Sintra, junho 2013
sexta-feira, junho 28, 2013
quinta-feira, junho 27, 2013
"Os palhaços e os filhos da p..."
[Recebida por mail.]
Os palhaços e os filhos da p...
Ramada Curto foi um advogado e jornalista bastante popular do meio teatral e jornalístico lisboeta da primeira metade do século XX, tendo intervindo nalguns dos processos-crime mais célebres do seu tempo.
Uma das suas histórias judiciais que ficaram célebres teve a ver com a defesa de um arguido acusado de chamar “filho da p…” ao ofendido, expressão que, na altura, era considerada altamente ofensiva. Nas suas alegações, Ramada Curto começou por chamar a atenção do juiz para o facto de, muitas vezes, se utilizar essa expressão em termos elogiosos (“Ganda filho da p…, é o melhor de todos”) ou carinhosos (“Dá cá um abraço, meu grande filho da p…!”), tendo concluído as suas alegações da seguinte forma: “E até aposto que, neste momento, V. Ex.ª está a pensar o seguinte: “Olhem lá do que este filho da p… não se havia de ter lembrado só para safar o seu cliente!...”.
Chegada a hora de sentença, o juiz vira-se para o réu e diz: “O senhor vai absolvido, mas bem pode agradecer ao filho da p… do seu advogado”...(!!!)
Isto vem a propósito de recente afirmação de Miguel Sousa Tavares, que fez a capa do Jornal de Negócios, de que nós já teríamos um palhaço que se chamava Cavaco Silva. O que tu foste dizer?!... Em Portugal, os nossos políticos são todos muito susceptíveis e o povo muito reverente. Em Portugal, um político pode arruinar uma autarquia ou um país, enriquecer os amigos e a família e lançar o povo na miséria, destruir lares, famílias e vidas, que não lhe acontece nada. Mas, se alguém chama “palhaço” a um político, tem logo o procurador e a polícia à perna.
Eu até compreendo que certos políticos não gostem que lhes chamem “palhaços”, porque, efectivamente, os únicos e verdadeiros palhaços nesta história não são os eleitos mas quem os elegeu. Com efeito, por muito que nos custe reconhecer, os palhaços somos nós, o povo eleitor, que, durante os últimos vinte anos, temos eleito e sido governados pelos ofendidos da história de Ramada Curto.
Santana-Maia Leonardo,
Ponte de Sor
(Jornal Público, Cartas ao Director, 28-05-2013)
Os palhaços e os filhos da p...
Ramada Curto foi um advogado e jornalista bastante popular do meio teatral e jornalístico lisboeta da primeira metade do século XX, tendo intervindo nalguns dos processos-crime mais célebres do seu tempo.
Uma das suas histórias judiciais que ficaram célebres teve a ver com a defesa de um arguido acusado de chamar “filho da p…” ao ofendido, expressão que, na altura, era considerada altamente ofensiva. Nas suas alegações, Ramada Curto começou por chamar a atenção do juiz para o facto de, muitas vezes, se utilizar essa expressão em termos elogiosos (“Ganda filho da p…, é o melhor de todos”) ou carinhosos (“Dá cá um abraço, meu grande filho da p…!”), tendo concluído as suas alegações da seguinte forma: “E até aposto que, neste momento, V. Ex.ª está a pensar o seguinte: “Olhem lá do que este filho da p… não se havia de ter lembrado só para safar o seu cliente!...”.
Chegada a hora de sentença, o juiz vira-se para o réu e diz: “O senhor vai absolvido, mas bem pode agradecer ao filho da p… do seu advogado”...(!!!)
Isto vem a propósito de recente afirmação de Miguel Sousa Tavares, que fez a capa do Jornal de Negócios, de que nós já teríamos um palhaço que se chamava Cavaco Silva. O que tu foste dizer?!... Em Portugal, os nossos políticos são todos muito susceptíveis e o povo muito reverente. Em Portugal, um político pode arruinar uma autarquia ou um país, enriquecer os amigos e a família e lançar o povo na miséria, destruir lares, famílias e vidas, que não lhe acontece nada. Mas, se alguém chama “palhaço” a um político, tem logo o procurador e a polícia à perna.
Eu até compreendo que certos políticos não gostem que lhes chamem “palhaços”, porque, efectivamente, os únicos e verdadeiros palhaços nesta história não são os eleitos mas quem os elegeu. Com efeito, por muito que nos custe reconhecer, os palhaços somos nós, o povo eleitor, que, durante os últimos vinte anos, temos eleito e sido governados pelos ofendidos da história de Ramada Curto.
