Mostrar mensagens com a etiqueta Educação e Formação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Educação e Formação. Mostrar todas as mensagens
sábado, abril 20, 2019
sábado, janeiro 05, 2019
Maria Emília Brederode Santos: "As escolas ainda estão organizadas como as fábricas e hoje não basta saber ler e contar. É preciso ser crítico e criativo"
Um entrevista a não perder.
Aqui: https://inquietacoespedagogicasii.blogspot.com/
https://inquietacoespedagogicasii.blogspot.com/2019/01/maria-emilia-brederode-santos-as.html?fbclid=IwAR0wIG6eaWNJOpEwr4C2-8O7GOpKfr4WlHtdUdrfoAhStFHcp5VM3-eq92g
sábado, outubro 06, 2018
Os países com melhores resultados no PISA, como valorizam os professores ...
Les pays au sommet des résultats PISA : des enseignants experts en recherche et pédagogues
Para saber mais ver AQUI.
Les modalités de recrutement
Les
pays qui ont cherché à construire une profession solide se sont engagés
financièrement dans les modalités de préparation et d’entrée dans le
métier enseignant. Ils ont pu se permettre d’être très sélectifs en
choisissant des candidats qui accomplissent un programme de formation
complet et rigoureux.Para saber mais ver AQUI.
domingo, julho 15, 2018
VIVE LA FRANCE!! Cette France lá ...
Eu sou uma inculta em futebol. Não acho graça nenhuma ao jogo. Gosto mais de me interrogar sobre o que leva as pessoas a necessitar desse sentimento de pertença, de associação, a equipas que muitas vezes nem são do seu bairro, o que leva tanta gente a ficar sentada no sofá a ver um jogo final do mundial em vez de ir passear até à praia, de ir apanhar sol ou de dar um mergulho no mar?
Hoje, depois de um almoço de família, fiz uma belíssima sesta. Estava mesmo a precisar.
E agora vibrei com esta fotografia ...
quarta-feira, julho 04, 2018
"Eu professora ..." - Blogs
quarta-feira, abril 25, 2018
25 de Abril, Provas de Aferição e Exames
A - Quando se chega a esta altura do ano e se gastam dias de trabalho de
vários professores por conta da organização das provas de aferição, fico
sempre a interrogar-me sobre os custos benefícios, para os alunos,
deste tipo de despesas do OGE.
Não são só os professores das escolas que gastam o seu tempo com a organização local para a realização destas provas. É toda a "máquina" que está montada, na preparação das provas (conceção, arranjos gráficos, impressão, feitura da regulamentação, impressão e preparação da distribuição), na realização efetiva da sua distribuição (é mobilizada a PSP e a GNR, por esse país fora), o apoio e acompanhamento à realização das provas, a inspeção geral de educação que acompanha e monitoriza tudo, as salas disponíveis para esse efeito, os professorea avaliadores, os professores supervisores, os classificadores, ..., ...,
E se este orçamento fosse antes investido em benefício de alunos com dificuldades de aprendizagem, em educação artística, em turmas menores, em projetos de articulação interdisciplinar, ..., ..., ... ?!????
B - Estar em Abril, neste "dia limpo e inteiro" e ter como pano de fundo as "Provas de Aferição" no Ensino Básico, os exames, é sentir os mecanismos de controlo e de exclusão social dos tempos de 24 de abril de uma forma dolorosa, inadmíssivel, quase como uma tortura.
Não há justificação que valha!
No dia 26 de abril de 1974, saí à rua contra os exames, fui a reuniões, fui a manifestações. Tinha 15 anos, então, e tinha a perfeita consciência que os exames em nada me ajudavam a aprender. Comecei a trabalhar como professora, em 1980, e ainda se sentia o "cheiro" destes mecanismos de controlo através do medo das inspeções nas escolas, mas não havia já os exames da 4.ª classe, de má fama, que para além de avaliarem os conhecimentos, avaliavam também as consciências, controlavam-nas.
Haverá melhor forma de prestar contas sinceras e honestas aos nossos alunos, aos seus pais e a toda a sociedade, do que o trabalho quotidiano de aprendizagem que desenvolvemos nas nossas salas de aula, nas nossas escolas? Não será esse o trabalho que a Inspeção Geral de Educação deve verificar?
Não precisamos de provas de aferição, nem de exames!!
Não somos seres inteligentes e não sabemos inventar e criar outras formas de "mostrar" e de provar o valor do nosso trabalho? Formas que se baseiem na construção cultural, intelectual e artística conjunta, que fazemos todos os dias com os nossos alunos?
É este o nosso trabalho de educadores e professores! É um trabalho de médio e de longo prazo, tal como as corridas de fundo. É um labor em que acreditamos no potencial em desenvolvimento de cada um dos seres que temos na frente, e no grupo como um todo - um recurso inestimável para a aprendizagem de cada um (Niza, 1998).
Um trabalho que recomeça todos os dias, de forma igual ou diferente, consoante as necessidades, mas acreditando sempre! Acreditando que, todos, alunos e professores, conseguimos ir melhorando, desenvolvendo projetos, conhecendo os currículos, o que neles interessa e é significativo, importante, APRENDENDO! Só assim as Escolas se tornarão verdadeiras comunidades de aprendizagem, comunidades de construção social e cultural.
Não precisamos de provas de aferição, nem de exames!!
Não se educa na desconfiança! O pressuposto subjacente às provas de aferição, aos exames, que se consubstanciam nos "rankings" das Escolas. Os "rankings" não servem a aprendizagem dos alunos! Não servem a construção de comunidades inclusivas de construção social e cultural de aprendizagem. As provas de aferição, os exames e os "rankings" transportam consigo um odor de exclusão social, de controlo, de desconfiança sobre o quotidiano das salas de aula e das escolas, que está ultrapassado há muito. Um espírito que está muito longe do sonho, ainda hoje em construção, das comunidades sociais e culturais inclusivas, solidárias, abertas e livres que o 25 de abril nos trouxe.
