sexta-feira, agosto 27, 2010

Visão, desta semana



Não sou assinante, não tenho qulquer interesse nesta empresa de comunicação social, mas pelo conteúdo dos artigos de opinião e pela entrevista a Tim Robbins, vale a pena ler. Para além da entrevista já referida, são de ler também:

- artigo de Boaventura Sousa Santos, sobre as Universidades que queremos ...

- crónica de Ricardo Araújo Pereira, sobre os "Ciganões" e os ciganos ...

Ainda não li tudo ... o artigo da Áurea Sampaio também promete.

O meu único interesse é criar este pensamente crítico e colectivo sobre esta sociedade em que vivemos, tantas vezes conformados. O nome da revista faz juz aos artigos: VISÃO!!

P.S. - Os artigos, neste momento, ainda não se encontram disponíveis on-line. Link: http://aeiou.visao.pt/

quinta-feira, agosto 12, 2010

Embalada ...

Vivo embalada
nos ternos e doces braços do mar,
das ondas que vêm, sempre,
e das que se vão.
Mas regressam novamente à praia.

São como o berço,
do dia e da noite,
do sol e da lua,
do calor e do frio,
do longe e do perto,
da distância e da proximidade.

Vivo embalada
em abraços de afectos,
e nos medos,
de dar e receber.

Vivo embalada,
envolta nas sombras quentes de Verão
e nas rendilhadas e translúcidas
sombras de Inverno.

Vivo embalada
pelas alegrias e tristezas,
por estas montanhas russas
de ilusões,
de ser e ter.

Vivo embalada,
pelo (a)mar que trago dentro!

domingo, agosto 01, 2010

Oiço-o(s) ...

Deve ser por ser Domingo.
Mesmo do lado da Avenida,
regozija-se, cantando, com energia,
entrecortado, pelo rolar dos carros,
que passam sem parar,
entrando de afogadilho no túnel.

Já são dois, três ou quatro.

Oiço-os distintamente,
neste primeiro dia de Agosto,
como que a dar-lhe as boas-vindas.

Gozam a frescura do ar,
depois do calor que se foi.

Deslizam apressados
mais uns quantos automóveis.

Assim que a movida tecnológica
se acalma,
exultam novamente,
ao desafio,
lembrando-nos que existem,
que estão cá,
cuidando de nós
e dando-nos lições.
Recordam-nos
que estão ao nosso lado.
Vivem, apesar de toda esta infernal civilização,
aqui mesmo.

Nunca se cansam!
Recomeçam sempre!
Cheios de energia e alegria!
Cantando, exultando e dançando no céu:
como «em bebedeiras de azul».

Bem-hajam!