quinta-feira, setembro 20, 2007
TIC e Inovação Curricular
Sísifo. Revista de Ciências da Educação
03 (Mai Jun Jul Ago 2007)
TIC e Inovação Curricular
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Caros leitores,
A Unidade de I&D de Ciências da Educação editou, recentemente, o terceiro número da Sísifo. Revista de Ciências da Educação, subordinado ao tema:
TIC e Inovação Curricular (que pode consultar no seguinte sítio web: http://sisifo.fpce.ul.pt/)
Aproveito ainda para vos informar que está já disponível a versão completa do número 2 da Sísifo (para download e/ou impressão).
Saudações cordiais
O Coordenador da Unidade de I&D de Ciências da Educação
Rui Canário
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Responsáveis Editoriais deste número: Helena Peralta e Fernando Albuquerque Costa
Dossier temático (TIC e Inovação Curricular):
Fernando Albuquerque Costa Tecnologias Educativas: análise das dissertações de mestrado realizadas em Portugal
Ana Amélia Carvalho Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS
Guilhermina Lobato Miranda Limites e possibilidades das TIC na educação
Lúcia Amante As TIC na Escola e no Jardim de Infância: motivos e factores para a sua integração
Ana Maria Veiga Simão, Elisabete Rodrigues e Belmiro Cabrito O projecto Educação Tecnológica Precoce: uma oportunidade para implementar práticas de inovação curricular
Helena Peralta e Fernando Albuquerque Costa Competência e confiança dos professores no uso das TIC. Síntese de um estudo internacional
Cristina Costa O Currículo numa comunidade de prática
Carla Morais e João Paiva Simulação digital e actividades experimentais em Físico-Químicas. Estudo piloto sobre o impacto do recurso Ponto de fusão e ponto de ebulição no 7.º ano de escolaridade
Recensões:
Mónica Raleiras A vida no écrã. A identidade na era da internet, de Sherry Turkle
Conferências:
José Luis Rodríguez Illera Como as comunidades virtuais de prática e de aprendizagem podem transformar a nossa concepção de educação
Outros Artigos:
Telmo Caria A Cultura Profissional do professor de ensino básico em Portugal: uma linha de investigação em desenvolvimento
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Sísifo. Revista de Ciências da Educação http://sisifo.fpce.ul.pt sisifo@fpce.ul.ptUnidade de I&D de Ciências da Educação da Universidade de Lisboauidce@fpce.ul.pt http://uidce.fpce.ul.pt
domingo, setembro 16, 2007
Honras de Estado - 2
Público - Última Hora
Líder espiritual tibetano termina visita a Lisboa
Dalai Lama pede aos portugueses que levem causa tibetana ao Parlamento
16.09.2007 - 20h18 Lusa
Dalai Lama, o líder espiritual tibetano, terminou hoje uma visita de cinco dias a Lisboa, apelando aos milhares de pessoas que estiveram numa conferência pública no Pavilhão Atlântico para fazerem chegar a sua preocupação pelo povo tibetano aos parlamentos português e europeu.
"Vocês enquanto Estado-membro da União Europeia - e o Parlamento Europeu está atento a esta causa - podem ter influência neste país onde há uma preocupação pelo povo do Tibete. Podem fazer chegar essa vossa preocupação ao Parlamento português", disse o líder espiritual do Tibete, quando intervinha na conferência intitulada "O poder do bom coração".
O 14º Dalai Lama exortou ainda os portugueses a "visitarem o Tibete e estudarem o que aconteceu nos últimos 60 anos e vejam o que se está a passar agora". "Contem o que viram" para serem "úteis" à causa do seu povo, desafiou.
Este apelo surgiu em resposta a uma pergunta que a organização apresentou, sugerida por alguém do público, que questionou "qual o apoio que os portugueses podiam dar em prol do povo tibetano.
Em 1950, o Exército Popular de Libertação chinês ocupou Lhasa, a capital do Tibete, e em 1959 os confrontos armados obrigaram o Dalai Lama a deixar o seu país e exilar-se na Índia, em Dharmsala.
Actualmente, Dharmsala é a sede do governo tibetano no exílio que, liderado pelo Dalai Lama, se dedica à causa da libertação do Tibete, através da não-violência.
Em Maio de 1951 foi feito o "Acordo dos 17 pontos para a libertação pacífica do Tibete", que entre outros pontos, dava soberania à China sobre o Tibete, mas reconhecendo a autonomia do governo tibetano no que respeitava aos assuntos internos.
A China comprometia-se a não alterar o sistema político existente, a não interferir com o estatuto do Dalai Lama e a respeitar a autonomia, religião e costumes dos tibetanos.
