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sábado, maio 05, 2012

RAP (16/16): V. - «E por que é que o primeiro-ministro nunca mais pediu desculpa aos portugueses?»

RAP:
"Porque está tudo a correr tão bem que deixou de ser preciso. Além disso, não pede desculpa mas pede outras coisas: pede para emigrarem, pede para deixarem de ser piegas, pede sacrífícios. Se além disto ainda se pusesse a pedir desculpa talvez fossem pedidos a mais. Seria um abuso."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, maio 03, 2012

RAP (15/16): V. - «Se tivesse que consultar um astrólogo para perceber qual o futuro do País, escolheria algum em particular? Porquê?»

RAP:
"Quando se trata de saber o futuro do País, há duas classes profissionais que nunca consulto: astrólogos e economistas. Tanto uns como outros acreditam numa espécie de ciência oculta cujas previsões falham sempre."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

terça-feira, maio 01, 2012

RAP (13/16): V. - «E a Vitor Gaspar, era capaz de lhe comprar um carro?»

RAP:
"Não."

V.: «Porquê?»
"Porque quando ele acabasse de me explicar as características do carro já teria saído um modelo novo. A menos que ele me quisesse vender o carro no estrangeiro, que ele lá fora fala mais depressa. Há uma cena no Amadeus, de Milos Forman, em que Mozart manifesta a intenção de escrever uma ópera em italiano por ser, segundo ele, a língua do amor. Os alemães riem-se dele, e com razão. A língua do amor é o alemão. Veja como os ministros portugueses ficam meiguinhos quando falam com eles em alemão."

Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

segunda-feira, abril 30, 2012

RAP (12/16): V. - «Pode explicar [o lugar que o ministro Relvas ocupa no seu coração]?»

RAP:
"Ah, pensei que se percebia. Miguel Relvas é ministro de todas as coisas visíveis e invisíveis, como sabe. Nessa medida, creio que é saudável para mim manifestar apreço público pelo sr. ministro, porque eu participo em programas de rádio e às vezes gosto de falar sobre Angola."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, abril 27, 2012

RAP (9/16): V. - «Para os trabalhadores serem mesmo felizes, falta algo no acordo?»

RAP:
"Há ainda muito a fazer. O trabalho continua a ser remunerado, na maior parte dos dias, o que não se compreende. Quem estiver disponível para trabalhar sem receber tem muito menos hipóteses de ser despedido."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, abril 26, 2012

RAP (8/16): V. - «Defina o sentimento que melhor descreve o que sentiu perante a assinatura do acordo de concertação social?»

RAP:
"Euforia. Agora é que o País vai avançar. O que estava a atravancar isto era a dificuldade que as empresas tinham em despedir trabalhadores. Daí a nossa taxa de desemprego ser tão baixa."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

terça-feira, abril 24, 2012

RAP (7/16): V. - «Diga três coisas que lhe apeteceu fazer, quando ouviu Cavaco dizer que a reforma não lhe chega para as despesas mensais?»

RAP:
"Só me apeteceu contrair despesas. Gostava de experimentar esse estilo de vida em que os 10 mil euros não chegam para as despesas. A vida do Presidente parece a do Jardel quando jogava no Sporting."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

segunda-feira, abril 23, 2012

RAP (6/16): V. - « E emigrar, como sugeriu Passos, pode ser a atitude de patriota para ajudar o País?»

RAP:
"Antes do primeiro-ministro, já um secretário de estado nos tinha sugerido a emigração. O Governo parece aqueles anfitriões que, depois do jantar, desejam livrar-se das visitas chatas para se irem deitar. As visitas chatas somos nós."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

domingo, abril 22, 2012

RAP (5/16) - V. - «Foi um tiro certeiro nos nossos problemas, esta ideia [a globalização do pastel de nata] do ministro Álvaro?»

RAP:
"Sim, mas não foi o único. Há dias, um cronista do Público teve o despudor de confessar que tinha lido um livro do Álvaro e citou um parágrafo muito interessante em que o ministro lamentava o facto de Braga já não produzir padres como antigamente. Todos sentimos na pele este problema. Os poucos padres que há, são de viveiro. Cheios de hormonas, para concluírem o curso de teologia mais depressa. Já não há padres selvagens."

Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, abril 20, 2012

RAP(3/16) - V.: «Tem alguma solução para o problema [do país]?»

RAP:
"Nenhuma, até porque o meu trabalho é bem mais complexo que o de encontrar soluções: é fazer pouco de quem devia encontrar soluções."

Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

quarta-feira, abril 18, 2012

RAP (1/16) - V. - «Quando olha para o país o que o faz rir»?

Ricardo Araújo Pereira (RAP):
"Procuro não me rir porque parece mal. Não gostaria que os senhores da troika viessem para cá trabalhar e me apanhassem a rir. Lembre-se da vergonha que passámos no ano passado, quando o povo português resolveu desfrutar de um fim de semana enquanto os senhores da troika trabalhavam. É verdade que trabalhavam num empréstimo a uma taxa de juro tal que lhes permite ganhar milhões de euros com uma nação à beira da bancarrota e ainda conseguir chamar a isso uma "ajuda", o que anima bastante a vontade de trabalhar ao fim de semana - mas trabalhavam."

Visão, Nº 989, 12 Fevereiro de 2012

domingo, fevereiro 12, 2012

«Trocar os xailes negros pelas boinas negras», by Ricardo Araújo Pereira

... não percam ... é genial!!

In a Visão de 9/02/2012

http://entreostextosdamemoria.blogspot.com/2012/02/visao-922012-p98.html

«Passos Coelho sabe melhor do que ninguém o que acontece àqueles portugueses menos esforçados, cuja capacidade de trabalho lhes permite arranjar emprego apenas nas empresas dos amigos, e que por opção, e não por necessidade, deixam a conclusão da licenciatura lá para os 37 anos: podem chegar a primeiro-ministro. E esse é um destino trágico que ele não deseja aos seus compatriotas.»

Muito obrigada ao «Brumas da Memória» pela digitalização.