 2009
Mário Soares - sobre Obama como Nobel da PAZ
Depoimento ao PÚBLICO
Mário Soares: "Foi a melhor escolha possível"
09.10.2009 - 13h47
Foi uma notícia que me deixou radiante. Porque é justa, porque é inesperada e é sob todos os aspectos excelente. Felicito o júri do Nobel pela sua coragem e lucidez. Realmente, ninguém tem mais condições para ganhar o Prémio Nobel da Paz do que Barack Obama. Porque é um homem da paz. Porque é um humanista. Porque é um homem de grande lucidez e inteligência política. Percebeu como ninguém que o mundo tem de mudar. Da mesma maneira que ele está a mudar a América, está a mudar a postura dos Estados Unidos no mundo. Com ele, a América aceitou o multilateralismo. Está a falar com a China, com a Rússia, com o Brasil, com o mundo árabe, com os africanos, com a América Latina e, obviamente, com a Europa. Para pôr em marcha uma cultura de paz e para poder transformar um mundo em guerra e pleno de conflitos de vária ordem num mundo dialogante, que perceba que a única possibilidade de fazer mudar as coisas é fazer a paz. Por isso acho que foi a melhor escolha possível. Obama merece-o como mereceram Mandela e tantos outros que se bateram a favor da paz.
Mário Soares: "Foi a melhor escolha possível"
09.10.2009 - 13h47
Foi uma notícia que me deixou radiante. Porque é justa, porque é inesperada e é sob todos os aspectos excelente. Felicito o júri do Nobel pela sua coragem e lucidez. Realmente, ninguém tem mais condições para ganhar o Prémio Nobel da Paz do que Barack Obama. Porque é um homem da paz. Porque é um humanista. Porque é um homem de grande lucidez e inteligência política. Percebeu como ninguém que o mundo tem de mudar. Da mesma maneira que ele está a mudar a América, está a mudar a postura dos Estados Unidos no mundo. Com ele, a América aceitou o multilateralismo. Está a falar com a China, com a Rússia, com o Brasil, com o mundo árabe, com os africanos, com a América Latina e, obviamente, com a Europa. Para pôr em marcha uma cultura de paz e para poder transformar um mundo em guerra e pleno de conflitos de vária ordem num mundo dialogante, que perceba que a única possibilidade de fazer mudar as coisas é fazer a paz. Por isso acho que foi a melhor escolha possível. Obama merece-o como mereceram Mandela e tantos outros que se bateram a favor da paz.
Nobel da PAZ - PÚBLICO (09/10/2009)
Presidente vê o prémio como "afirmação da liderança americana"
Barack Obama diz receber o Nobel "com profunda humildade"
09.10.2009 - 16h48 PÚBLICO
O Presidente Barack Obama afirmou-se “surpreendido” e disse ter recebido com “profunda humildade” o Prémio Nobel da Paz. Este prémio não é um reconhecimento dos seus “próprios sucessos”, declarou, mas uma “afirmação da liderança americana em nome das expectativas de pessoas em todo o mundo”.
O líder norte-americano adiantou que estava longe de esperar ser galardoado com o Nobel. “Estou ao mesmo tempo surpreendido e sinto-me profundamente humilde com a decisão do comité Nobel”, disse aos jornalistas reunidos na Casa Branca. “Não olho para isto como um reconhecimento dos meus próprios sucessos, mas sim como uma afirmação da liderança americana em nome da aspirações das pessoas em todo o mundo”, cita a Reuters.
O Presidente disse “aceitar este prémio como uma chamada para a acção”. E as acções que há a tomar não dizem respeito apenas aos Estados Unidos, mas a todas as nações do mundo. “Não podemos aceitar as crescentes ameaças impostas pelas alterações climáticas, que poderão prejudicar para sempre o mundo que vamos passar às nossas crianças, a propagação dos conflitos e da fome, a destruição das linhas costeiras e a desertificação das cidades. E é por isso que todos os países devem agora aceitar a sua parte de responsabilidade pela transformação na forma como usamos energia”, declarou.