Em 1965, a China conferiu ao Tibete o estatuto de região autónoma mas segundo Dalai Lama, os tibetanos são hoje uma minoria naquele território. Na capital, Lhasa, mais de dois terços da população é chinesa.
quinta-feira, setembro 13, 2007
quinta-feira, setembro 06, 2007
Tecnologias - para que vos queremos?
Diziam: «Em vez de estarmos cada um a trabalhar para seu lado, talvez uma plataforma nos ajude a ver e perceber melhor o que cada um anda a fazer para nos irmos ajustando e, a pouco e pouco, irmos trabalhando em conjunto».
O líder desta iniciativa dizia: «Não conheço muito e tenho trabalhado pouco com o MOODLE, mas se podemos ter um espaço de trabalho, entre nós, para a turma... alguma coisa nos há-de ajudar a melhorar os resultados escolares dos alunos... »
Perguntei: «O que é que cada um de vocês costuma fazer com o computador? ... para a Escola e sem ser ...? »
As respostas foram as seguintes:
- 6 professores usam para comunicar através de mail com familiares que estão no estrangeiro e para fazerem os seus textos «com melhor apresentação»;
- 1 tem um blog pessoal; usa o mail; faz pesquisas e comunica com os alunos através da net: mail e MSN; também prepara os materiais para as aulas: guiões, fichas, testes, registos e mapas de organização...
- 2 só utilizam o computador para fazerem os testes «com melhor apresentação».
Perguntei então: «Vocês querem ter um espaço de trabalho conjunto, como se fosse uma grande sala de aula, tipo "open-space", em que cada um tem o seu "cantinho" com as suas mesas e cadeiras de trabalho, com os seus materiais de apoio e recursos necessários, e em que cada um de vocês deixa os materiais e as propostas de trabalho para os alunos? e ainda também em que cada um de vocês vê o que os outro colegas andam a fazer? ... isto é, o mesmo espaço para vocês professores da turma e para os alunos, em que vocês têm as permissões necessárias para colocar lá as actividades e os materiais ... o mesmo é dizer, que têm o poder de organização? Se for isto parece-me uma ideia interessante ... »
Respondeu o líder: «Essa ideia é muito gira, mas aquilo em que eu tinha pensado, era um espaço só para nós professores: um espaço em que vamos colocando os materiais e os planos de trabalho com os alunos, para todos poderem espreitar o trabalho dos colegas e depois aqueles que são docentes das áreas curriculares não disciplinares poderem articular melhor com o trabalho das disciplinas ...»
Pergunta minha: «E como é que essa estratégia beneficia os alunos ...?»
Resposta de uma das outras professoras: «Nós começamos a trabalhar mais em conjunto e isso, de certeza, que vai beneficar os alunos ...»
Voltei a questionar: «Mas o que vos parece a ideia que lancei em primeiro lugar? ... não acham que para os alunos, e para vocês mesmos, pode ser uma ideia mais próxima de um real trabalho articulado? ... eles perceberem que vocês vêem o que uns e outros vão fazendo, quer ao nível das propostas e dos materiais dos colegas, quer ao nível das produções dos alunos? ... e podem também ter sempre um espaço mais privado, só vosso, em que os alunos não entram, e onde ficam registadas todas as vossas interacções a distância ...um espaço facilitador da comunicação e de trabalho só entre vocês...»
Surgiu logo uma pergunta de outra professora : «E o meu espaço de trabalho mais privado e de cumplicidade com os meus alunos? ... o que me vale é que continuo a ter as minhas aulas presenciais, porque se fosse tudo só a distância, eu precisaria de ter um espaço apenas meu e dos meus alunos ... »
Dirigi-me a outros colegas: «E o que pensam os e as restantes colegas?»
Disse um: «Eu acho uma ideia muito interessante, a que deu ... e gostava de experimentar.»
Uma colega mais reticente: «Eu não percebo bem do que estão a falar ... mas acho que preciso de vencer este desafio das TIC e se tiver sempre alguém por perto, que me vá dando uma mãozinho, assim como assim, os materiais e as fichas já os vou trazendo numa "pen" para os imprimir cá na Escola...»
Outro colega: «Acho que podia ser muito interessante e gostava de me meter num desafio desse tipo ... é como se fosse uma "sala de aula do futuro" ... e depois continuamos sempre a ter as aulas presenciais para termos uma relação mais directa e de maior cúmplicidade com os alunos...»