Santana-Maia Leonardo,
Ponte de Sor
(Jornal Público, Cartas ao Director, 28-05-2013)
quarta-feira, junho 26, 2013
domingo, junho 23, 2013
quinta-feira, junho 20, 2013
segunda-feira, junho 17, 2013
Personalidades da arte e da cultura solidários com a Greve dos Professores: Manifesto: Obrigado professores
Sem Educação não há país que ande para a frente. E é para trás que
andamos quando o governo decide aumentar o número de alunos por turma,
despedir milhares de professores e desumanizar as escolas, desbaratando
os avanços nas qualificações que o país conheceu nas últimas décadas.
Não satisfeito, continua a sua cruzada contra a escola pública. Ameaça
com mais despedimentos e com o aumento do horário de trabalho dos que
ficam.
Ao atacar os professores o governo torna os alunos reféns. Com menos
apoios educativos e menos recursos para fazer face à diversidade de
estudantes, é a escola pública que sai enfraquecida. Querem encaixotar
os alunos em turmas cada vez maiores com docentes cada vez mais
desmotivados. Cortam nas disciplinas de formação cívica e do ensino
artístico e tecnológico, negando aos jovens todos os horizontes
possíveis.
Os professores estão em greve pela qualidade da escola pública e em nome
dos alunos e das suas famílias. Porque sabem que baixar os braços é
pactuar com a degradação da escola. Os professores fazem greve porque
querem devolver as asas aos seus alunos que o governo entretanto roubou.
Esta greve é por isso justa e necessária. É um murro na mesa de quem
está farto de ser enganado. É um murro na mesa para defender um bem
público cada vez mais ameaçado.
Por isso, estamos solidários. Apoiamos a greve dos professores em nome
de uma escola para todos e onde todos cabem. Em nome de um país mais
informado e qualificado, em nome das crianças que merecem um ensino de
qualidade e toda a disponibilidade de quem sempre esteve com elas. É
preciso libertar a escola pública do sequestro imposto pelo governo e
pela troika. Aos professores dizemos “obrigado!” por defenderem um
direito que é de todos.
Subscritores:
António Pinho Vargas, Compositor
Bruno Cabral, Realizador
Camilo Azevedo, Realizador, RTP
Carlos Mendes, Músico
David Bonneville, Cineasta
Eurico Carrapatoso, Compositor
Hélia Correia, Escritora
Leonel Moura, Artista plástico
Luís Varatojo, Músico, A Naifa
Luísa Ortigoso, Actriz
Jacinto Lucas Pires, Escritor
Joana Manuel, Actriz
João Salaviza, Cineasta
José Luís Peixoto, Escritor
José Mário Branco, Músico
José Vítor Malheiros, Jornalista
Marta Lança, Editora e produtora
Messias, Músico, Mercado Negro
Nuno Artur Silva, Autor e produtor
Pedro Pinho, Cineasta
Rui Vieira Nery, Musicólogo
Raquel Freire, Cineasta
Sérgio Godinho, Músico
Valter Vinagre, Fotógrafo.
Zé Pedro, Músico, Xutos e Pontapés
Subscritores:
António Pinho Vargas, Compositor
Bruno Cabral, Realizador
Camilo Azevedo, Realizador, RTP
Carlos Mendes, Músico
David Bonneville, Cineasta
Eurico Carrapatoso, Compositor
Hélia Correia, Escritora
Leonel Moura, Artista plástico
Luís Varatojo, Músico, A Naifa
Luísa Ortigoso, Actriz
Jacinto Lucas Pires, Escritor
Joana Manuel, Actriz
João Salaviza, Cineasta
José Luís Peixoto, Escritor
José Mário Branco, Músico
José Vítor Malheiros, Jornalista
Marta Lança, Editora e produtora
Messias, Músico, Mercado Negro
Nuno Artur Silva, Autor e produtor
Pedro Pinho, Cineasta
Rui Vieira Nery, Musicólogo
Raquel Freire, Cineasta
Sérgio Godinho, Músico
Valter Vinagre, Fotógrafo.
Zé Pedro, Músico, Xutos e Pontapés
Na Esc. Sec. de Olhão alunos aplaudem professores em greve, por Ricardo Morte
"Na escola secundária de olhão, disse-me a minha irmã, os alunos
aplaudiram os professores que fizeram greve. Parece que foi um momento
forte, muito emotivo, com muito professor comovido com esta atitude. a
resistência faz-se assim, com alma respeito e cidadania! E em olhão NÃO
se realizaram exames!"
Por Ricardo Morte, in Facebook.
Por Ricardo Morte, in Facebook.
Sobre a greve dos professores ...
