terça-feira, novembro 26, 2013

Fusões de operadoras de telemóveis

Gostava que me explicassem...

- porque razão a fusão de duas operadoras de comunicações - ZON e Optimus - implica que os clientes da primeira, que é o meu caso, sejam "OBRIGADOS" a deslocarem-se a uma loja dessa marca para trocarem de telemóvel (quando o mesmo não está desbloqueado) e têm que comprar um novo telemóvel, mesmo que a marca comparticipe com alguns euros para esse efeito ... ?!?!? ... sinceramente não compreendo!! ... para termos acesso ao serviço de 4G?!? ... em tempos de crise?!? ... um "brinquedo novo"?!? ... tenho que faltar à escola para tratar disso?!? ... dizem-me que vou perder o serviço se não tratar disto ... mas no outro dia, quando liguei, a perguntar por que razão não podia ter direito ao mesmo tipo de condições que faziam aos novos clientes, responderam-me que tinha um contrato de fidelização até janeiro de 2014...

Agora pergunto: um contrato de fidelização não funciona para os dois lados?!?

Eu não pedi nada, por isso espero tranquilamente que venham ter comigo e me resolvam este "problema" que não é meu nem fui eu que o criei.


Post anterior: http://abeirario.blogspot.pt/2013/09/que-marketing-e-este-pergunta-uma-muito.html

P.S. - É impossível enviar uma reclamação por escrito através do seu site, página web na web - apenas através de telefone. 

domingo, novembro 10, 2013

«Os rankings não nos permitem inferir se a escola trabalha bem ou mal»


Uma muito, muito importante discussão nos tempos que correm:
«(...)Analisar a inflação de notas é um aspecto muito mais unidimensional do que analisar a qualidade das escolas. Não estamos a tecer considerações sobre fenómenos muito complexos como a qualidade das escolas, a qualidade da pedagogia... Estamos a focar-nos num objecto muito particular. (...)
«(...) Essa [a diferença de notas pode querer dizer que o acompanhamento dos alunos nas escolas privadas é melhor do que nas escolas públicas] é uma das explicações que se pode avançar. Agora acho que, em todo o caso, isso a ser verdade devia-se reflectir nas notas que esses alunos tiram nos exames nacionais. Aliás, eu acho que o assunto aqui é ao contrário: nós sabemos que estas escolas estão efectivamente a tentar preparar alunos para os exames nacionais e fazem-no de forma sistemática. O jogo é tanto assim que há alunos, os que costumam tirar notas menos boas, que são empurrados para a 2.ª fase, porque normalmente nessa os jornais não se preocupam em construir os rankings. Portanto, há alunos que são afastados para essa 2.ª fase porque, digamos assim, desse modo não prejudicam o score global da própria escola. (...)

«(...)
«(...) A maioria esmagadora das pessoas interpreta os rankings como sendo a manifestação da qualidade de uma escola. Os dez primeiros têm uma publicidade fabulosa. Mas o que aquilo mostra é outra coisa: é que eles têm os alunos que tiraram as melhores notas nos exames nacionais. Ponto. Não se pode daí fazer qualquer inferência sobre se a escola está ou não a trabalhar muito bem. Eu só posso fazer essa inferência se souber o que lá entrou, qual é a matéria-prima com que eles trabalham, e perceber qual é o percurso que a escola conseguiu fazer com essa matéria-prima. (...)»

Para ler mais: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/os-rankings-nao-nos-permitem-inferir-se-a-escola-trabalha-bem-o-mal-1611565

sexta-feira, novembro 08, 2013

GREVE

- Prevê reduções salariais que, para os professores, se situarão entre os 6% e os 12%?
- Prevê cortes que, a concretizarem-se, provocarão ainda mais desemprego de professores?
- Pretende acabar com as tabelas salariais que constam dos regimes específicos de carreira que o governo quer rever para reduzir?
- Num contexto de redução generalizada em relação à Escola Pública, prevê um aumento do financiamento público para os privados?
- Apesar dos cortes a que a Educação tem estado sujeita nos últimos anos, pretende cortar mais 8,8% nas verbas para a Educação Pré-Escolar e os Ensinos Básico e Secundário e 7,6% para o Ensino Superior e a Ciência?
- Aponta para uma escola elitizada, segregadora e, no sentido de desresponsabilizar o Estado em relação à Educação, privilegia o privado?
- [Praticamente] se esgota em medidas que visam privatizar o ensino, tais como o alargamento de contratos de associação com privados, a concessão de escolas e/ou da sua gestão ou a aplicação da política do cheque-ensino?
- No quadro da desresponsabilização do poder central em matéria de Educação, pretende transferir ainda mais competências para os municípios, apesar de não prever o reforço de recursos, e para as escolas com a celebração de um ainda maior número de contratos ditos de autonomia?
- Aponta para a imposição de cortes salariais com carácter definitivo?
- Coloca como prioritária a redução do número de funcionários públicos que, segundo algumas estimativas, poderá atingir os 50% dos actualmente existentes, sendo os professores o grupo mais visado nessa redução?
- Deixa implícita a eliminação da organização de carreiras profissionais e pretende rever os modelos de avaliação existentes, instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento de processos de penalização e despedimento?
- Pretende transformar a Escola Pública numa grande escola profissional, de matriz dual, copiando alguns dos piores exemplos europeus?
…O teu subsídio de férias, que será pago no Natal, terá cortes que poderão ultrapassar os 60%?
…O governo, que foi derrotado pelos professores nas fortes lutas de Junho, pretende agora retaliar e, numa atitude antidemocrática, tenta impor a proibição de realização de greves que coincidam com períodos de exames ou avaliações finais?
…O governo gostaria que não fizesses greve em 8 de Novembro para, assim, afirmar que as suas políticas e as medidas que concretizam o Orçamento do Estado para 2014 e a dita reforma do Estado estavam legitimadas pelos professores?

A Direção do SPGL