E uma colega que oferece muitas resistências à utilização das TIC: «Não percebo esta moda das TIC para aprender e para que as pessoas aprendam mais e melhor ... o desenvolvimento tecnológico tem trazido alguma melhoria à qualidade de vida e à felicidade das pessoas? ... veja-se o stress em que todos andamos, o aquecimento global, a insegurança na rua e à noite? ... já nem se pode sair ... os alunos escrevem cada vez pior, fartam-se de copiar e plagiar trabalhos ... e como é que se encontram fontes fidedignas através na Internet? ... digo-vos sinceramente, não percebo estas novas modas, nem as mais valias que elas nos trazem...»
Fez-se silêncio. Esta intervenção caiu que nem um balde de água fria no meio daquela conversa ...
Pensei:«Ao menos esta teve a coragem de expressar o que sente e o que pensa!» ... Depois interroguei-me: «Mas será possível que ainda hoje haja pessoas que oferecem tantas resistências a utilizarem estes recursos - pessoas que são professores - que escrevem e pensam ... profissionais do conhecimento, da escrita, da comunicação, da produção cultural ...?? ... algumas razões terão certamente e muitas delas não serão visíveis à vista desarmada ... mas ... vou ter que pensar melhor neste assunto e no porquê desta situação... »
O que respndi: «Não precisamos de ter uma resposta hoje ... podemos ficar a pensar ... peço-vos então o seguinte: até de hoje a 8 dias, escrevam-me um mail, cada um de vocês, com argumentos a favor e argumentos contra as ideias que apresentei ... reencaminhem também esse mail para todos os restantes colegas deste Conselho de Turma ... pode ser? ... e depois daqui a 15 dias decidimos então o que vamos fazer ... acham bem assim?»
Caras de entusiasmo, caras de suspensão e caras de alfição à minha volta ...
«Escrever um mail? ... Como é que isso se faz?»
Houve logo quem encontrasse a resposta: «Pois é, é mesmo a esse nível que temos que começar a trabalhar em conjunto e a apoiarmo-nos uns aos outros ... eu estou disponível para ajudar quem precisar!»
«Ficamos então assim?» perguntei ... pelo cansaço ou por não haver alternativa, foi aceite a minha proposta e já com alguém disponível para ajudar quem precisasse, para se dar o ponta pé de saída.
P.S.1 - É fantástico esta possibilidade de ir às Escolas e de perceber exactamente o que se passa ... e as questões que as pessoas colocam... temos tanto para aprender uns com os outros ... e eu que perdi todos os meus receios e hesitações relativamente à escrita depois de ter começado a usar o processador de texto ... que dificuldade tenho em lidar com estes "resistentes"...
P.S.2 - Este é apenas, e só, um relato ficcionado, "inspirado" numa formação de professores em que participei.
quarta-feira, setembro 05, 2007
O romance da Escola ... por Irene Lisboa em 1939
http://web.educom.pt/margaridabelchior/romance.htm
terça-feira, setembro 04, 2007
... se eles soubessem ...
http://www.astormentas.com/din/poema.asp?key=1840&titulo=Pedra%20filosofal
"Nunca é tarde para aprender!"
;-)
segunda-feira, setembro 03, 2007
Second Life - ? ...
A criação de um mundo virtual à séria...
http://discursosdooutromundo.blogspot.com/
Pode servir para:
http://discursosdooutromundo.blogspot.com/2007/09/esclerose-mltipla-em-second-life.html
domingo, setembro 02, 2007
ME reconhece injustiças ...
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1303760
Comentário:
Ainda há alguém que pensa neste país ... e mais vale tarde que nunca, para reconhecer os erros... "só não erra quem nunca faz nada!"
Como dizia um amigo e colega meu: «Não habia nexexidade! ... Não forão + do k abisadox?»
sábado, setembro 01, 2007
...uma dupla homenagem ...
Do Eduardo Lourenço sobre o ECP, na Visão nº 756, de 30/08/2007
«(...)
O melhor lugar "crítico" é um lugar de insatisfação. Como o de todos os sacristães que tocam, mesmo com amor, nos vasos sagrados. O Graal de todo o crítico é transformar a água mágica do texto amado em vinho divino, a letra do texto em sangue de Deus. Glosa-se pouco ou nada o mais raro dos suplícios, o dos que se perdem no mar dos textos que são a nossa vida verdadeira, nós mesmos lidos e criados pelo que nos cria, e morrem de excesso de sede, como Tântalo, à beira da Obra divina que ao mesmo tempo lhes abre o paraíso e os deixa à sua porta. A maioria dos que vivem como abelhas, enterrados e sufocados pelo mel alheio, não vivem de outra coisa que do desejo e do sonho de que ao menos uma gota desse mel tome um dia a forma do seu coração. Digamos, da sua escrita. (...) »
... resta-nos aprender a viver nesta permanente e insuperável insatisfação e saborear, com uma imensa gratidão, o «leite e o mel» de cada dia.