«Criminalizar uma decisão política só porque teve maus resultados seria burocratizar e judicializar a política e garantir que o pior dos móbiles, a minimização do risco pessoal, se tornaria o principal motor da acção política. É evidente que recusar a invenção deste novo crime não quer dizer que eu não exija responsabilização (e criminalização, quando isso se justificar) dos políticos. Exijo. Mas penso que não precisamos de novas leis para acusar quem se abotoou ou foi negligente com dinheiro público. Só precisamos de aplicar a lei. E, neste particular, não vejo por que não levar essa investigação aos Governos, aos Parlamentos e empresas públicas dos últimos anos e até onde a lei, as prescrições e o interesse público mandarem. Do que precisamos é de aplicar as leis que há.»
«(...) À partida, a invocação de uma emergência nacional aponta para sacrifícios extraordinários que devem ser impostos aos que estão em melhores condições de os suportar.
Por isso se convocam os jovens para a guerra, e não os velhos. Não estariam os super-ricos em melhores condições de responder à emergência nacional?
Esta é uma das perplexidades que leva os indignados a manifestarem-se nas ruas. Mas há muito mais. Perguntam-se muitos cidadãos: as medidas de austeridade vão dar resultado e permitir ver luz ao fundo do túnel daqui a dois anos? Suspeitam que não porque, para além de irem conhecendo a tragédia grega, vão sabendo que as receitas do FMI, agora adotadas pela UE, não deram resultado em nenhum país em que foram aplicadas – do México à Tanzânia, da Indonésia à Argentina, do Brasil ao Equador – e terminaram sempre em desobediência e desastre social e econômico. Quanto mais cedo a desobediência, menor o desastre. (...)»
Uma ideia de HORTA VERTICAL acessível a TODOS os que têm uma parede... genial do ponto de vista logístico e esteticamente muito interessante a meu ver... : )
«Na China de hoje, temos um capitalismo que é ainda mais dinâmico do que o vosso capitalismo americano. Mas ele não precisa de democracia. O que significa que, quando criticarem o capitalismo, não se deixem chantagear pelos que vos acusam de ser contra a democracia. O casamento entre a democracia e o capitalismo acabou.»
(...)
«O único sentido em que somos comunistas é que nos preocupamos com os bens comuns. Os bens comuns da natureza, os bens comuns do que é privatizado pela propriedade intelectual, os bens comuns da biogenética. Por isto e só por isto devemos lutar.»
A 25ª hora Há mais de 150 anos que Marx e Engels publicaram o Manifesto Comunista e lançaram um grito que mais era uma palavra de ordem: "Proletários de todo o mundo uni-vos!" Desde então muitas coisas aconteceram, o mundo mudou e transformou-se. Mas o grito de outrora ecoa hoje mais forte, mais alto e mais universal do que na altura. Hoje já não é só a Europa a ouvi-lo. A América do Norte e do Sul, a Ásia, a África, o Mundo Árabe ouvem-no também e os seus ecos repetem-se com força em ondas sucessivas. O capitalismo e as forças reaccionárias que sempre o apoiaram tiveram, ao longo destes mais de 150 anos, a "arte " de universalizar a luta dos proletários de então. A luta contra a exploração capitalista continua viva nas fábricas, mas está também nas praças das cidades, nos campos, ateou fogo ao tecido social, à ordem familiar e classes sociais, radicalizou a luta política. Somente os estúpidos e os que desistiram de pertencer à espécie humana estão indiferentes e pertencem ao rebanho do "tanto se me dá". E que fazem os Sarkozy, os Berlusconi, os Cameron, as Merkel, os Obama, as Troikas e os banqueiros de hoje? Exactamente, ou quase, o que fizeram os seus antecessores do sec.XIX, os Guizot, os Metternich, o Czar, os Rotschild, os Morgan, os WASP norte-americanos. Privatizam tudo o que é público e pode gerar riqueza, e rejeitam qualquer responsabilidade em relação à cultura, à educação, à saúde, à segurança social. Cobram impostos pelo que se consome, pelo que se produz. Emagrecem o Estado mas não os seus bolsos e os dos amigos e mantêm um simulacro de democracia representativa, necessária para "fazer de conta", mas objectivamente inútil. Criação de emprego, geração de riqueza social, prosperidade, solidariedade social, política ou humana, investimento na ciência, educação e cultura, são preocupações que não fazem parte dos "troikianos". Para eles o "estado social" seria aquele que dispusesse de um sistema eficaz, infalível na cobrança de impostos, e também de um aparelho policial-militar que mantivesse a ordem, dentro do exigível. Sábado, 15 de Outubro, nós, portugueses temos de mostrar com a nossa presença, na rua (isto para começar!) que rejeitamos a TROIKA, os seus seguidores e os seus milagres. Vamos gritar-lhes, milhares de homens e mulheres, jovens e idosos, empregados e desempregados, os sem futuro, em centenas de praças e cidades, que rejeitamos as suas propostas e queremos ser nós a definir o nosso presente e o nosso futuro. Esta não é a hora das hesitações, covardias ou divisões. Esta é a nossa hora, a nossa 25ª hora.