[Última atualização: 12h03, 18 / 06 / 2013]
Daniel Oliveira, 18 / 06 / 2013, "A irresponsabilidade de Crato num exame que não foi nacional" - http://expresso.sapo.pt/a-irresponsabilidade-de-crato-num-exame-que-nao-foi-nacional=f814537#ixzz2WYUjXtX2
Miguel Gaspar, 17 / 06 / 2013, "O Chumbo da Teimosia" - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-chumbo-da-teimosia-1597596
Sérgio Lavos, 17 / 06 / 2013, "Rigor e exigência" - http://arrastao.org/2838856.html
Ricardo Morte, 17 / 06 / 2013 - http://abeirario.blogspot.pt/2013/06/na-esc-sec-de-olhao-alunos-aplaudem.html
Daniel Oliveira, 17 / 06 / 2013 - http://expresso.sapo.pt/a-greve-a-ansiedade-nas-escolas-e-as-virgens-distraidas-atualizado=f814383#ixzz2WTLqZwI0
Gustavo Cardoso, no Facebook, 17 / 06 / 2013 - http://www.facebook.com/gustavo.cardoso
André Freire, 17 / 06 / 2013 - http://www.facebook.com/andre.freire.54540?fref=t
João Paulo, Aventar, 17 / 06 / 2013 - Um dia de greve é sempre um dia SIMPLES - http://aventar.eu/2013/06/17/um-dia-de-greve-e-sempre-um-dia-simples/
Inês Gonçalves, 16 / 06 / 2013 - "Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros" - http://www.leituras.eu/?p=6743
Deolinda Martin, 16 / 06 /2013, "Greve dos professores é um grito de esperança" - http://www.esquerda.net/opiniao/greve-dos-professores-%C3%A9-um-grito-de-esperan%C3%A7a/28260
Raquel Varela, 16 / 06 / 2013 - "A Greve do professores é um ato de civilização" - http://raquelcardeiravarela.wordpress.com/2013/06/16/a-greve-dos-professores-e-um-acto-de-civilizacao/
Daniel Oliveira no "Eixo do mal" de 15 / 06 / 2013 - http://youtu.be/zjDGtV7NIko
José Pacheco Pereira, PÚBLICO, 15 / 06 / 2013 - http://www.facebook.com/photo.php?fbid=586442091388606&set=a.115624631803690.10975.100000684609478&type=1&theater
David Rodrigies, PÚBLICO, 12 / 06 / 2013 - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/e-por-falar-em-greve-dos-professores-1597216
Personalidades da arte e da cultura solidários com a Greve dos Professores: Manifesto: Obrigado professores - http://abeirario.blogspot.pt/2013/06/personalidades-da-arte-e-da-cultura.html
Miguel Cardoso, 22 / 05 / 2013, "O prejuízo dos alunos versus a greve aos exames por parte dos professores" - http://abeirario.blogspot.pt/2013/05/o-prejuizo-dos-alunos-versus-greve-aos.html
José Luís Peixoto, 14 / 11 / 2011 - "Os professores" - http://www.esquerda.net/artigo/os-professores-por-jos%C3%A9-lu%C3%ADs-peixoto
Daniel Oliveira, 18 / 06 / 2013, "A irresponsabilidade de Crato num exame que não foi nacional" - http://expresso.sapo.pt/a-irresponsabilidade-de-crato-num-exame-que-nao-foi-nacional=f814537#ixzz2WYUjXtX2
Miguel Gaspar, 17 / 06 / 2013, "O Chumbo da Teimosia" - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-chumbo-da-teimosia-1597596
Sérgio Lavos, 17 / 06 / 2013, "Rigor e exigência" - http://arrastao.org/2838856.html
Ricardo Morte, 17 / 06 / 2013 - http://abeirario.blogspot.pt/2013/06/na-esc-sec-de-olhao-alunos-aplaudem.html
Daniel Oliveira, 17 / 06 / 2013 - http://expresso.sapo.pt/a-greve-a-ansiedade-nas-escolas-e-as-virgens-distraidas-atualizado=f814383#ixzz2WTLqZwI0
Gustavo Cardoso, no Facebook, 17 / 06 / 2013 - http://www.facebook.com/gustavo.cardoso
André Freire, 17 / 06 / 2013 - http://www.facebook.com/andre.freire.54540?fref=t
João Paulo, Aventar, 17 / 06 / 2013 - Um dia de greve é sempre um dia SIMPLES - http://aventar.eu/2013/06/17/um-dia-de-greve-e-sempre-um-dia-simples/
Inês Gonçalves, 16 / 06 / 2013 - "Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros" - http://www.leituras.eu/?p=6743
Deolinda Martin, 16 / 06 /2013, "Greve dos professores é um grito de esperança" - http://www.esquerda.net/opiniao/greve-dos-professores-%C3%A9-um-grito-de-esperan%C3%A7a/28260
Raquel Varela, 16 / 06 / 2013 - "A Greve do professores é um ato de civilização" - http://raquelcardeiravarela.wordpress.com/2013/06/16/a-greve-dos-professores-e-um-acto-de-civilizacao/
Daniel Oliveira no "Eixo do mal" de 15 / 06 / 2013 - http://youtu.be/zjDGtV7NIko
José Pacheco Pereira, PÚBLICO, 15 / 06 / 2013 - http://www.facebook.com/photo.php?fbid=586442091388606&set=a.115624631803690.10975.100000684609478&type=1&theater
David Rodrigies, PÚBLICO, 12 / 06 / 2013 - http://www.publico.pt/sociedade/noticia/e-por-falar-em-greve-dos-professores-1597216
Personalidades da arte e da cultura solidários com a Greve dos Professores: Manifesto: Obrigado professores - http://abeirario.blogspot.pt/2013/06/personalidades-da-arte-e-da-cultura.html
Miguel Cardoso, 22 / 05 / 2013, "O prejuízo dos alunos versus a greve aos exames por parte dos professores" - http://abeirario.blogspot.pt/2013/05/o-prejuizo-dos-alunos-versus-greve-aos.html
José Luís Peixoto, 14 / 11 / 2011 - "Os professores" - http://www.esquerda.net/artigo/os-professores-por-jos%C3%A9-lu%C3%ADs-peixoto
Today I'm a proud teacher!!!!
