Setúbal, julho 2013
quarta-feira, julho 31, 2013
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domingo, julho 28, 2013
sábado, julho 27, 2013
sexta-feira, julho 26, 2013
Pensamentos: Joana Vasconcelos
Admiro a sua genialidade, a sua ousadia e irreverência, contrastantes com "mesmice neurótica" deste "quadradinho da Ibéria" em que cresci e fui educada, um quadradinho que ainda não se afundou completamente (mas está quase, quase - se se esforçarem mais um bocadinho para salvar os bancos, bem como outras entidades financeiras associadas e os seus astronómicos lucros ... lá chegaremos!).
Cansam-me a sua opulência e as suas misturas desconcertantes, luxuosas, mesmo, que tantas vezes chocam, chegam a ferir e desarrumar a "minha doce harmonia".
Mas sinto que este confronto me atrai, que me fico a conhecer melhor a mim mesma e a mim neste mundo em que vivemos.
Continuo a interrogar-me, no entanto, por que razão num momento como o que estamos a viver, em que a pobreza aumenta todos os dias e, em simultâneo, os ricos aumentam todos os dias as suas fortunas, preciso de "confrontos" como este?
E é ao questionar-me assim, que fico também a pensar nas contradições e lutas de forças que se opõem na atualidade. Contradições e lutas que não nos podem causar se não desconforto.
Por agora chega-me o que vi da Joana Vasconcelos.
(Lx, 21/07/2013)
Cansam-me a sua opulência e as suas misturas desconcertantes, luxuosas, mesmo, que tantas vezes chocam, chegam a ferir e desarrumar a "minha doce harmonia".
Mas sinto que este confronto me atrai, que me fico a conhecer melhor a mim mesma e a mim neste mundo em que vivemos.
Continuo a interrogar-me, no entanto, por que razão num momento como o que estamos a viver, em que a pobreza aumenta todos os dias e, em simultâneo, os ricos aumentam todos os dias as suas fortunas, preciso de "confrontos" como este?
E é ao questionar-me assim, que fico também a pensar nas contradições e lutas de forças que se opõem na atualidade. Contradições e lutas que não nos podem causar se não desconforto.
Por agora chega-me o que vi da Joana Vasconcelos.
(Lx, 21/07/2013)
quinta-feira, julho 25, 2013
quarta-feira, julho 24, 2013
A intervenção cívica [António Nóvoa]
Nota: Esta foto não dá acesso direto ao vídeo. Para isso clique neste link:
terça-feira, julho 23, 2013
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segunda-feira, julho 15, 2013
domingo, julho 14, 2013
"Desculpe, Presidente Evo"
Faço minhas as palavras de Boaventura Sousa Santos: "Desculpe, Presidente Evo"
"Esperei uma semana que o governo do meu país lhe pedisse formalmente desculpas pelo ato de pirataria aérea e de terrorismo de Estado que cometeu, juntamente com a Espanha, a França e a Itália, ao não autorizar a escala técnica do seu avião no regresso à Bolívia depois de uma reunião em Moscou, ofendendo a dignidade e a soberania do seu país e pondo em risco a sua própria vida. Não esperava que o fizesse, pois conheço e sofro o colapso diário da legalidade nacional e internacional em curso no meu país e nos países vizinhos, a mediocridade moral e política das elites que nos governam, e o refúgio precário da dignidade e da esperança nas consciências, nas ruas e nas praças, depois de há muito terem sido expulsas das instituições. Não pediu desculpa. Peço eu, cidadão comum, envergonhado por pertencer a um país e a um continente que são capazes de cometer esta afronta e de o fazer de modo impune, já que nenhuma instância internacional se atreve a enfrentar os autores e os mandantes deste crime internacional."
Para saber mais:
http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/boaventura-santos-desculpe-presidente-evo/627537/
"Esperei uma semana que o governo do meu país lhe pedisse formalmente desculpas pelo ato de pirataria aérea e de terrorismo de Estado que cometeu, juntamente com a Espanha, a França e a Itália, ao não autorizar a escala técnica do seu avião no regresso à Bolívia depois de uma reunião em Moscou, ofendendo a dignidade e a soberania do seu país e pondo em risco a sua própria vida. Não esperava que o fizesse, pois conheço e sofro o colapso diário da legalidade nacional e internacional em curso no meu país e nos países vizinhos, a mediocridade moral e política das elites que nos governam, e o refúgio precário da dignidade e da esperança nas consciências, nas ruas e nas praças, depois de há muito terem sido expulsas das instituições. Não pediu desculpa. Peço eu, cidadão comum, envergonhado por pertencer a um país e a um continente que são capazes de cometer esta afronta e de o fazer de modo impune, já que nenhuma instância internacional se atreve a enfrentar os autores e os mandantes deste crime internacional."