«Nos últimos trinta anos a nossa Universidade deu um salto extraordinário. Passou, na realidade, a existir. E foi ela, e raramente os empresários que se comporhttp://www.blogger.com/img/blank.giftam como oráculos da Nação, que modernizou muitos sectores da nossa economia. Infelizmente, foi mais uma vez a mediocridade que levou a melhor. A conversa sobre um "país de doutores" que não existe, sobre "os cursos que não servem para nada" e sobre a suposta ignorância da "geração rasca", que é, por acaso, a mais bem preparada da nossa história, impôs-se como senso comum. Uma elite económica que sempre apostou no trabalho desqualificado e uma elite política que sempre desprezou a inteligência deitaram para o lixo décadas de investimento. Nada de novo. Mas não deixa de ser extraordinário o esforço que estamos a fazer para nos enfiarmos num buraco sem fundo. E o desprezo que temos por tudo o que de bom fizemos nos últimos trinta anos.»
Acabo de saber que se confirma que a sentença deste processo transitou em julgado, isto é, que não foi apresentado recurso.
Um GRANDE abraço aos três réus!!!
Um grande, grande abraço ao grupo que tem administrado e animado a página de solidariedade com os réus deste processo no Facebook - http://www.facebook.com/groups/218651868154749/!! ... ... e, como os últimos são os primeiros, um grande, grande abraço a cada um/a dos amigos e amigas deste maravilhoso grupo!! Estamos todos/as de PARABÉNS!!!
VIVA!!! VIVA!!! ...
Viva a Democracia e a Liberdade!! Viva a Liberdade de Expressão!!! http://www.blogger.com/img/blank.gif
«(...) O Comité Nobel Norueguês decidiu que o Prémio Nobel da Paz 2011 é dividido igualmente entre Ellen Johnson Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman pela sua luta não-violenta pela segurança das mulheres e pelo seu direito à total participação no trabalho de construção da paz. Não podemos chegar à democracia e à paz duradoura no mundo a não ser que as mulheres obtenham as mesmas oportunidades que os homens para influenciar desenvolvimentos em todos os níveis da sociedade. (...)»
BERTOLD BRECHT – “o vosso tanque, General, é um carro forte”
Derruba uma floresta, esmaga cem homens, mas tem um defeito - Precisa de um motorista.
O vosso bombardeiro, general É poderoso: Voa mais depressa que a tempestade e transporta mais carga que um elefante mas tem um defeito - Precisa de um piloto.
O homem, meu general, é muito útil: Sabe voar, e sabe matar mas tem um defeito - Sabe pensar.
«Uma ocupação com mais colaboracionistas que resistentes, como todas as ocupações. Colaboracionistas maravilhados com a pujança do ocupante, com a sua filosofia hegemonista, com a sua musculada e sadia visão do mundo, com um mundo de eficiência e sem parasitas. Sem sindicatos e sem esquerdistas. Sem solidariedade e com total obediência aos chefes e ao serviço dos mais ricos.
«Só que não é possível viver assim. E apesar de tudo há alternativas. A alternativa é procurar sempre e incansavelmente a alternativa, sem sacrificar nada do que nos é caro.»
P.S. - Aqui consegue ler o texto completo, caso não o consiga na imagem anterior: