terça-feira, setembro 18, 2012

"Tinha um olhar trsite."


"Dando-lhe voz": “Soube então que estava ao pé do FMI. Aproximei-me porque tinha curiosidade. Estava só ali, a observar a reacção dos polícias porque sei que por detrás deles há muito poder e que eles são marionetas. Estão ali porque recebem dinheiro para alimentar os filhos. Às vezes vemos os polícias partir para a violência e aproximei-me porque queria perceber o que é que eles eram capazes de fazer. Porque eles também são o povo, também estão a ser prejudicados com as medidas [do Governo].”

A certa altura, fixou-se num agente em particular. “Já tinha sido lançada uma bomba de fumo”, diz. “Já tinha olhado para ele, quando ele ainda não tinha a viseira. Tinha um olhar triste. Mas tinha um olhar aberto também. Sou muito sensível nestas coisas”, conta a aluna de Artes Visuais. “Fui ter com ele e perguntei-lhe: ‘Por que é que vocês estão aqui? Para provocar alguma reacção má?’ Ele disse: ‘É o meu trabalho.’ Depois perguntei: ‘Não gostava de estar deste lado?’ E ele não respondeu. Olhou em frente.”

In PÚBLICO, 17/09/2012: http://www.publico.pt/Sociedade/nao-fui-a-primeira-pessoa-no-mundo-a-abracar-um-policia-1563434

Foto encontrei-a no Facebook (16/09/2012): https://www.facebook.com/photo.php?fbid=283274271776839&set=a.224336847670582.41347.100002828059657&type=1&theater

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