Para saber mais:
http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/boaventura-santos-desculpe-presidente-evo/627537/
sábado, julho 13, 2013
Em memória de Paulo Abrantes
Hoje (12/7/2013), foi organizado no IE - UL, uma jornada em memória de Paulo Abrantes. Não pude estar da parte da manhã, mas estive da parte da tarde e foi muito comovente para mim.
Começou pelo encontro dos muitos amigos que já não via há tantos, tantos anos ... que melhor nos pode acontecer do que sermos acarinhados pelos amigos?!
Depois foi o relembrar o Paulo Abrantes, através dos vários testemunhos de quem com ele trabalhou muito de perto e participantes no simpósium que se realizou da parte da tarde, moderado por Joana Brocardo:
- o Eduardo Veloso, que partilhou o trabalho que realizaram em conjunto, desde que se encontraram no mesmo grupo de mestrado no Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, passando pelos projetos "MAT 789" e "Matemática para todos", vários encontros e seminários, diversos acordos e desacordos, ...; sublinhou várias ideias importantes das quais retive: a construção coletiva realizada em conjunto, num trabalho árduo e sistemático, na procura de chegar a um ensino da matemática que chegue a todos e que seja para todos - "a importância de aprender matemática como se aprende música!"; outra foi a ideia forte de Dewey, muito presente ao longo de todo o trabalho que foram realizando, de que a educação não é a preparação para o futuro, a educação é o que se vive já hoje, no presente;
- Leonor Santos, se bem compreendi, mostrou-nos como as ideias que tinham começado a trabalhar no projeto MAT 789 foram sendo aprofundadas e considerou três tipos de dimensões: (i) a avaliação interna - aquela que é parte integrante do processo de aprendizagem e que está ao serviço deste, formando, com as restantes dimensões deste complexo processo, um todo coerente (a avaliação formativa e avaliação formadora); (ii) a avaliação externa (ou sumativa) - as provas do ministério ou os exames; (iii) e ainda a dimensão normativa, a legislação. Esta investigadora mostrou como a legislação de 2001 se centrava na avaliação no processo de aprendizagem dos alunos, por contraponto à atual legislação (de 2012) que passou a focar-se no ensino, nos conteúdos e nas metas - como se fossem os conteúdos (e a sua acumulação) o mais relevante do processo de aprendizagem dos alunos ... . Como dizia Leonor Santos, até parecia que as datas da legislação estavam trocadas ... ;
- João Pedro da Ponte, referiu como para Paulo Abrantes os professores eram (são) um elemento essencial na construção do currículo que vão trabalhar com os seus alunos, que a ideia de "currículo à prova de professor" é completamente irreal e desatualidade (uma concepção anterior à década de 70 do século passado); mostrou-nos várias exemplos trazidos da investigação, como os professores têm desenvolvido com os seus alunos atividades exploratórias, na área da álgebra, desde o 1.º Ciclo do Ensino Básico - experiências bem interessantes e muito consistentes;
- Ubiratan d'Ambrosio (um muito querido professor e amigo meu, também), em vídeo conferência, a partir de São Paulo (BR), falou-nos da relação entre a matemática e a realidade, a ideia do trabalho em projetos, tão cara a Paulo Abrantes; explorou a necessidade de abrirmos as "gaiolas epistemológicas" (os espaços fechados das áreas do conhecimento, das áreas disciplinares) para explorar fronteiras adjacentes e sermos mais livres, aprendermos a falar diferentes linguagens e a melhor compreendermos diferentes mundos, para assim conseguirmos encontrar melhores soluções para os problemas da atualidade.
No final, como dizia Ana Paula Canavarro, Paulo era "um homem de crer ..." que acreditava nas pessoas, no que fazia, e "um homem de querer", um homem de vontade(s), ... e terminámos com uma grande ovação, uma grande salva de palmas.
Foi um encontro muito emocionante, nomeadamente pelos duros e dífíceis tempos que vivemos, em que, como ficou bem patente, se está a destruir uma construção de muitos anos no nosso país, a da escola democrática e para todos, que se vinha fazendo desde o 25 de abril de 1974.
[Última atualização às 12h42, 13/7/2013.]
sexta-feira, julho 12, 2013
Uma voz da Alemanha: Portugal mostrou que não abdica da sua soberania
http://www.publico.pt/multimedia/video/os-alemaes-devem-moderar-o-discruso-e-ser-mais-modestos-20130711-192543
Muito boa entrevista, vale a pena ouvir: PÚBLICO, 12 / 7 / 2013 - AQUI
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