RAP:
"Ah, pensei que se percebia. Miguel Relvas é ministro de todas as coisas visíveis e invisíveis, como sabe. Nessa medida, creio que é saudável para mim manifestar apreço público pelo sr. ministro, porque eu participo em programas de rádio e às vezes gosto de falar sobre Angola."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
segunda-feira, abril 30, 2012
domingo, abril 29, 2012
RAP (11/16): V. - «Em termos percentuais que espaço ocupa o mnistro Relvas no seu coração?»
RAP:
"19,3 por cento."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"19,3 por cento."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
sábado, abril 28, 2012
RAP (10/16): V. - «Falemos agora do governo. Quando olha para Passos Coelho, pensa em quê?»
RAP:
"Penso que foi uma pena que Filipe La Féria não o tivesse apanhado antes de Ângelo Correia."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"Penso que foi uma pena que Filipe La Féria não o tivesse apanhado antes de Ângelo Correia."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
sexta-feira, abril 27, 2012
RAP (9/16): V. - «Para os trabalhadores serem mesmo felizes, falta algo no acordo?»
RAP:
"Há ainda muito a fazer. O trabalho continua a ser remunerado, na maior parte dos dias, o que não se compreende. Quem estiver disponível para trabalhar sem receber tem muito menos hipóteses de ser despedido."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"Há ainda muito a fazer. O trabalho continua a ser remunerado, na maior parte dos dias, o que não se compreende. Quem estiver disponível para trabalhar sem receber tem muito menos hipóteses de ser despedido."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
quinta-feira, abril 26, 2012
RAP (8/16): V. - «Defina o sentimento que melhor descreve o que sentiu perante a assinatura do acordo de concertação social?»
RAP:
"Euforia. Agora é que o País vai avançar. O que estava a atravancar isto era a dificuldade que as empresas tinham em despedir trabalhadores. Daí a nossa taxa de desemprego ser tão baixa."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"Euforia. Agora é que o País vai avançar. O que estava a atravancar isto era a dificuldade que as empresas tinham em despedir trabalhadores. Daí a nossa taxa de desemprego ser tão baixa."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
quarta-feira, abril 25, 2012
terça-feira, abril 24, 2012
RAP (7/16): V. - «Diga três coisas que lhe apeteceu fazer, quando ouviu Cavaco dizer que a reforma não lhe chega para as despesas mensais?»
RAP:
"Só me apeteceu contrair despesas. Gostava de experimentar esse estilo de vida em que os 10 mil euros não chegam para as despesas. A vida do Presidente parece a do Jardel quando jogava no Sporting."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"Só me apeteceu contrair despesas. Gostava de experimentar esse estilo de vida em que os 10 mil euros não chegam para as despesas. A vida do Presidente parece a do Jardel quando jogava no Sporting."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
segunda-feira, abril 23, 2012
RAP (6/16): V. - « E emigrar, como sugeriu Passos, pode ser a atitude de patriota para ajudar o País?»
RAP:
"Antes do primeiro-ministro, já um secretário de estado nos tinha sugerido a emigração. O Governo parece aqueles anfitriões que, depois do jantar, desejam livrar-se das visitas chatas para se irem deitar. As visitas chatas somos nós."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"Antes do primeiro-ministro, já um secretário de estado nos tinha sugerido a emigração. O Governo parece aqueles anfitriões que, depois do jantar, desejam livrar-se das visitas chatas para se irem deitar. As visitas chatas somos nós."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
domingo, abril 22, 2012
RAP (5/16) - V. - «Foi um tiro certeiro nos nossos problemas, esta ideia [a globalização do pastel de nata] do ministro Álvaro?»
RAP:
"Sim, mas não foi o único. Há dias, um cronista do Público teve o despudor de confessar que tinha lido um livro do Álvaro e citou um parágrafo muito interessante em que o ministro lamentava o facto de Braga já não produzir padres como antigamente. Todos sentimos na pele este problema. Os poucos padres que há, são de viveiro. Cheios de hormonas, para concluírem o curso de teologia mais depressa. Já não há padres selvagens."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"Sim, mas não foi o único. Há dias, um cronista do Público teve o despudor de confessar que tinha lido um livro do Álvaro e citou um parágrafo muito interessante em que o ministro lamentava o facto de Braga já não produzir padres como antigamente. Todos sentimos na pele este problema. Os poucos padres que há, são de viveiro. Cheios de hormonas, para concluírem o curso de teologia mais depressa. Já não há padres selvagens."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
sábado, abril 21, 2012
RAP (4/16) - V. - «Já pensou, por exemplo, em particiar na globalização do pastel de nata?»
RAP:
"Já, mas não tenho disponibilidade de agenda."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"Já, mas não tenho disponibilidade de agenda."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
sexta-feira, abril 20, 2012
RAP(3/16) - V.: «Tem alguma solução para o problema [do país]?»