Obama aproveitou para apelar ao fim da discriminação: “Não podemos permitir que as diferenças entre os povos definam a forma como nos vemos uns aos outros. E é por isso que tem de haver um novo começo entre pessoas de diferentes fés e raças e religiões, assente no interesse e no respeito comuns”.
Nos esforços globais, Obama inclui a resolução do conflito israelo-palestiniano e o direito de ambos os povos a “viverem em paz e segurança em nações suas”.
Também se referiu ao trabalho conjunto para “um mundo sem armas nucleares”, e aos desafios impostos pelos que ameaçam a segurança dos EUA e do mundo. “Sou o comandante-supremo de um país responsável por terminar uma guerra e a operar num outro teatro para enfrentar um adversário implacável que ameaça directamente o povo americano e os nossos aliados.”
“Para ser franco, acho que não mereço estar na companhia de tantas figuras transformadoras que foram honradas com este prémio, homens e mulheres que me inspiraram e inspiraram o mundo inteiro pela sua procura corajosa da paz”, adiantou. “Mas também sei que este prémio reflecte o tipo de mundo que todos aqueles homens e mulheres quiseram construir, um mundo que dá vida à promessa dos nossos documentos fundadores”.
O Nobel foi atribuído "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos". “O comité deu muita importância à visão e aos esforços de Obama com vista a um mundo sem armas nucleares", declarou o presidente do órgão que escolhe o laureado, Thorbjoern Jagland. "Só muito raramente uma pessoa conseguiu como Obama capturar a atenção do mundo e dar às pessoas esperança para um futuro melhor", afirmou ainda o comité, avaliando que “a diplomacia [de Obama] é fundada no conceito de que aqueles que lideram o mundo têm de o fazer tendo por base valores e atitudes que são partilhados pela maioria da população mundial”.
Obama fez do desarmamento nuclear topo das prioridades da sua política externa, relançando negociações com a Rússia e fazendo mexer o tabuleiro internacional no sentido de pressionar as duas consensuais “potenciais ameaças” nucleares (Irão e Coreia do Norte). Outra prioridade é reactivar o processo de paz no Médio Oriente. No mês passado, liderou a histórica reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em que foi aprovada de forma unânime uma resolução instando os países dotados de armamento nuclear a reduzirem esse poder bélico.
Mas, apesar dos ambiciosos objectivos internacionais, o Presidente norte-americano ainda não conseguiu romper o impasse nas negociações entre israelitas e palestinianos, tão pouco obteve quaisquer resultados no que toca ao polémico programa nuclear iraniano. A par disto tem pela frente muito difíceis escolhas a fazer nos terrenos de guerra em que os Estados Unidos estão envolvidos, à cabeça sobre a forma como conduzir a guerra no Afeganistão.
Notícia actualizada às 18h00
Barack Obama diz receber o Nobel "com profunda humildade"
09.10.2009 - 16h48 PÚBLICO
O Presidente Barack Obama afirmou-se “surpreendido” e disse ter recebido com “profunda humildade” o Prémio Nobel da Paz. Este prémio não é um reconhecimento dos seus “próprios sucessos”, declarou, mas uma “afirmação da liderança americana em nome das expectativas de pessoas em todo o mundo”.
O líder norte-americano adiantou que estava longe de esperar ser galardoado com o Nobel. “Estou ao mesmo tempo surpreendido e sinto-me profundamente humilde com a decisão do comité Nobel”, disse aos jornalistas reunidos na Casa Branca. “Não olho para isto como um reconhecimento dos meus próprios sucessos, mas sim como uma afirmação da liderança americana em nome da aspirações das pessoas em todo o mundo”, cita a Reuters.
