segunda-feira, abril 30, 2012

RAP (12/16): V. - «Pode explicar [o lugar que o ministro Relvas ocupa no seu coração]?»

RAP:
"Ah, pensei que se percebia. Miguel Relvas é ministro de todas as coisas visíveis e invisíveis, como sabe. Nessa medida, creio que é saudável para mim manifestar apreço público pelo sr. ministro, porque eu participo em programas de rádio e às vezes gosto de falar sobre Angola."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, abril 27, 2012

RAP (9/16): V. - «Para os trabalhadores serem mesmo felizes, falta algo no acordo?»

RAP:
"Há ainda muito a fazer. O trabalho continua a ser remunerado, na maior parte dos dias, o que não se compreende. Quem estiver disponível para trabalhar sem receber tem muito menos hipóteses de ser despedido."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, abril 26, 2012

RAP (8/16): V. - «Defina o sentimento que melhor descreve o que sentiu perante a assinatura do acordo de concertação social?»

RAP:
"Euforia. Agora é que o País vai avançar. O que estava a atravancar isto era a dificuldade que as empresas tinham em despedir trabalhadores. Daí a nossa taxa de desemprego ser tão baixa."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

terça-feira, abril 24, 2012

RAP (7/16): V. - «Diga três coisas que lhe apeteceu fazer, quando ouviu Cavaco dizer que a reforma não lhe chega para as despesas mensais?»

RAP:
"Só me apeteceu contrair despesas. Gostava de experimentar esse estilo de vida em que os 10 mil euros não chegam para as despesas. A vida do Presidente parece a do Jardel quando jogava no Sporting."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

segunda-feira, abril 23, 2012

RAP (6/16): V. - « E emigrar, como sugeriu Passos, pode ser a atitude de patriota para ajudar o País?»

RAP:
"Antes do primeiro-ministro, já um secretário de estado nos tinha sugerido a emigração. O Governo parece aqueles anfitriões que, depois do jantar, desejam livrar-se das visitas chatas para se irem deitar. As visitas chatas somos nós."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

domingo, abril 22, 2012

RAP (5/16) - V. - «Foi um tiro certeiro nos nossos problemas, esta ideia [a globalização do pastel de nata] do ministro Álvaro?»

RAP:
"Sim, mas não foi o único. Há dias, um cronista do Público teve o despudor de confessar que tinha lido um livro do Álvaro e citou um parágrafo muito interessante em que o ministro lamentava o facto de Braga já não produzir padres como antigamente. Todos sentimos na pele este problema. Os poucos padres que há, são de viveiro. Cheios de hormonas, para concluírem o curso de teologia mais depressa. Já não há padres selvagens."

Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, abril 20, 2012

RAP(3/16) - V.: «Tem alguma solução para o problema [do país]?»

RAP:
"Nenhuma, até porque o meu trabalho é bem mais complexo que o de encontrar soluções: é fazer pouco de quem devia encontrar soluções."

Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012

quarta-feira, abril 18, 2012

RAP (1/16) - V. - «Quando olha para o país o que o faz rir»?

Ricardo Araújo Pereira (RAP):
"Procuro não me rir porque parece mal. Não gostaria que os senhores da troika viessem para cá trabalhar e me apanhassem a rir. Lembre-se da vergonha que passámos no ano passado, quando o povo português resolveu desfrutar de um fim de semana enquanto os senhores da troika trabalhavam. É verdade que trabalhavam num empréstimo a uma taxa de juro tal que lhes permite ganhar milhões de euros com uma nação à beira da bancarrota e ainda conseguir chamar a isso uma "ajuda", o que anima bastante a vontade de trabalhar ao fim de semana - mas trabalhavam."

Visão, Nº 989, 12 Fevereiro de 2012

terça-feira, abril 17, 2012

«Só existo se constar de um ranking", Carlo Strenger

(...) V. - Menciona também várias vezes no livro [O Medo da Insignificância] os anos Reagan-Thatcher, que foram «um período de ganância e quantificação». Com que consequências?
"O avanço do capitalismo global fez-nos sentir que o valor real precisa de ser quantificado: quanto dinheiro temos, quantas vezes somos citados no Google, até que ponto somos famosos, o lugar de um programa nosso no ranking de audiências, tudo isso determina o nosso valor como pessoa."
(...)
Visão, Nº997, 12 de Abril, 2012

segunda-feira, abril 16, 2012

Pergunta ao Sr. Primeiro Ministro ...

Procurava um documento sobre o insucesso escolar através de um link antigo do Ministério da Educação, e fui reencaminhada automaticamente para a página de entrada do governo de Portugal (http://www.portugal.gov.pt/pt.aspx) onde dei com esta citação do Sr. Primeiro Ministro:
"Se quisermos garantir que atingimos os nossos resultados, não podemos baixar os braços nem um segundo!"

Saltou-me logo esta pergunta para o Sr. Primeiro Ministro:

Os portugueses não têm fama de baixar os braços, bem antes pelo contrário: costumam virar-se!! ... Está a falar para quem?

23h58
... e depois fiquei a pensar ... 

Será que os "nossos resultados" são os mesmos? ... os que estão à vista, os do empobrecimento do país?


Não será o Sr. e o seu governo que estão a capitular - é muito mais do que baixar os braços - face às pressões dos mercados e de uma Europa "merkoziana"?


Os portugueses, Sr. Primeiro Ministro, têm dado provas por todo o mundo: não precisam que ninguém lhes chame "piegas", que os mandem emigrar e muito menos que lhes digam para não baixarem os braços!!

Uma sociedade norteada por valores ...

 
Bartoon, Luís Afonso
PÚBLICO, 15/04/2012

P.S. - O título foi dado por mim.