Foi preciso aqui chegarmos para percebermos enquanto povo, enquanto coletivo, a importância da educação para a construção do futuro?!?
Nunca como hoje, em 34 anos que levo de professora, senti tamanha consciência do que significa verdadeiramente ser professor/a no nosso país.
Nunca senti, como neste dia, de forma partilhada, o reconhecimento da importância do significado social da escola, da educação.
São muitas as manifestações nesse sentido: desde os alunos, aos pais e encarregados de educação, passando pelos "opinion makers" e por "criativos" vários: os escritores, os actores, os jornalistas, os artistas plásticos.
Hoje os professores sabem que estão a lutar pelas suas condições de trabalho e pelo seu emprego, por uma escola pública de qualidade onde os seus alunos gostem de estar, não só por ser um local de encontro e brincadeira com os seus pares, mas também pelo prazer sentido no esforço que põem no trabalho de aprendizagem que necessitam de fazer para as muitas "obras", trabalhos que vão construindo.
Hoje os professores sabem que estão a lutar pelo futuro da cultura, da ciência e da criatividade no nosso país.
Hoje os professores sabem que não fazem apenas um dia de greve aos exames, mas antes que através da sua luta se tornaram catalisadores de um descontentamento e deuma revolta generalizada sobre a situação que vivemos num país da Europa do século XXI - uma Europa que parece afundar-se lentamente, onde se desvanece o sonho político de uma construção democrática conjunta do pós-guerra, cedendo à orquestração de uma invisível batuta manuseada pelos "mercados". Estes, por sua vez, reificando a ganância desenfreada de poucos pelos lucros financeiros, sem olhar a "custos" (de todo o tipo) pagos por uma multidão de vidas inteiras de trabalho.
Hoje, como nunca antes tinha sucedido, sinto no nosso país como os professores estão a ser portadores de esperança, opondo-se a uma ignorância destruidora de tantos bens e tantas "ferramentas" imprescindíveis à construção de um futuro outro - afinal o futuro de todos nós. Um futuro mais democrático, mais equitativo, mais solidário, com uma maior distribuição da riqueza, em que o direito ao trabalho e o direito ao descanso andem de mãos dadas, onde todos tenham o suficiente para satisfazer as suas necessidades básicas, de modo a poderem realizar-se enquanto seres humanos.
Hoje volto a Eduardo Galeano e à importância da utopia - "Se não nos deixais sonhar, nos vos deixaremos dormir!"
Nunca como hoje, em 34 anos que levo de professora, senti tamanha consciência do que significa verdadeiramente ser professor/a no nosso país.
Nunca senti, como neste dia, de forma partilhada, o reconhecimento da importância do significado social da escola, da educação.
São muitas as manifestações nesse sentido: desde os alunos, aos pais e encarregados de educação, passando pelos "opinion makers" e por "criativos" vários: os escritores, os actores, os jornalistas, os artistas plásticos.
Hoje os professores sabem que estão a lutar pelas suas condições de trabalho e pelo seu emprego, por uma escola pública de qualidade onde os seus alunos gostem de estar, não só por ser um local de encontro e brincadeira com os seus pares, mas também pelo prazer sentido no esforço que põem no trabalho de aprendizagem que necessitam de fazer para as muitas "obras", trabalhos que vão construindo.
Hoje os professores sabem que estão a lutar pelo futuro da cultura, da ciência e da criatividade no nosso país.