Não precisamos de provas de aferição, nem de exames!!
Há sinais de esperança, muito contraditórios, sobre os quais é necessário refletir, como o projeto da Flexibilização Curricular, preconizado por esta equipa governativa (A mesma que mantém em funcionamento toda esta máquina das provas de aferição e dos exames). Está aberto o caminho. É preciso percorrê-lo, sem medo de errar. Os erros servem para se aprender com eles! Não servem para mais nada. Trata-se aqui da nossa aprendizagem coletiva, enquanto sociedade.
A quem servem as "provas de aferição"? A quem servem os exames? A quem servem os "rankings"?
25 de Abril, SEMPRE!!
Nota: Estes são dois pots que escrevi sobre este tema, no Facebook, entre 24 e 25 de abril de 2018, 44 anos depois de 1974.
Não são só os professores das escolas que gastam o seu tempo com a organização local para a realização destas provas. É toda a "máquina" que está montada, na preparação das provas (conceção, arranjos gráficos, impressão, feitura da regulamentação, impressão e preparação da distribuição), na realização efetiva da sua distribuição (é mobilizada a PSP e a GNR, por esse país fora), o apoio e acompanhamento à realização das provas, a inspeção geral de educação que acompanha e monitoriza tudo, as salas disponíveis para esse efeito, os professorea avaliadores, os professores supervisores, os classificadores, ..., ...,
E se este orçamento fosse antes investido em benefício de alunos com dificuldades de aprendizagem, em educação artística, em turmas menores, em projetos de articulação interdisciplinar, ..., ..., ... ?!????
B - Estar em Abril, neste "dia limpo e inteiro" e ter como pano de fundo as "Provas de Aferição" no Ensino Básico, os exames, é sentir os mecanismos de controlo e de exclusão social dos tempos de 24 de abril de uma forma dolorosa, inadmíssivel, quase como uma tortura.
Não há justificação que valha!
No dia 26 de abril de 1974, saí à rua contra os exames, fui a reuniões, fui a manifestações. Tinha 15 anos, então, e tinha a perfeita consciência que os exames em nada me ajudavam a aprender. Comecei a trabalhar como professora, em 1980, e ainda se sentia o "cheiro" destes mecanismos de controlo através do medo das inspeções nas escolas, mas não havia já os exames da 4.ª classe, de má fama, que para além de avaliarem os conhecimentos, avaliavam também as consciências, controlavam-nas.
Haverá melhor forma de prestar contas sinceras e honestas aos nossos alunos, aos seus pais e a toda a sociedade, do que o trabalho quotidiano de aprendizagem que desenvolvemos nas nossas salas de aula, nas nossas escolas? Não será esse o trabalho que a Inspeção Geral de Educação deve verificar?
Não precisamos de provas de aferição, nem de exames!!
Não somos seres inteligentes e não sabemos inventar e criar outras formas de "mostrar" e de provar o valor do nosso trabalho? Formas que se baseiem na construção cultural, intelectual e artística conjunta, que fazemos todos os dias com os nossos alunos?
É este o nosso trabalho de educadores e professores! É um trabalho de médio e de longo prazo, tal como as corridas de fundo. É um labor em que acreditamos no potencial em desenvolvimento de cada um dos seres que temos na frente, e no grupo como um todo - um recurso inestimável para a aprendizagem de cada um (Niza, 1998).
Um trabalho que recomeça todos os dias, de forma igual ou diferente, consoante as necessidades, mas acreditando sempre! Acreditando que, todos, alunos e professores, conseguimos ir melhorando, desenvolvendo projetos, conhecendo os currículos, o que neles interessa e é significativo, importante, APRENDENDO! Só assim as Escolas se tornarão verdadeiras comunidades de aprendizagem, comunidades de construção social e cultural.
Não precisamos de provas de aferição, nem de exames!!
Não se educa na desconfiança! O pressuposto subjacente às provas de aferição, aos exames, que se consubstanciam nos "rankings" das Escolas. Os "rankings" não servem a aprendizagem dos alunos! Não servem a construção de comunidades inclusivas de construção social e cultural de aprendizagem. As provas de aferição, os exames e os "rankings" transportam consigo um odor de exclusão social, de controlo, de desconfiança sobre o quotidiano das salas de aula e das escolas, que está ultrapassado há muito. Um espírito que está muito longe do sonho, ainda hoje em construção, das comunidades sociais e culturais inclusivas, solidárias, abertas e livres que o 25 de abril nos trouxe.
Não precisamos de provas de aferição, nem de exames!!
Há sinais de esperança, muito contraditórios, sobre os quais é necessário refletir, como o projeto da Flexibilização Curricular, preconizado por esta equipa governativa (A mesma que mantém em funcionamento toda esta máquina das provas de aferição e dos exames). Está aberto o caminho. É preciso percorrê-lo, sem medo de errar. Os erros servem para se aprender com eles! Não servem para mais nada. Trata-se aqui da nossa aprendizagem coletiva, enquanto sociedade.
A quem servem as "provas de aferição"? A quem servem os exames? A quem servem os "rankings"?
25 de Abril, SEMPRE!!
Nota: Estes são dois pots que escrevi sobre este tema, no Facebook, entre 24 e 25 de abril de 2018, 44 anos depois de 1974.
segunda-feira, janeiro 29, 2018
POR UM ACORDO COLETIVO CONTRA OS TPC!!
Vamos acabar com o "massacre" às nossas crianças!!
Vamos acabar com os T.P.C.!!
Vamos acabar com os T.P.C.!!
Há professores que parece que gostam de levar eles próprios "T.P.C." e por isso
enchem os seus alunos deles. Certamente que a estes professores não os
incomoda a carga burocrática que, há uns anos, acrescentaram à sua
profissão e preferem passar horas intermináveis à volta da burocracia ou
a corrigir os T.P.C. dos seus alunos, em vez de com eles trabalharem e
se envolverem em projetos de aprendizagem mais frutíferos e prazeirosos -
"prazer é pecado"!! Não se pode ter na escola.