O Presidente disse “aceitar este prémio como uma chamada para a acção”. E as acções que há a tomar não dizem respeito apenas aos Estados Unidos, mas a todas as nações do mundo. “Não podemos aceitar as crescentes ameaças impostas pelas alterações climáticas, que poderão prejudicar para sempre o mundo que vamos passar às nossas crianças, a propagação dos conflitos e da fome, a destruição das linhas costeiras e a desertificação das cidades. E é por isso que todos os países devem agora aceitar a sua parte de responsabilidade pela transformação na forma como usamos energia”, declarou.
Obama aproveitou para apelar ao fim da discriminação: “Não podemos permitir que as diferenças entre os povos definam a forma como nos vemos uns aos outros. E é por isso que tem de haver um novo começo entre pessoas de diferentes fés e raças e religiões, assente no interesse e no respeito comuns”.
Nos esforços globais, Obama inclui a resolução do conflito israelo-palestiniano e o direito de ambos os povos a “viverem em paz e segurança em nações suas”.
Também se referiu ao trabalho conjunto para “um mundo sem armas nucleares”, e aos desafios impostos pelos que ameaçam a segurança dos EUA e do mundo. “Sou o comandante-supremo de um país responsável por terminar uma guerra e a operar num outro teatro para enfrentar um adversário implacável que ameaça directamente o povo americano e os nossos aliados.”
“Para ser franco, acho que não mereço estar na companhia de tantas figuras transformadoras que foram honradas com este prémio, homens e mulheres que me inspiraram e inspiraram o mundo inteiro pela sua procura corajosa da paz”, adiantou. “Mas também sei que este prémio reflecte o tipo de mundo que todos aqueles homens e mulheres quiseram construir, um mundo que dá vida à promessa dos nossos documentos fundadores”.
O Nobel foi atribuído "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos". “O comité deu muita importância à visão e aos esforços de Obama com vista a um mundo sem armas nucleares", declarou o presidente do órgão que escolhe o laureado, Thorbjoern Jagland. "Só muito raramente uma pessoa conseguiu como Obama capturar a atenção do mundo e dar às pessoas esperança para um futuro melhor", afirmou ainda o comité, avaliando que “a diplomacia [de Obama] é fundada no conceito de que aqueles que lideram o mundo têm de o fazer tendo por base valores e atitudes que são partilhados pela maioria da população mundial”.
Obama fez do desarmamento nuclear topo das prioridades da sua política externa, relançando negociações com a Rússia e fazendo mexer o tabuleiro internacional no sentido de pressionar as duas consensuais “potenciais ameaças” nucleares (Irão e Coreia do Norte). Outra prioridade é reactivar o processo de paz no Médio Oriente. No mês passado, liderou a histórica reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em que foi aprovada de forma unânime uma resolução instando os países dotados de armamento nuclear a reduzirem esse poder bélico.
Mas, apesar dos ambiciosos objectivos internacionais, o Presidente norte-americano ainda não conseguiu romper o impasse nas negociações entre israelitas e palestinianos, tão pouco obteve quaisquer resultados no que toca ao polémico programa nuclear iraniano. A par disto tem pela frente muito difíceis escolhas a fazer nos terrenos de guerra em que os Estados Unidos estão envolvidos, à cabeça sobre a forma como conduzir a guerra no Afeganistão.
Notícia actualizada às 18h00
OBAMA - Prémio Nobel da PAZ
Mensagem lida pelo presidente do Comité Thorbjoern Jagland
Declaração integral do Comité Nobel sobre a escolha de Barack Obama
PÚBLICO, 09.10.2009 - 13h12
"O Comité Nobel norueguês decidiu que o Prémio Nobel da paz de 2009 será entregue ao Presidente Barack Obama pelo extraordinário esforço para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos.
O Comité atribui especial importância à visão e ao trabalho de Obama para alcançar um mundo sem armas nucleares.
Como presidente, Obama criou um novo clima na política internacional. A diplomacia multilateral ganhou uma posição central, com ênfase no papel que as Nações Unidas e outras instituições internacionais podem desempenhar.
O diálogo e as negociações são preferidos como instrumentos de resolução mesmo nos mais difíceis conflitos internacionais.