Hoje os professores sabem que não fazem apenas um dia de greve aos exames, mas antes que através da sua luta se tornaram catalisadores de um descontentamento e deuma revolta generalizada sobre a situação que vivemos num país da Europa do século XXI - uma Europa que parece afundar-se lentamente, onde se desvanece o sonho político de uma construção democrática conjunta do pós-guerra, cedendo à orquestração de uma invisível batuta manuseada pelos "mercados". Estes, por sua vez, reificando a ganância desenfreada de poucos pelos lucros financeiros, sem olhar a "custos" (de todo o tipo) pagos por uma multidão de vidas inteiras de trabalho.
Hoje, como nunca antes tinha sucedido, sinto no nosso país como os professores estão a ser portadores de esperança, opondo-se a uma ignorância destruidora de tantos bens e tantas "ferramentas" imprescindíveis à construção de um futuro outro - afinal o futuro de todos nós. Um futuro mais democrático, mais equitativo, mais solidário, com uma maior distribuição da riqueza, em que o direito ao trabalho e o direito ao descanso andem de mãos dadas, onde todos tenham o suficiente para satisfazer as suas necessidades básicas, de modo a poderem realizar-se enquanto seres humanos.
Hoje volto a Eduardo Galeano e à importância da utopia - "Se não nos deixais sonhar, nos vos deixaremos dormir!"
Em dia de greve dos professores ...
Interessante que a propósito de um comentário que fiz a um post (http://ruadaindia.blogspot.pt/2013/06/o-novo-eduques.html), fui à procura de uma fotografia de "orelhas de burro" e encontrei este outro post de onde retirei a fotografia. Ora reparem no texto do post e da sua data. Não deixa de ser uma coincidência bem interessante, em dia de greve dos professores:
http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/2011/03/orelhas-de-burro.html
http://cronicasdorochedo.blogspot.pt/2011/03/orelhas-de-burro.html
domingo, junho 16, 2013
Junho 2013: Cheias na Europa ...
Será um "aviso à navegação" feito pela natureza? ... ou estará ela antes a mostrar-nos, como que numa constatação, algo que está realmente a acontecer?!?
Onde andam os "grandes" dirigentes europeus da solidariedade, da paz entre os povos?!?...
Pictures: Worst Floods in European History?
Onde andam os "grandes" dirigentes europeus da solidariedade, da paz entre os povos?!?...
Pictures: Worst Floods in European History?
sábado, junho 15, 2013
sexta-feira, junho 14, 2013
Transformer notre vision du monde ...
«Eprouver de la joie transforme notre vision du monde.
La joie est un pouvoir. Cultivez-la.»
Le Dalaï Lam
In: www.cles.com
quinta-feira, junho 13, 2013
Os professores, por José Luís Peixoto
«Se nos conseguirem convencer a desistir de
deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será
tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão
fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que
nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que
recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não,
acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que
continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho
esperança.»
quarta-feira, junho 12, 2013
Leaving better kids ...
In: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=371408066293305&set=a.208991355868311.32725.206703882763725&type=1&theater
terça-feira, junho 11, 2013
Verdes são os campos ..., por Luís de Camões
De dois "maiores" da nossa "pátria" ...
Verdes são os campos
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
Luís de Camões
segunda-feira, junho 10, 2013
Golfinhos no Tejo (8 / 6 / 2013)
... serão sinais de esperança?!? ... de que algo está a mudar? ...
De Sandra Fonseca, in: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=676416929038654&set=a.210477928965892.64420.100000110580196&type=1&theater
De Nuno Filipe Ribeiro, in: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=4601420888220&set=gm.399964250119874&type=1&theater
domingo, junho 09, 2013
Contradições ...
Como o ser humano usa a sua inteligência ... contradições na projeção de diferentes sistemas de valores e de "tempos" ...
Ronnie Cummins, presidente da Organic Consumers Association, Associação de consumidores de produtos biológicos Americana.
Ronnie Cummins, presidente da Organic Consumers Association, Associação de consumidores de produtos biológicos Americana.
"Elogio da Greve Mansa", por Carlos Alberto Silva
A greve é um direito constitucional
Desde que não seja no meu quintal
E não belisque a conveniência geral
Não afecte a produção das farinhas
Nem ponha em causa a criação de galinhas
Nem traumatize as pobres criancinhas
O melhor seria ouvir os poderes instalados
E fazê-la no dia e hora mais adequados
Para não haver prejudicados
Talvez ao domingo depois do sermão
No feriado da Imaculada Conceição
Ou dia de São Nunca (que é santo pagão)
Nos restantes dias a greve já cansa
Agitando a louca bandeira da esperança
Que a melhor das greves é a greve mansa
Carlos Alberto Silva
7 Junho 2013
In: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=3024864596084&set=a.1904207300352.54676.1696851315&type=3&theater
sábado, junho 08, 2013
Greve do professores & sentido de humor
Nem quero acreditar que andem a dizer isto ...LoLoL ... :-D ... :-D ... :-D ... e o não fazer greve?!? ...