Pior, se os alunos destes professores não fazem os T.P.C., ou parte deles que seja, ficam no recreio a fazê-los. A Escola é para castigar!! Só assim conseguirão aprender.
Falamos de crianças de 6/7 anos, do 2.º ano de escolaridade, que passam cerca de 8h30 na escola, por dia, das quais 6h são passadas sentadas em sala de aula, na maior parte dos dias.
Nunca pensei, em tempos de Democracia saber e assistir a tamanho retrocesso nas nossas escolas e a tamanho "massacre" das nossas crianças. Daquelas que estão em idade de brincar, de saltar, de pular, de cantar e de "fazer de conta".
Tudo serve de pretexto para justificar tamanha enormidade e violência. Sim, porque é de "violência" que se trata!! Contra os Direitos das Crianças!!
As justificações prendem-se - imaginem só:
- "Eles têm que estar preparados para as 'Provas de Aferição'! Se não for assim, não vão lá!" - claro que não, porque em vez de os professores trabalharem com eles em projetos de aprendizagem que lhes dêem prazer e de lhes incutir o gosto de aprender e desenvolverem em conjunto a criatividade, transformam-se em "carrascos controladores" dos T.P.C.;
- "Há pais que ainda pedem mais T.P.C.!" - mas tudo o que os pais pedem é bom? Quem são aqui os profissionais que devem defender os superiores interesses das crianças e explicar aos pais que em casa eles devem fazer outras coisas com os seus filhos? Coisas de que gostam: passear, brincar, ir ao cinema, jogar, cantar, ...
Pergunto-me: o que fazem estes professores com os seus alunos para eles aprenderem com gosto e manterem a sua curiosidade, para além de corrigirem os T.P.C.?
São os efeitos perversos das Provas de Aferição? O medo do impacto que estas possam vir a ter na avaliação de desempenho dos professores?
Serão os "efeitos do controle" (o autoritarismo de algumas lideranças ou o medo da perca de poder, procurando assim a proteção das hierarquias distantes que se fazem sentir dentro de cada um) que em alguns agrupamentos se faz sentir sobre os professores?
Num tempo em que se publica o "perfil dos alunos" e em que se põe em marcha um projeto de "Flexibilização Curricular", Senhor Ministro da Educação, por favor, proíba os T.P.C. até ao final do 1.º CEB!!
[Nota breve1: Desculpem-me o desabafo!! Hoje estou mesmo zangada!! Soube desta situação através de uma amiga que está horrorizada com o que estão a fazer à neta dela.]
[Nota breve2: Este desabafo refere-se, evidentemente, ao tipo de TPC "clássico", que Eduardo Sá menciona no seu artigo, cujo link vai aqui abaixo e ao qual diz que "já é tempo de os pais lhe fazerem greve"! Não sei se toda a gente sabe fazer esta distinção, mas aqui fica a observação.]
Link para o artigo de Eduardo Sá "Deixem os T.P.C. em paz!": https://www.eduardosa.com/blog/a-escola-toda/deixem-os-trabalhos-de-casa-em-paz/
Foto de: http://www.terapiadecrianca.com.br/brincadeira-de-crianca/
Pior, se os alunos destes professores não fazem os T.P.C., ou parte deles que seja, ficam no recreio a fazê-los. A Escola é para castigar!! Só assim conseguirão aprender.
Falamos de crianças de 6/7 anos, do 2.º ano de escolaridade, que passam cerca de 8h30 na escola, por dia, das quais 6h são passadas sentadas em sala de aula, na maior parte dos dias.
Nunca pensei, em tempos de Democracia saber e assistir a tamanho retrocesso nas nossas escolas e a tamanho "massacre" das nossas crianças. Daquelas que estão em idade de brincar, de saltar, de pular, de cantar e de "fazer de conta".
Tudo serve de pretexto para justificar tamanha enormidade e violência. Sim, porque é de "violência" que se trata!! Contra os Direitos das Crianças!!
As justificações prendem-se - imaginem só:
- "Eles têm que estar preparados para as 'Provas de Aferição'! Se não for assim, não vão lá!" - claro que não, porque em vez de os professores trabalharem com eles em projetos de aprendizagem que lhes dêem prazer e de lhes incutir o gosto de aprender e desenvolverem em conjunto a criatividade, transformam-se em "carrascos controladores" dos T.P.C.;
- "Há pais que ainda pedem mais T.P.C.!" - mas tudo o que os pais pedem é bom? Quem são aqui os profissionais que devem defender os superiores interesses das crianças e explicar aos pais que em casa eles devem fazer outras coisas com os seus filhos? Coisas de que gostam: passear, brincar, ir ao cinema, jogar, cantar, ...
Pergunto-me: o que fazem estes professores com os seus alunos para eles aprenderem com gosto e manterem a sua curiosidade, para além de corrigirem os T.P.C.?
São os efeitos perversos das Provas de Aferição? O medo do impacto que estas possam vir a ter na avaliação de desempenho dos professores?
Serão os "efeitos do controle" (o autoritarismo de algumas lideranças ou o medo da perca de poder, procurando assim a proteção das hierarquias distantes que se fazem sentir dentro de cada um) que em alguns agrupamentos se faz sentir sobre os professores?
Num tempo em que se publica o "perfil dos alunos" e em que se põe em marcha um projeto de "Flexibilização Curricular", Senhor Ministro da Educação, por favor, proíba os T.P.C. até ao final do 1.º CEB!!
[Nota breve1: Desculpem-me o desabafo!! Hoje estou mesmo zangada!! Soube desta situação através de uma amiga que está horrorizada com o que estão a fazer à neta dela.]
