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quinta-feira, abril 02, 2026

50 anos da Constituição da República Portuguesa.

 

Um dia memorável!!
É uma enorme alegria, neste início de primavera, 50 anos depois, celebrar-se a Constituição da República Portuguesa. A Constituição da nossa Democracia, da nossa Liberdade, da Paz.
Tinha 17 anos. Foi uma grande honra ter crescido, ter-me tornado adulta num país em que vigora uma tal Constituição.
Muito obrigada a todos e todas que para ela contribuíram.
Muito obrigada a todos e todas que ao longo destes 50 anos têm procurado implementar a visão que lhe está subjacente, seja qual for o seu lugar, a sua cidade, a sua aldeia, a sua profissão, a sua crença ou a sua tradição, a sua origem, a sua nacionalidade, a sua idade. Esta é uma Constituição de direitos, mas também de responsabilidades. O país é o que fazemos dele e todas e todos temos o dever do respeito, da solidariedade, do bem comum e pensar no legado que queremos para as gerações vindouras. Por mim, quero, com base nesta Constituição, continuar a contribuir para um país mais inclusivo e democrático, onde se pugne pela justiça social e pelo bem comum, em Liberdade e Paz.
 

 

segunda-feira, janeiro 31, 2022

As eleições de ontem - reflexões de uma cidadã

1. Das alegrias
PS (117 deputados) + Livre (1 deputado) + CDU (6 deputados) + BE (5 deputados) + PAN (1 deputado) = Esquerda no parlamento (130 deputados).
O Livre ter conseguido eleger Rui Tavares.
O PS ser um partido de charneira democrática, entre a esquerda e a direita, com tudo o que isso implica de sentido de responsabilidade e ético, temperados de humildade (gostei de ouvir ontem António Costa a usar essa palavra!!) e vontade de ouvir e incluir tod@s. Sublinho: uma grande responsabilidade, mesmo!!
A maioria absoluta de António Costa, que me provoca alguma ambivalência, mas que reconheço ser uma vitória merecida, depois de 6 anos de governo, incluindo dois de uma das mais exigentes, mas melhores gestões da pandemia no mundo. O Estado Social é em si mesmo um valor e um garante da democracia. Sinto um grande orgulho em ser portuguesa e em fazer parte de um povo que sabe ser reconhecido. Muito estranharia se assim não acontecesse.
2. Dos receios
A maioria absoluta do PS - não se pode esquecer que o conseguiu com muitos votos da CDU e do BE que devem ser honrados. Não esquecer o verdadeiro diálogo de que falou ontem António Costa no seu discurso como vencedor.
Sobre os cerca 380 000 votos do descontentamento anti-sistema, com valores xenófobos, racistas, com discursos de ódio e anticonstitucionais terem assento na Casa da Democracia. É bom que estejam à luz e à vista de todos. Um fenómeno que deveremos acompanhar com muita lucidez, determinação, marcando bem "as linhas vermelhas" que não podem ser ultrapassadas dentro de um estado de direito democrático. É o que se pede a todos os órgãos da democracia, incluindo instituições, organizações e a todos os cidadãos.
3. Das tristezas
Alguns excelentes e históricos deputados de abril não terem sido eleitos: António Filipe e João Oliveira (PCP), José Manuel Pureza (BE).
4. Das aprendizagens
Aprendi que os portugueses estão atentos, que acompanham as sondagens e que reagem, mobilizando-se, na hora de votar. Um grande sinal de esperança. Que o país aprendeu com a eleições autárquicas, e que as fotografias que as sondagens nos dão na semana anterior às eleições, como a orientação dos votos, não podem ser consideradas como "verdades" garantidas, bem pelo contrário. Tudo é mais dinâmico e complexo do que à primeira vista se pode crer.
Estou muito mais tranquila.
Quanto ao mais, vamos continuar a defender os Direitos Humanos, a Democracia. VIVA o 25 de Abril!!
 

 

domingo, abril 25, 2021

25 de abril, SEMPRE!!

Estou a pensar em todas as memórias que este dia me traz.
Este ano, com todos os constrangimentos da pandemia que estamos a viver, tive o privilégio de celebrar o 25 de abril com amigas que estão no Brasil e de fazer novos amigos das regiões da antiga ex-Jugoslávia, no âmbito do Sociodrama e através do ZOOM.
Percebi, como é difícil a quem está de fora, compreender como pode acontecer uma revolução pacífica, sem mortes (a não ser as que foram provocadas ainda pela PIDE, 2 ou 3 dias depois), desencadeadas por militares, por aqueles que habitualmente fazem a guerra. Como é que militares podem ser pacifistas? Como podem defender o seu povo e ajudá-lo a emancipar-se, a lutar por uma vida mais digna, com "PAZ, PÃO, HABITAÇÃO, SAÚDE, EDUCAÇÃO"?
Foram necessárias muitas mortes na guerra colonial, foi necessário muito sangue derramado, muitos mutilados, muita gente traumatizadas, muita pobreza provocada pelo esforço da guerra. Tanto cá, como nas ex-colónias. Também foram necessárias muitas prisões, muitas mortes e muita tortura, feitas pela polícia política, a PIDE.
Foi necessário perceber que tudo isto não tinha qualquer sentido. Que os povos das ex-colónias tinham direito à sua independência. Que os portugueses tinham direito a viver em Liberdade, em Democracia, a expressarem-se livremente, a associarem-se e a organizarem-se.
Mas hoje, no meio da pandemia, também percebemos que a Democracia e a Liberdade se continuam a construir todos os dias, passo a passo. E que ainda há muito a fazer para conquistarmos o sonho de Abril, o da Igualdade, da Equidade e da Fraternidade.
Muito obrigada a tod@s que me fizeram, e fazem, continuar a ter Esperança, acreditando que se pode transformar o impossível no possível: "Tudo é possível!"
 
Dedico este dia à minha querida amiga, Xexão Moita.