In PÚBLICO, 8 / 6 / 2013
Este título tinha tanta graça que já foi alterado [12h24]:
In PÚBLICO: http://www.publico.pt/greve/jornal/greve-as-avaliacoes-tera-impactos-graves-alertam-pais-e-directores-26656044#/0
E para quê fazer greves sem impacto?!? ... os primeiros a serem "impactados" serão os professores, pois terão na mesma que dar as suas notas, para além dos descontos que vão ver nos seus ordenados.
quarta-feira, junho 05, 2013
terça-feira, junho 04, 2013
Comparação de salários médior na UE
As médias valem o que valem: "Se tu comeres um frango e eu não comer nenhum, em média, os dois, comemos meio frango cada um."
Num país com 17% de desemprego, o nosso salário médio nacional é de 1078 euros, quando o salário mínimo nacional não chega a 500 euros, ficam muitas questões por responder ...
Para saber mais: http://visao.sapo.pt/quem-sao-os-europeus-com-melhores-e-piores-salarios=f731630
Num país com 17% de desemprego, o nosso salário médio nacional é de 1078 euros, quando o salário mínimo nacional não chega a 500 euros, ficam muitas questões por responder ...
Para saber mais: http://visao.sapo.pt/quem-sao-os-europeus-com-melhores-e-piores-salarios=f731630
segunda-feira, junho 03, 2013
Um Manifesto para a Mudança, por Boaventura Sousa Santos
30-05-2013 Público
Muitos se perguntam sobre o que se está a passar na sociedade
portuguesa para que personalidades, actores políticos e organizações
sociais estejam a pôr de lado as suas divergências para se juntarem em
acções de luta contra o actual Governo e as suas políticas da
austeridade. As razões são várias e os níveis de convergência são
diversos, o que significa que a força desta convergência talvez resida
em criar condições para redefinir as divergências democráticas num novo
ciclo político que se aproxima. Eis algumas das razões.
O novo antifascismo. A democracia portuguesa está suspensa porque as decisões políticas que afectam mais decisivamente os cidadãos não decorrem de escolhas destes nem respeitam a Constituição. Estalou um conflito fundamental entre os direitos de cidadania e as exigências dos "mercados" financeiros, e esse conflito está a ser decidido a favor dos "mercados". As decisões formalmente democráticas são substantivamente imposições do capital financeiro internacional para garantir a rentabilidade dos seus investimentos, tendo para isso ao seu serviço as instituições financeiras multilaterais, o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia, o euro e os Governos nacionais que se deixaram chantagear. Ao contrário do fascismo histórico, o actual fascismo financeiro, em vez de destruir a democracia, esvazia-a de qualquer força para lhe poder fazer frente e transforma-a numa monstruosidade política: um Governo de cidadãos que governa contra os cidadãos; o Governo legitimado pelos direitos dos cidadãos que se exerce violando e destruindo esses direitos. A defesa da democracia real exige uma união do tipo daquela que uniu as forças antifascistas que tanto lutaram pela democracia que tivemos até há pouco e que conquistámos há menos de 40 anos. Porque o fascismo é diferente, são também diferentes as formas de luta. Mas o que está em causa é o mesmo: construir uma democracia digna do nome.
Da alternância à alternativa. A crise financeira de 2008 significou o fim do que no pós-guerra se convencionou chamar "capitalismo democrático", uma convivência sempre tensa entre os interesses dos investidores em maximizar os seus lucros e os interesses dos trabalhadores em ter salários justos e trabalho com direitos. A convivência resultou de um pacto por via do qual os trabalhadores renunciaram às reivindicações mais radicais (o socialismo) em troca de concessões do capital (tributação e regulação) que tornaram possível o Estado social ou de bem-estar. Este pacto começou a entrar em crise logo nos anos setenta do século passado mas colapsou definitivamente com a crise de 2008, não só pelo modo como a crise ocorreu, mas pelo modo como foi "resolvida": a favor do capital financeiro que a tinha criado, o qual, em vez de punido e regulado, foi resgatado e libertado para repor rapidamente a sua rentabilidade e os bónus dos seus agentes. Os partidos políticos com vocação de governo distinguiram-se no pós-guerra pelo modo como geriram o pacto. Nisso consistiu a alternância. Desde 2008 tal pacto deixou de existir e por isso a alternância deixou de fazer sentido. Em Portugal, a assinatura do memorando da troika selou o fim do pacto e da alternância que fazia dele um pacto democrático. A partir de agora, em vez de alternância, é necessário buscar uma alternativa. As divergências no interior da coligação do Governo nada têm a ver com a alternativa e mostram que a alternância à alternância (com os mesmos partidos ou com algum deles e o PS) seria a reprodução, em forma de farsa, da tragédia que vivemos. A alternativa implica decidir entre a lógica do capitalismo financeiro e a lógica da política democrática. Neste momento, as duas lógicas são inconciliáveis. Os democratas portugueses convergem na ideia de que a democracia deve prevalecer e sabem que para que tal ocorra são necessários actos de desobediência às exigências dos "mercados", o que certamente vai envolver alguma turbulência social e política, cujos custos devem ser minimizados. Acima de tudo haverá que enfrentar a intimidação e a manipulação do medo, os drones com que os "mercados" destroem sem custos os direitos dos cidadãos. A desobediência pode assumir várias formas mas todas envolvem assumir que a dívida, tal como existe, é impagável; e injusta, porque não se pode liquidar um país para liquidar uma dívida. A opção pela democracia é a alternativa mas o modo de a levar à prática não é unívoco, tal como nada é unívoco em democracia. Ou seja, a alternativa contém em si alternativas. E aqui surgem as divergências que vão definir o novo ciclo político.