[Nota breve2: Este desabafo refere-se, evidentemente, ao tipo de TPC "clássico", que Eduardo Sá menciona no seu artigo, cujo link vai aqui abaixo e ao qual diz que "já é tempo de os pais lhe fazerem greve"! Não sei se toda a gente sabe fazer esta distinção, mas aqui fica a observação.]
Link para o artigo de Eduardo Sá "Deixem os T.P.C. em paz!": https://www.eduardosa.com/blog/a-escola-toda/deixem-os-trabalhos-de-casa-em-paz/
Foto de: http://www.terapiadecrianca.com.br/brincadeira-de-crianca/
domingo, maio 29, 2016
«A Escola Pública é de todas as cores»
1. A ideologia que está presente nesta questão é a boa gestão dos dinheiros públicos - é apenas uma questão de princípios e de nos atermos à razão pela qual foram celebrados os "contratos de associação";
2. Tudo o mais é pura manipulação. Com esta medida do governo não estão em causa os contratos de associação; não está em causa o ensino privado; apenas a não abertura de novas turmas, em início de ciclo, quando por perto houver escolas públicas que possam receber esses alunos - aqui encontra-se o estudo realizado pelo ME sobre esta questão, com a análise das escolas, caso a caso: http://www.dgeec.mec.pt/np4/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=649&fileName=Analise_da_Rede_de_Estabelecimentos_do_E.pdf);
3. Há vários estudos (disponíveis na net), que não são coincidentes, sobre o preço por aluno no ensino público e no ensino privado - tudo inconclusivo, portanto; o preço por aluno nada tem a ver com a qualidade pedagógica quer de um, quer de outro tipo de ensino;
4. O comunicado do Tribunal de Contas, de ontem (28/05/2016), é bem elucidativo de como o seu parecer de há um ano, sobre os contratos de associação, nada tem a ver com a questão que agora está no centro deste debate (encontra-se facilmente na Internet);
5. Eu apoio a posição do governo, por uma questão de princípio, a da boa gestão dos dinheiros públicos; os casos concretos devem ser tratados como tal e, evidentemente, não se pode confundir tudo e pôr tudo no mesmo saco;
6. Percebo que há muitos interesses (€€) em jogo, só isso explica tanta manipulação;
7. A Igreja (que tem imensos privilégios fiscais no nosso país) não se pode esconder atrás desses privilégios e jogar com as emoções e as fragilidades dos mais desprotegidos;
8. Os rankings não são de modo algum sinónimo de qualidade, pois apenas são realizados com base nos resultados dos exames dos alunos e só têm vindo mostrar algo que os sociólogos da educação, desde a década de 70 do século passado, nos ensinaram: os resultados escolares estão diretamente relacionados com a origem social dos alunos; por isso as escolas privadas, as melhores colocadas nos rankings, nada fazem para abrir as suas portas a outras crianças/jovens, que não tenham origem em famílias mais privilegiadas, a não ser que tenham subsídios do estado, para além do motivo que deu origem aos contratos de associação; sobre esta questão da qualidade entre o ensino público e privado, há aliás um estudo, da Universidade do Porto, de 2012, que concluí que os alunos das escolas públicas obtêm melhores resultados no ensino superior, do que os alunos que estudaram ensino privado;
9. Apesar de ser de educação católica, a minha opção profissional foi sempre pela escola pública, onde há bons e maus exemplos, como em todo o lado; gosto de uma escola onde cabem todos e que luta pelo sucesso educativo e escolar de todos e todas, com meninos e meninas de todas as cores; é assim que se defendem os interesses das crianças e das famílias portuguesas (sobretudo os daquelas que não podem pagar escolas privadas e que não têm acesso a escolas com contratos de associação - a maioria das crianças do nosso país); só assim é possível aprender a conviver, a partilhar com todos e todas, com aqueles ou aquelas que são diferentes, venham eles de onde vierem;
10. Os disparates que têm sido ditos sobre esta questão decorrem sobretudo do estado emocional e irracional a que se chegou neste domínio, campo para o qual a direita quis levar e manipular esta discussão; "esqueceram-se" que esta - a revisão dos "contratos de associação" tinha já sido uma recomendação da "troika" que o governo anterior ignorou e , bem pelo contrário, tomou medidas na direção ideológica que perfilhou, a da liberalização da Educação.
P.S. - Vale a pena ler, o artigo da Teresa de Sousa, hoje no PÚBLICO: https://www.publico.pt/opiniao/noticia/e-se-parassemos-para-pensar-1733395
[Última atualização: 30/05/2016, 8h00.]
domingo, maio 08, 2016
Ainda o Acordo Ortográfico: sou a favor!!
O meu bisavô escrevia "Salles Henriques", o meu avô, um homem cosmopolita e republicano, passou a escrever "Sales Henriques" e foi assim que herdámos, na nossa geração, o nome de família materno, com muito orgulho. Ainda esta semana me perguntaram se "Sales" se escrevia com dois "ll", respondi que não, que farmácia também tinha deixado de se escrever com "ph" há muito tempo ... smile emoticon ... sei bem que seria muito mais "chique" manter a grafia antiga, mas o que nos acrescentaria isso à nossa identidade, aos nossos seres?
Escrevi num comentário, hoje, no Facebook: Há muito que considero que todos os atos que pratico diariamente são políticos. É exatamente por ser a favor de uma escola para TODOS, e reconhecer que o domínio da língua escrita possibilita a afirmação do poder individual de cada um, em associação, ou não, com outros/as, que considero que o AO 90 pode facilitar "a emancipação" (como dizia, e fez, Paulo Freire no Nordeste do Brasil) de mais cidadãos e cidadãs portuguesas. Acredito na ciência e na opinião de muitos linguístas (estudiosos desta área) que o propuseram e o defendem.
Acho graça que esta discussão só tenha vindo à superfície, depois do prazo estabelecido para ela, mais de dez anos, ter terminado. Ou seja, depois do prazo de discussão ter sido completamente ultrapassado e de todos/as que não se dignaram a participar quando o poderiam fazer, se verem então, "por via da lei", obrigados a "desaprender" o que tanto lhes tinha custado a automatizar.