RAP:
"Nenhuma, até porque o meu trabalho é bem mais complexo que o de encontrar soluções: é fazer pouco de quem devia encontrar soluções."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"Nenhuma, até porque o meu trabalho é bem mais complexo que o de encontrar soluções: é fazer pouco de quem devia encontrar soluções."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
quinta-feira, abril 19, 2012
RAP (2/16) - V. - «E [o que o faz] chorar [quando olha para o país]?»
RAP:
"Nada. Não choro desde o dia 25 de Novembro de 1999."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
"Nada. Não choro desde o dia 25 de Novembro de 1999."
Visão, Nº 989, 12 de Fevereiro de 2012
quarta-feira, abril 18, 2012
RAP (1/16) - V. - «Quando olha para o país o que o faz rir»?
Ricardo Araújo Pereira (RAP):
"Procuro não me rir porque parece mal. Não gostaria que os senhores da troika viessem para cá trabalhar e me apanhassem a rir. Lembre-se da vergonha que passámos no ano passado, quando o povo português resolveu desfrutar de um fim de semana enquanto os senhores da troika trabalhavam. É verdade que trabalhavam num empréstimo a uma taxa de juro tal que lhes permite ganhar milhões de euros com uma nação à beira da bancarrota e ainda conseguir chamar a isso uma "ajuda", o que anima bastante a vontade de trabalhar ao fim de semana - mas trabalhavam."
Visão, Nº 989, 12 Fevereiro de 2012
"Procuro não me rir porque parece mal. Não gostaria que os senhores da troika viessem para cá trabalhar e me apanhassem a rir. Lembre-se da vergonha que passámos no ano passado, quando o povo português resolveu desfrutar de um fim de semana enquanto os senhores da troika trabalhavam. É verdade que trabalhavam num empréstimo a uma taxa de juro tal que lhes permite ganhar milhões de euros com uma nação à beira da bancarrota e ainda conseguir chamar a isso uma "ajuda", o que anima bastante a vontade de trabalhar ao fim de semana - mas trabalhavam."
Visão, Nº 989, 12 Fevereiro de 2012
terça-feira, abril 17, 2012
«Só existo se constar de um ranking", Carlo Strenger
(...) V. - Menciona também várias vezes no livro [O Medo da Insignificância] os anos Reagan-Thatcher, que foram «um período de ganância e quantificação». Com que consequências?
"O avanço do capitalismo global fez-nos sentir que o valor real precisa de ser quantificado: quanto dinheiro temos, quantas vezes somos citados no Google, até que ponto somos famosos, o lugar de um programa nosso no ranking de audiências, tudo isso determina o nosso valor como pessoa."
(...)
Visão, Nº997, 12 de Abril, 2012
"O avanço do capitalismo global fez-nos sentir que o valor real precisa de ser quantificado: quanto dinheiro temos, quantas vezes somos citados no Google, até que ponto somos famosos, o lugar de um programa nosso no ranking de audiências, tudo isso determina o nosso valor como pessoa."
(...)
Visão, Nº997, 12 de Abril, 2012
segunda-feira, abril 16, 2012
Pergunta ao Sr. Primeiro Ministro ...
Procurava um documento sobre o insucesso escolar através de um link antigo do Ministério da Educação, e fui reencaminhada automaticamente para a página de entrada do governo de Portugal (http://www.portugal.gov.pt/pt.aspx) onde dei com esta citação do Sr. Primeiro Ministro:
"Se quisermos garantir que atingimos os nossos resultados, não podemos baixar os braços nem um segundo!"
Saltou-me logo esta pergunta para o Sr. Primeiro Ministro:
Os portugueses não têm fama de baixar os braços, bem antes pelo contrário: costumam virar-se!! ... Está a falar para quem?
23h58
... e depois fiquei a pensar ...
Será que os "nossos resultados" são os mesmos? ... os que estão à vista, os do empobrecimento do país?
Não será o Sr. e o seu governo que estão a capitular - é muito mais do que baixar os braços - face às pressões dos mercados e de uma Europa "merkoziana"?
Os portugueses, Sr. Primeiro Ministro, têm dado provas por todo o mundo: não precisam que ninguém lhes chame "piegas", que os mandem emigrar e muito menos que lhes digam para não baixarem os braços!!
"Se quisermos garantir que atingimos os nossos resultados, não podemos baixar os braços nem um segundo!"
Saltou-me logo esta pergunta para o Sr. Primeiro Ministro:
Os portugueses não têm fama de baixar os braços, bem antes pelo contrário: costumam virar-se!! ... Está a falar para quem?
23h58
... e depois fiquei a pensar ...
Será que os "nossos resultados" são os mesmos? ... os que estão à vista, os do empobrecimento do país?
Não será o Sr. e o seu governo que estão a capitular - é muito mais do que baixar os braços - face às pressões dos mercados e de uma Europa "merkoziana"?
Os portugueses, Sr. Primeiro Ministro, têm dado provas por todo o mundo: não precisam que ninguém lhes chame "piegas", que os mandem emigrar e muito menos que lhes digam para não baixarem os braços!!
Uma sociedade norteada por valores ...
Bartoon, Luís Afonso
PÚBLICO, 15/04/2012
P.S. - O título foi dado por mim.
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