[Fotografia do PÚBICO, http://www.publico.pt/]
Lembro-me ...
... lembro-me do meu irmão, que também "já nasceu para o céu"...
- e que poética e bonita é esta forma de falar da morte -
... lembro-me da Mimi, da sua irmã, grande amiga minha,
quase desde que me lembro,
daquelas de quem dizemos que somos como irmãs,
lembro-me dos tempos em que jantava lá em casa,
numa mesa grande, cheia de gente,
eles eram oito, mais os pais,
os amigos e amigas, como eu,
uma família sempre alargada,
fiquei muito tristes com esta notícia,
é como se fosse também meu irmão.
Fica aquele abraço muito grande para todos ...
Entrevista à PÚBLICA
http://www.publico.pt/Cultura/seria-muito-infeliz-se-me-dedicasse-so-a-musica-2006_1545652
E uma entrevista ao Económico
http://economico.sapo.pt/noticias/podem-piratear-os-meus-discos-a-vontade_144391.html
... e uma mensagem maravilhosa do Pedro Abrunhosa:
'Pareceu.te um dia bom para nos deixares, Bernardo. O
sol apetecia e as fotos, que tanto amavas, chamavam.te para a beira da
falésia. Como viveste, também foi no precipício que derradeiramete te
apeteceram os imensos dons com que brilhaste. Há vinte e cinco anos que
te conhecia e nunca julguei dizer.te Adeus sem ser no final de um dos
muitos concertos feitos juntos. Trocámos
notas, riso, pensamentos, vitorias e fracassos. Sempre te achei um
pequeno génio escondido num corpo grande e numa bondade estonteante.
Diferente de tudo, de todos, da Música que eras por dentro, foste
Diferente ao nos deixares tão sós, tão perto do medo, tão frágeis.
Diferente foste ao partir tão cedo, Bernardo. Esperar.te.ei sempre, a
romperes pela porta do estúdio, a ocupares com as tuas imensas mãos o
piano que nunca soou tão bem, a inundares de Vida e ruptura este mundo
que tanto necessitava agora de ti. Descansa enfim, meu Amigo. Há pianos
onde estás, tenho a certeza.' Pedro Abrunhosa
Partilhada por Ana Towarzys: https://www.facebook.com/almamor
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