Todo este processo mostra muito sobre como nós portugueses, em geral, lidamos com as possibilidades que temos de participação na nossa vida coletiva, para depois virmos dizer que houve uma imposição do legislador ou do governo.
Todos estes desenvolvimentos mostram muito sobre como lidamos com a mudança (capacidade que temos para "desaprender" o que aprendemos), com o dever de participação cívica e de manifestação que temos nas questões que nos preocupam da nossa vida coletiva (o que expressa afinal a identidade da nossa língua?) e com a autoridade (a científica e a política). Há muito que escrevo sobre isto e procuro estar informada.
Nada tenho contra a diversidade de manifestações linguísticas ou de grafias, nem acho que nos devamos andar a policiar uns aos outros - uma Norma, é sempre uma Norma, apenas. Nada mais do que isso. Sou pela pluralidade e pela diversidade.
terça-feira, fevereiro 23, 2016
O funcionamento das Lojas do Cidadão ou o autoritarismo administrativo do Estado
![]() |
| Foto de "Dinheiro Vivvo" |
E uma reportagem sobre o funcionamento das Lojas do Cidadão e a modernidade administrativa? ... ou manifestações do autoritarismo burocrático-administrativo do Estado com que é preciso acabar, JÁ!!
Estou a acabar de chegar da Loja do Cidadão da Belavista / Marvila, onde fui buscar o meu Registo Criminal. À parte o ter que pagar €5,00, o serviço funcionou muito bem. Não demorei mais de meia hora.
O que não me pareceu nada bem e dará certamente azo a uma bela de uma reportagem jornalística foi a fila que presenciei à porta para tirar senha para o balcão da Seguança Social. Eram cerca das 16h45 e as pessoas estavam à espera que lhes dessem senha para serem atendidas, ou seja, nem senha ainda tinham. Quando cheguei e perguntei se aquela era uma fila para tirar senha, disseram-me que sim, mas que não estavam a dar. Que, para aquele serviço, para se ser atendido no dia em que se precisa, é necessário frequentemente ir para a fila às 7h00 da manhã. Comecei por pensar que era para todas as senhas, para todos os balcões, mas depois resolvi entrar, perguntar num balcão com menos serviço (por acaso o da CML) onde eram as informações - à porta nem um segurança estava ... mas as pessoas continuavam ordeiramente, à espera, que lhes dissessem se ainda iam dar senhas para hoje ou não. Lá apareceu um segurança, lá perguntei qual era a minha senha e balcão. Fui deviamente esclarecida, tartei do que tinha a tratar, mas não posso calar.
Quem ia para o balcão da Segurança Social continuava à espera. Na minha espera percebi, que no balcão da Segurança Social, estavam duas funcionárias a atender e quatro cadeiras vazias ...
Não parece normal que numa Loja do Cidadão - o cúmulo da modernidade administrativa - que tem como horário de abertura as 9h00 da manhã e que encerra às 19h00, às 17h00 já não estarem a dar senhas.
Não será preciso lembrar que quem estava na fila, ordeiramente à espera da sua vez para conseguir uma simples senha, são aqueles cidadãos que mais precisam. Quem lá for, certamente se deparará, com a mesma fila com que me deparei hoje.
Seria muito bom que alguém da comunicação social se interessasse e fosse fazer um reportagem.
segunda-feira, julho 06, 2015
sábado, junho 20, 2015
sábado, maio 23, 2015
Esta semana: «Para onde vamos?»
Esta semana ficámos a saber que, conforme foi noticiado, "Portugal é um dos países mais pobres e desiguais da OCDE" (http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-e-um-dos-paises-mais-pobres-e-desiguais-da-ocde_218985.html).
Soubemos ainda que o FMI, no seu novo relatório sobre o nosso país, preconiza mais uma redução das despesas na educação - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/fmi-considera-que-ainda-ha-professores-a-mais-em-portugal-1696059
Uma prescrição que se fundamenta em dados de decrescimento demográfico (previsão da diminuição do número de alunos no ensino básico e secundário), bem como na lentidão da melhoria dos indicadores alcançados referentes aos últimos anos de maior investimento, tanto na educação, como em ciência e investigação (até 2011). As pessoas não são máquinas e os resultados em educação demoram tempo a surgir, tanto mais numa situação de grande instabilidade política e de mudança de políticas, como aconteceu nos últimos anos.
Esta semana ocorreu também um importante debate sobre a educação no nosso país, «Pensar a Educação - Portugal 2015», promovido pelo Grupo Economia e Sociedade, coordenado pela Prof.ª Manuela Silva. No documento de apresentação deste grupo sublinha-se a relevância da educação para um projeto de desenvolvimento do país.
De acordo com o relatório apresentado para a Educação Obrigatória, no âmbito deste grupo de investigação, foram dados enormes passos nos últimos 40 anos, desde a implementação da democracia, em Portugal:
(Pordata - http://www.pordata.pt/Portugal/Despesas+do+Estado+em+educa%C3%A7%C3%A3o+execu%C3%A7%C3%A3o+or%C3%A7amental+em+percentagem+do+PIB-867, em 23/05/2015)
A evolução da taxa de analfabetismo em Portugal:
(PORDATA. Recolhido em http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+de+analfabetismo+segundo+os+Censos+total+e+por+sexo-2517, a 20/05/2015)
Houve pois uma enorme evolução nos indicadores referentes à educação no nosso país no que diz respeito à efetiva frequência e conclusão da escolaridade obrigatória, à diminuição das taxas de analfabetismo e do abandono escolar.