A Europa real e a Europa ideal.As divergências incidem em três temas: articular ou não a desobediência ao capital financeiro com a permanência no euro; centrar os esforços em renegociar a posição na UE ou em abrir a novos espaços e parceiros geopolíticos; dado que o fim desta UE é uma questão de tempo, lutar ou não por uma outra inequivocamente sujeita à lógica da democracia. Como é próprio de uma transição de paradigma, todas as posições envolvem riscos e nem sempre será fácil calculá-los. Mas mesmo nas divergências há alguma convergência: a actual UE está totalmente colonizada pela lógica dos "mercados"; o aprofundamento da integração em curso está a ser feito à custa das democracias da Europa do Sul; seria melhor que as posições de desobediência fossem tomadas por vários países articuladamente.
A luta política extra-institucional. Os partidos políticos de esquerda são os mais tímidos neste processo de convergência porque têm demasiados interesses investidos no actual ciclo político e temem pelo seu futuro. Têm dificuldade em admitir que, se não assumirem riscos, estão condenados a ser o verniz democrático das unhas do fascismo financeiro. O dilema que enfrentam é sério: se acompanharem o movimento social que aponta para um novo ciclo democrático, podem estar a cometer suicídio; se não o acompanharem, serão vistos como parte do problema que enfrentamos e não como parte da solução, correndo o risco de, no melhor dos casos, se tornarem irrelevantes, o que é outra forma de suicídio. Perante este dilema, que todos devemos compreender, os cidadãos e as cidadãs não têm outro remédio senão vir para a rua reclamar a queda do Governo e forçar os partidos de esquerda e centro-esquerda a assumir riscos, ajudando a minimizar os custos sociais e políticos da turbulência política que se aproxima sem olhar a cálculos partidários. Estamos talvez a entrar num momento forte de democracia participativa, servindo de fonte de revitalização da democracia representativa. Das instituições que sobrevivem à suspensão da democracia os democratas portugueses apenas têm alguma esperança no Tribunal Constitucional. Pelo respeito que lhes merece a instituição da Presidência da República, preferem nada dizer sobre o seu actual locatário.
O novo antifascismo. A democracia portuguesa está suspensa porque as decisões políticas que afectam mais decisivamente os cidadãos não decorrem de escolhas destes nem respeitam a Constituição. Estalou um conflito fundamental entre os direitos de cidadania e as exigências dos "mercados" financeiros, e esse conflito está a ser decidido a favor dos "mercados". As decisões formalmente democráticas são substantivamente imposições do capital financeiro internacional para garantir a rentabilidade dos seus investimentos, tendo para isso ao seu serviço as instituições financeiras multilaterais, o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia, o euro e os Governos nacionais que se deixaram chantagear. Ao contrário do fascismo histórico, o actual fascismo financeiro, em vez de destruir a democracia, esvazia-a de qualquer força para lhe poder fazer frente e transforma-a numa monstruosidade política: um Governo de cidadãos que governa contra os cidadãos; o Governo legitimado pelos direitos dos cidadãos que se exerce violando e destruindo esses direitos. A defesa da democracia real exige uma união do tipo daquela que uniu as forças antifascistas que tanto lutaram pela democracia que tivemos até há pouco e que conquistámos há menos de 40 anos. Porque o fascismo é diferente, são também diferentes as formas de luta. Mas o que está em causa é o mesmo: construir uma democracia digna do nome.
