Letra e música: Rodrigo Guedes de Carvalho
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Bernado Sassetti (1970 - 2012)
[Fotografia do PÚBICO, http://www.publico.pt/]
Lembro-me ...
... lembro-me do meu irmão, que também "já nasceu para o céu"...
- e que poética e bonita é esta forma de falar da morte -
... lembro-me da Mimi, da sua irmã, grande amiga minha,
quase desde que me lembro,
daquelas de quem dizemos que somos como irmãs,
lembro-me dos tempos em que jantava lá em casa,
numa mesa grande, cheia de gente,
eles eram oito, mais os pais,
os amigos e amigas, como eu,
uma família sempre alargada,
fiquei muito tristes com esta notícia,
é como se fosse também meu irmão.
Fica aquele abraço muito grande para todos ...
Entrevista à PÚBLICA
http://www.publico.pt/Cultura/seria-muito-infeliz-se-me-dedicasse-so-a-musica-2006_1545652
E uma entrevista ao Económico
http://economico.sapo.pt/noticias/podem-piratear-os-meus-discos-a-vontade_144391.html
... e uma mensagem maravilhosa do Pedro Abrunhosa:
'Pareceu.te um dia bom para nos deixares, Bernardo. O sol apetecia e as fotos, que tanto amavas, chamavam.te para a beira da falésia. Como viveste, também foi no precipício que derradeiramete te apeteceram os imensos dons com que brilhaste. Há vinte e cinco anos que te conhecia e nunca julguei dizer.te Adeus sem ser no final de um dos muitos concertos feitos juntos. Trocámos notas, riso, pensamentos, vitorias e fracassos. Sempre te achei um pequeno génio escondido num corpo grande e numa bondade estonteante. Diferente de tudo, de todos, da Música que eras por dentro, foste Diferente ao nos deixares tão sós, tão perto do medo, tão frágeis. Diferente foste ao partir tão cedo, Bernardo. Esperar.te.ei sempre, a romperes pela porta do estúdio, a ocupares com as tuas imensas mãos o piano que nunca soou tão bem, a inundares de Vida e ruptura este mundo que tanto necessitava agora de ti. Descansa enfim, meu Amigo. Há pianos onde estás, tenho a certeza.' Pedro Abrunhosa
Partilhada por Ana Towarzys: https://www.facebook.com/almamor
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