Estes dados não deixam de ser interessantes se considerarmos que continuamos com taxas de investimento em educação abaixo dos restantes países ocidentais, de acordo com os dados disponíveis da OCDE e do Eurostat. Ver gráficos abaixo:
Resgate
Há qualquer coisa aqui de que não gostam
da terra das pessoas ou talvez
deles próprios
cortam isto e aquilo e sobretudo
cortam em nós
culpados sem sabermos de quê
transformados em números estatísticas
défices de vida e de sonho
dívida pública dívida
de alma
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do Sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.
Por isso podem cortar
punir
tirar a música às vogais
recrutar quem os sirva
não podem cortar o verão
nem o azul que mora
aqui
não podem cortar quem somos.
Do último livro de poemas do Manuel Alegre «Bairro Ocidental» ed. D.Quixote
[Última atualização a 24/05/2015, 15h10]
Soubemos ainda que o FMI, no seu novo relatório sobre o nosso país, preconiza mais uma redução das despesas na educação - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/fmi-considera-que-ainda-ha-professores-a-mais-em-portugal-1696059
Uma prescrição que se fundamenta em dados de decrescimento demográfico (previsão da diminuição do número de alunos no ensino básico e secundário), bem como na lentidão da melhoria dos indicadores alcançados referentes aos últimos anos de maior investimento, tanto na educação, como em ciência e investigação (até 2011). As pessoas não são máquinas e os resultados em educação demoram tempo a surgir, tanto mais numa situação de grande instabilidade política e de mudança de políticas, como aconteceu nos últimos anos.
Esta semana ocorreu também um importante debate sobre a educação no nosso país, «Pensar a Educação - Portugal 2015», promovido pelo Grupo Economia e Sociedade, coordenado pela Prof.ª Manuela Silva. No documento de apresentação deste grupo sublinha-se a relevância da educação para um projeto de desenvolvimento do país.
De acordo com o relatório apresentado para a Educação Obrigatória, no âmbito deste grupo de investigação, foram dados enormes passos nos últimos 40 anos, desde a implementação da democracia, em Portugal:
«De facto, após a quase universalização da frequência escolar no grupo etário de 12-14
anos na década de 90, a década seguinte assistiu a um progresso significativo na
escolarização da população de 15-17 anos. Assim, nos marcos censitários de 1991, 2001
e 2011, os valores da escolarização bruta no nível etário de 15-17 anos, ou seja, da
frequência total neste grupo etário independentemente do nível escolar frequentado,
evoluíram de 62,5% para 81% e para 93,2% no Continente, de 48,8% para 74,3% e para
92,7% na Região do Norte, a NUTS II com valor de partida mais baixo, e de 31% para
60,5% e para 90% no Tâmega, a NUTS III com valores mais baixos. A evolução geral é
acompanhada de uma redução das disparidades territoriais.» (p. 12)
Complemento estes dados com outros sobre o investimento feito na educação, dados da execução orçamental em função do PIB. Passámos de uma percentagem de 1,3%, anterior ao 25 de abril de 1974, à de 3,7% no final de dácada de oitenta. Só em 2000 esse valor atingiu os 4,8% e os 5% em 2001.
(Pordata - http://www.pordata.pt/Portugal/Despesas+do+Estado+em+educa%C3%A7%C3%A3o+execu%C3%A7%C3%A3o+or%C3%A7amental+em+percentagem+do+PIB-867, em 23/05/2015)
A evolução da taxa de analfabetismo em Portugal:
(PORDATA. Recolhido em http://www.pordata.pt/Portugal/Taxa+de+analfabetismo+segundo+os+Censos+total+e+por+sexo-2517, a 20/05/2015)
Houve pois uma enorme evolução nos indicadores referentes à educação no nosso país no que diz respeito à efetiva frequência e conclusão da escolaridade obrigatória, à diminuição das taxas de analfabetismo e do abandono escolar.
Estes dados não deixam de ser interessantes se considerarmos que continuamos com taxas de investimento em educação abaixo dos restantes países ocidentais, de acordo com os dados disponíveis da OCDE e do Eurostat. Ver gráficos abaixo:
(OCDE (2014). Education at a glance, p. 222, recolhido em http://www.oecd.org/edu/Education-at-a-Glance-2014.pdf, a 20/05/2015)
Despesas com Educação (em percentagem do PIB)
(Eurostat: recolhido em http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/File:Public_expenditure_on_education,_2010_(1)_(%25_of_GDP)_YB14.png, a 23/05/2015)
De acordo com os dados acima, referentes a 2011 (OCDE) e 2010 (Eurostat), o investimento de Portugal em Educação é da ordem dos 5%, ligeiramente acima da média da UE (27).
Apesar de os indicadores terem melhorado significativamente, o nosso país continua a ser um dos que tem menor percentegem de jovens adultos, de idades compreendidas entre os 30 e os 34 anos, com um curso superior, de acordo com dados do Eurostat (2012). Continuamos pois longe das médias europeias no que se refere à meta estabelecida para 2020. (Ver notícia relacionada: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/portugal-aumenta-numero-de-licenciados-mas-continua-longe-da-media-europeia-1631930)
(Eurostat: recolhido em http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/File:Proportion_of_the_population_aged_30_to_34_having_a_tertiary_educational_attainment,_2012_(1)_(%25)_YB14_I.png, a 23/05/2015)
Outro indicador significativo é relativo ao abando escolar antes da conclusão do ensino secundário («Early leavers from education and training»). Somos o terceiro país com o maior indíce de abandono escolar, cerca de 20%, depois de Espanha e de Malta. Vale a pena lembrar que a escolaridade obrigatória passou para os 18 anos, em 2009, ou seja, até ao 12.º ano.
(Eurostat: Early leavers (2012) - http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/File:Early_leavers_from_education_and_training,_2012_(1)_(%25_of_population_aged_18-24)_YB14_I.png, recolhido a 23/05/2015)
Assim, perante estes dados e face às medidas aconselhadas pelo FMI neste último relatório, pergunto quais os projetos de desenvolvimento e as perspetivas que se antevêm para Portugal, para os portugueses: regressarmos às décadas de 60 e 70, continuando a emigrar para voltarmos a ser os trabalhadores não qualificados da zona euro? Aumentar ainda mais as desigualdades sociais entre os muito ricos e os muito pobres?