Da alternância à alternativa. A crise financeira de 2008 significou o fim do que no pós-guerra se convencionou chamar "capitalismo democrático", uma convivência sempre tensa entre os interesses dos investidores em maximizar os seus lucros e os interesses dos trabalhadores em ter salários justos e trabalho com direitos. A convivência resultou de um pacto por via do qual os trabalhadores renunciaram às reivindicações mais radicais (o socialismo) em troca de concessões do capital (tributação e regulação) que tornaram possível o Estado social ou de bem-estar. Este pacto começou a entrar em crise logo nos anos setenta do século passado mas colapsou definitivamente com a crise de 2008, não só pelo modo como a crise ocorreu, mas pelo modo como foi "resolvida": a favor do capital financeiro que a tinha criado, o qual, em vez de punido e regulado, foi resgatado e libertado para repor rapidamente a sua rentabilidade e os bónus dos seus agentes. Os partidos políticos com vocação de governo distinguiram-se no pós-guerra pelo modo como geriram o pacto. Nisso consistiu a alternância. Desde 2008 tal pacto deixou de existir e por isso a alternância deixou de fazer sentido. Em Portugal, a assinatura do memorando da troika selou o fim do pacto e da alternância que fazia dele um pacto democrático. A partir de agora, em vez de alternância, é necessário buscar uma alternativa. As divergências no interior da coligação do Governo nada têm a ver com a alternativa e mostram que a alternância à alternância (com os mesmos partidos ou com algum deles e o PS) seria a reprodução, em forma de farsa, da tragédia que vivemos. A alternativa implica decidir entre a lógica do capitalismo financeiro e a lógica da política democrática. Neste momento, as duas lógicas são inconciliáveis. Os democratas portugueses convergem na ideia de que a democracia deve prevalecer e sabem que para que tal ocorra são necessários actos de desobediência às exigências dos "mercados", o que certamente vai envolver alguma turbulência social e política, cujos custos devem ser minimizados. Acima de tudo haverá que enfrentar a intimidação e a manipulação do medo, os drones com que os "mercados" destroem sem custos os direitos dos cidadãos. A desobediência pode assumir várias formas mas todas envolvem assumir que a dívida, tal como existe, é impagável; e injusta, porque não se pode liquidar um país para liquidar uma dívida. A opção pela democracia é a alternativa mas o modo de a levar à prática não é unívoco, tal como nada é unívoco em democracia. Ou seja, a alternativa contém em si alternativas. E aqui surgem as divergências que vão definir o novo ciclo político.
A Europa real e a Europa ideal.As divergências incidem em três temas: articular ou não a desobediência ao capital financeiro com a permanência no euro; centrar os esforços em renegociar a posição na UE ou em abrir a novos espaços e parceiros geopolíticos; dado que o fim desta UE é uma questão de tempo, lutar ou não por uma outra inequivocamente sujeita à lógica da democracia. Como é próprio de uma transição de paradigma, todas as posições envolvem riscos e nem sempre será fácil calculá-los. Mas mesmo nas divergências há alguma convergência: a actual UE está totalmente colonizada pela lógica dos "mercados"; o aprofundamento da integração em curso está a ser feito à custa das democracias da Europa do Sul; seria melhor que as posições de desobediência fossem tomadas por vários países articuladamente.
A luta política extra-institucional. Os partidos políticos de esquerda são os mais tímidos neste processo de convergência porque têm demasiados interesses investidos no actual ciclo político e temem pelo seu futuro. Têm dificuldade em admitir que, se não assumirem riscos, estão condenados a ser o verniz democrático das unhas do fascismo financeiro. O dilema que enfrentam é sério: se acompanharem o movimento social que aponta para um novo ciclo democrático, podem estar a cometer suicídio; se não o acompanharem, serão vistos como parte do problema que enfrentamos e não como parte da solução, correndo o risco de, no melhor dos casos, se tornarem irrelevantes, o que é outra forma de suicídio. Perante este dilema, que todos devemos compreender, os cidadãos e as cidadãs não têm outro remédio senão vir para a rua reclamar a queda do Governo e forçar os partidos de esquerda e centro-esquerda a assumir riscos, ajudando a minimizar os custos sociais e políticos da turbulência política que se aproxima sem olhar a cálculos partidários. Estamos talvez a entrar num momento forte de democracia participativa, servindo de fonte de revitalização da democracia representativa. Das instituições que sobrevivem à suspensão da democracia os democratas portugueses apenas têm alguma esperança no Tribunal Constitucional. Pelo respeito que lhes merece a instituição da Presidência da República, preferem nada dizer sobre o seu actual locatário.
domingo, junho 02, 2013
"Por que as crianças francesas não têm deficit de atenção?"
"(...) Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança. (...)"
Para saber mais: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/deficit-de-atencao-nas-criancas-francesas.html
sábado, junho 01, 2013
"Libertar Portugal da Austeridade", por António Nóvoa
António Nóvoa, o Magnífico Reitor da Universidade de Lisboa, na conferência "Libertar Portugal da Austeridade", promovida por Mário Soares no dia 30 / 5 / 2013:
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