Graças à iniciativa de Obama, os EUA desempenham agora um papel mais construtivo no sentido de responder aos grandes desafios climáticos com que o mundo é confrontado.
A democracia e os direitos humanos têm de ser reforçados.
É muito raro uma pessoa conseguir, no tempo em que Obama conseguiu, capturar a atenção mundial e dar às pessoas um sentimento de esperança rumo a um futuro melhor.
A sua diplomacia é fundada no conceito de que aqueles que governam o mundo têm de o fazer com base em valores e atitudes partilhadas pela maioria da população mundial.
Durante 108 anos, o Comité Nobel norueguês lutou precisamente para estimular este tipo de política internacional e estas atitudes das quais Obama é agora o principal porta-voz mundial.
O Comité subscreve o apelo de Obama de que 'agora é tempo de todos nós tomarmos a nossa parte de responsabilidade para se alcançar uma resposta mundial aos desafios mundiais'."
Declaração integral do Comité Nobel sobre a escolha de Barack Obama
PÚBLICO, 09.10.2009 - 13h12
"O Comité Nobel norueguês decidiu que o Prémio Nobel da paz de 2009 será entregue ao Presidente Barack Obama pelo extraordinário esforço para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos.
O Comité atribui especial importância à visão e ao trabalho de Obama para alcançar um mundo sem armas nucleares.
Como presidente, Obama criou um novo clima na política internacional. A diplomacia multilateral ganhou uma posição central, com ênfase no papel que as Nações Unidas e outras instituições internacionais podem desempenhar.
O diálogo e as negociações são preferidos como instrumentos de resolução mesmo nos mais difíceis conflitos internacionais.
Graças à iniciativa de Obama, os EUA desempenham agora um papel mais construtivo no sentido de responder aos grandes desafios climáticos com que o mundo é confrontado.
A democracia e os direitos humanos têm de ser reforçados.
É muito raro uma pessoa conseguir, no tempo em que Obama conseguiu, capturar a atenção mundial e dar às pessoas um sentimento de esperança rumo a um futuro melhor.
A sua diplomacia é fundada no conceito de que aqueles que governam o mundo têm de o fazer com base em valores e atitudes partilhadas pela maioria da população mundial.
Durante 108 anos, o Comité Nobel norueguês lutou precisamente para estimular este tipo de política internacional e estas atitudes das quais Obama é agora o principal porta-voz mundial.
O Comité subscreve o apelo de Obama de que 'agora é tempo de todos nós tomarmos a nossa parte de responsabilidade para se alcançar uma resposta mundial aos desafios mundiais'."
quarta-feira, outubro 07, 2009
O SPAM
... com imenso humor no blog de um amigo «...que ninguém lê»:
http://ninguemle.org/2009/09/30/o-spam/
http://ninguemle.org/2009/09/30/o-spam/
domingo, outubro 04, 2009
O que é isto ...? A loucura saiu à rua?
Ando completamente desconcertada ... um chefe de estado nega a existência do Holocausto, outro chama a outro chefe de estado "escuro", dizendo que ele e a mulher andaram a apanhar muito sol ... como se estivesse a dizer umas «larachas», entre amigos enquanto bebiam uns copos ...
O que é isto? ... está tudo a ficar louco?
O que é isto? ... está tudo a ficar louco?
quinta-feira, outubro 01, 2009
«Os meus amigos» (Oscar Wilde)
Adoro como os poetas escrevem sobre os amigos... Fico com pena de não ser poeta, de não saber escrever assim ... desta vez é o Óscar Wilde:
«Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não me interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão
pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de
aprendizagem, mas que lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade de infância e outra metade de velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos,
para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e
estéril.»
Oscar Wilde
«Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não me interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão
pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.
Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.
Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de
aprendizagem, mas que lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade de infância e outra metade de velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos,
para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e
estéril.»
Oscar Wilde
Subscrever:
Comentários (Atom)