Ninguém é capaz de explicar a estes senhores que:
- vimos, historicamente falando, de décadas de analfabetismo e de desinvestimento na educação, na cultura, na ciência e na investigação, ao contrário do que aconteceu na maior parte dos países da UE?
- a democratização do acesso à educação no nosso país é um fenómeno muito recente e com resultados (muito) positivos?
- o decrescimento demográfico e consequente diminuição da necessidade de professores, pode ser um desafio que contribua positivamente para a qualidade da educação, beneficiando alunos com NEE e aqueles que têm maiores dificuldades de aprendizagem?
Remeto aqui para o muito recentemente publicado poema de Manuel Alegre:
Resgate
Há qualquer coisa aqui de que não gostam
da terra das pessoas ou talvez
deles próprios
cortam isto e aquilo e sobretudo
cortam em nós
culpados sem sabermos de quê
transformados em números estatísticas
défices de vida e de sonho
dívida pública dívida
de alma
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do Sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.
Por isso podem cortar
punir
tirar a música às vogais
recrutar quem os sirva
não podem cortar o verão
nem o azul que mora
aqui
não podem cortar quem somos.
Do último livro de poemas do Manuel Alegre «Bairro Ocidental» ed. D.Quixote
P.S. (1) - Coincidência, ou não, esta semana realizaram-se também as provas finais de ciclo do 1.º e do 2.º ciclos do ensino básico. Os meus alunos, para não perturbarem as provas finais dos seus colegas do 4.º ano, ficaram em casa duas manhãs. Eu, nesta "normalidade absurda" em que vivemos, tive que ir fazer substituições em turmas do 5.º e 6.º ano de escolaridade, uma vez que os seus professores estavam a fazer a vigilância dos exames. As provas finais não podem ser vigiadas pelos professores do mesmo ciclo de ensino. Será que houve pais a apresentarem reclamações no «Livro Amarelo», por os seus filhos terem ficado sem aulas, nos dias dos exames?
P.S. (2) - O link para um interessante artigo de David Rodrigues sobre os próximos investimentos em educação, «Educação 2020» - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/educacao-2020-1696234?frm=ult
A não perder: Entrevista de Daniel Sampaio, 20/05/2015 (RTP Informação)
Nota: Isto é uma foto, para ouvir a Grande Entrevista clique no seguinte link - http://www.rtp.pt/play/p1718/e195702/grande-entrevista
quinta-feira, maio 14, 2015
AO e o tempo que gastamos com ele ...
No site da Associação de Professores de Português, por uma sua antiga presidente, Maria José Ferraz:
In : http://www.app.pt/6622/reflexao-sobre-o-acordo-ortografico-de-1990/
... e o que mais aqui tenho publicado sobre o AO.
In : http://www.app.pt/6622/reflexao-sobre-o-acordo-ortografico-de-1990/
... e o que mais aqui tenho publicado sobre o AO.
sábado, março 28, 2015
domingo, fevereiro 08, 2015
domingo, janeiro 18, 2015
segunda-feira, julho 21, 2014
"It's in our hands!!" - Todos contra a PACC! - Links (em atualização)
Última atualização: 15h42, 21/07/2014
DESTAQUE
Niza, S. (2014). "Examinar e Punir" - http://www.facebook.com/notes/movimento-da-escola-moderna/examinar-e-punir/687280831317113
FENPROF (21/07/2014): "MEC recorre a pressão e empurra escolas para que cometam grave ilegalidade" - http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=95&doc=8800
Blog de Arlindo: "Divulgação: Iniciativas contra a PACC" - http://www.arlindovsky.net/2014/07/divulgacao-iniciativas-contra-a-pacc/
FENPROF: "Professores disponíveis para participarem nas reuniões sindicais convocadas para 22 de julho" - http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=95&doc=8793
PÚBLICO, 20/7/2014: "Afinal, o que é que um professor tem que saber para dar aulas" - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/afinal-o-que-e-que-um-professor-tem-de-saber-para-dar-aulas-1663559
Pacheco Pereira (19/7/2014): "Voltamos à moralidade ou à falta dela" - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/voltamos-a-moralidade-ou-a-falta-dela-1663486
"Se houver sarillhos é porque andaram a pedi-los."
FENPROF: "Educação reprova a PACC" - http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=284&doc=8099
Parlamento Global, 18/12/2013 - "Foram muitos os professores que reprovaram" - http://parlamentoglobal.sic.sapo.pt/140886.html
PÚBLICO, 19/12/2013 - Greve, protestos, boicotes e lágrimas no dia da prova para professores - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/greve-protestos-boicotes-e-lagrimas-no-dia-da-prova-para-professores-1616854#/0
IE - UL - contra a PACC - http://www.ie.ul.pt/portal/page?_pageid=406%2C1809679&_dad=portal&_schema=PORTAL
PÚBLICO, 17/12/2013 - "José Luís Paixoto, que já oi professor contratado, é contra a prova" - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/jose-luis-peixoto-o-escritor-que-ja-foi-professor-contratado-esta-contra-a-prova-1616641?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoEducacao+%28Publico.pt+-+Educa%C3%A7%C3%A3o%29
SPGL - Esclarecimentos sobre as providências cautelares acerca da realização da PACC: http://www.spgl.pt/artigo.aspx?sid=8641eed3-9e91-4dd1-9c4d-f890d37ad4f8&cntx=i60NXmdb4fvCM%2FWGDgpiZm9kEj0jIYCqZFEVq9xVAaz50Ul2MALQd%2FzYkP3Sf%2FLB
Parecer da ARIPESE (Associação das Escolas Superiores de Educação) - http://correntes.blogs.sapo.pt/1904357.html
FENPROF - "Chumbar a prova é ...." - http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=95&doc=8066
SPGL - Escusa de tarefas na realização da prova - http://www.spgl.pt/artigo.aspx?sid=0faf0693-04ef-40f5-9877-c9a64312885a&cntx=DDRO%2B0GAbA98Db1YrXBC9oM3EBl4ibWnIfeT44ZlsboMsvdLQlj3Ae89oiPOGfzE
Mais uma posição contra a PACC - http://www.facebook.com/animajar/posts/10201060164496767
FENPROF na Assembleia da República: "Dando continuidade à luta contra a 'prova de ingresso' e tudo fazendo para impedir a sua realização" - http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=95&doc=7985
Esquerda.net, 17/11/2013, "Professores queimam diplomas contra prova de avalação" - http://www.esquerda.net/artigo/professores-queimam-diplomas-em-protesto-contra-prova-de-avalia%C3%A7%C3%A3o/30258#.UoiYLIrHJBM.facebook
RTP, SIC, TVI, noticiários sobre a manifestação de 16/11/2013 - http://www.youtube.com/watch?v=Ytrf2dJGuLs&feature=em-uploademail
PÚBLICO sobre a manifestação de 16/11/2013 - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/professores-contratados-queimam-certificados-de-habilitacoes-em-protesto-contra-nova-prova-de-conhecimentos-1612804#/0
FENPROF anuncia suspensão da prova de acesso à carreira: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=129477
PÚBLICO, 15/11/2013, "Tribunais aceitam providência cautelares para travar exames a professores" - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/tribunais-aceitam-providencias-cautelares-para-travar-exames-a-professores-1612692
Manifestação, sábado, 16/11, S. Bento - http://www.facebook.com/events/355537451247359/
Tomada de Posição da Escola Superior de Educação de Portalegre - http://www.linhasdeelvas.net/pagina/edicao/4/2/noticia/13752#.UoJZILNu9W8.facebook
Página no Facebook "Todos contra a Prova" (já tem mais de 21 000 "likes") - http://www.facebook.com/todoscontraprova
Professora processa o MEC - http://www.facebook.com/notes/elizabeth-ribeiro/quero-processar-o-estado-minist%C3%A9rio-de-educa%C3%A7%C3%A3o-e-ci%C3%AAncia/778407842176025
"Blog do Arlindo" com informação atualizada - http://www.arlindovsky.net/
Artigo de Opinião, por Mara Pereira (11/11/2013) - http://ipressglobal.com/mara-pereira-em-docentes-a-prova-para-provar-o-que/
"Humilhação da classe docente!" - http://www.dn.pt/inicio/opiniao/jornalismocidadao.aspx?content_id=3534020&page=-1
segunda-feira, julho 14, 2014
No rescaldo das provas finais de ciclo, aka, exames
[Última atualização: 15 de Julho de 2014, às 22h58]
Aldrabas os exames os exames à vontade do dono -
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/albardar-os-exames-a-vontade-do-dono-1695893
Voltando a um excelente artigo de Daniel Oliveira, já de maio 2013: "As saudades da antiga 4.ª classe" - http://expresso.sapo.pt/as-saudades-da-antiga-4-classe=f805569#ixzz2SmYFcFoy
Aldrabas os exames os exames à vontade do dono -
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/albardar-os-exames-a-vontade-do-dono-1695893
Voltando a um excelente artigo de Daniel Oliveira, já de maio 2013: "As saudades da antiga 4.ª classe" - http://expresso.sapo.pt/as-saudades-da-antiga-4-classe=f805569#ixzz2SmYFcFoy
"Há uma legião de jovens em grande sofrimento e a precisar de ajuda" (PÚBLICO, 13/07/2014) - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ha-uma-legiao-de-jovens-em-grande-sofrimento-e-a-precisar-de-ajuda-1662634
"Provas finais do 1.º CEB: pior do que os exames no meu tempo" - http://www.facebook.com/notes/margarida-belchior/provas-finais-do-1%C2%BA-ceb-pior-do-que-os-exames-no-meu-tempo/10152197472777144
SPGL: Um conjunto de textos para nos fazer pensar de várias proveniências (Paulo Sucena, Ana Benavente, Rui Trindade, Ariana Cosme, Rita Gorgulho, Manuela Esteves, Helena Amaral, ...): http://issuu.com/spglpublicacoes/docs/provas_de_avaliac__a__o_4___ano
PÚBLICO, 13/06/2014, "Professores de Matemática defendem o final dos exames do 4.º e 6.º anos" - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/professores-de-matematica-defendem-fim-dos-exames-nacionais-no-4%C2%BA-e-6%C2%BA-anos-1639768
Tempo de Teia (Teresa Martinho Marques) - http://tempodeteia.blogspot.pt/2014/06/notas-dos-4-e-6-anos-subiram-portugues.html
PÚBLICO, 10/06/2014, (Cristina L. Martins Halpern), Notas de biologia aplicadas aos exames nacionais do 4.º ano - http://www.facebook.com/notes/margarida-belchior/notas-de-biologia-aplicadas-aos-exames-nacionais-do-4%C2%BA-ano-por-cristina-l-martin/10152242610817144
PÚBLICO, 24/05/2014, "Analista da OCDE defende que exames do 4.º ano têm potencial de exclusão social" - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/analista-da-ocde-defende-que-exames-de-4%C2%BA-ano-tem-potencial-de-exclusao-social-1637322
FENPROF, 21/05/2014, NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL DA FENPROF - EXAMES DO 4.º ANO - http://www.facebook.com/notes/margarida-belchior/nota-%C3%A0-comunica%C3%A7%C3%A3o-social-da-fenprof-exames-do-4%C2%BA-ano/10152202025822144
Crédito da imagem de: http://tempodeteia.blogspot.pt/2014/06/notas-dos-4-e-6-anos-subiram-portugues.html
Subscrever:
Mensagens (Atom)









